Luz amarela no Congresso alerta para Síndrome de Cushing
08/04/2026 - 10:55
O Congresso Nacional recebe iluminação especial na cor amarela nesta quarta-feira (8) e quinta-feira (9), em alusão ao Dia Mundial da Síndrome de Cushing (8 de abril) – uma doença grave e potencialmente fatal se não tratada. O nome da síndrome e a data homenageiam o Dr. Harvey Cushing, neurocirurgião que descreveu a doença em 1912 e nasceu em 8 de abril de 1869. O objetivo é conscientizar sobre essa condição rara, causada pela exposição prolongada a níveis excessivos de cortisol no sangue, que provoca danos sérios como hipertensão grave, diabetes descontrolado, infecções severas e riscos cardiovasculares, incluindo infarto e AVC.

Números
Não há dados oficiais do Censo sobre o total de casos de Síndrome de Cushing no Brasil, pois é uma doença rara e frequentemente subdiagnosticada. Estudos estimam 1 caso a cada 26 mil pessoas para a forma endógena (produzida pelo corpo), enquanto citações na publicação científica Brazilian Journal of Health Review (BJHR) indicam 4 casos por 100 mil habitantes em escala mundial.
Causas
As principais são o uso prolongado de corticosteroides e a produção excessiva de cortisol pelo corpo – esta última por tumores na glândula pituitária (adenoma pituitário), adrenais ou outras partes. É mais comum em mulheres e pessoas com obesidade.
Sintomas
Incluem excesso de peso (no tronco), face redonda (face em lua cheia), dificuldade de cicatrização, estrias roxas, hipertensão, fadiga, fraqueza muscular, cálculos renais, diabetes, depressão, ansiedade, irritabilidade e osteoporose.
Diagnóstico
Feito por endocrinologistas com exames de sangue, urina e saliva para medir cortisol. Se confirmado, ainda são necessários exames de imagem, tomografia computadorizada ou ressonância magnética, que permitem um estudo das glândulas pituitária e adrenais, e podem detectar anormalidades como tumores, por exemplo.
Tratamento
O Sistema Único de Saúde (SUS) oferece diagnóstico, medicamentos inibidores de cortisol e cirurgias para remoção de tumores (adrenalectomia ou cirurgia hipofisária). O tratamento é multidisciplinar, envolvendo endocrinologistas e neurocirurgiões, focando na causa da produção excessiva de cortisol.