Palácio do Congresso Nacional ganha projeção nesta quinta pelo Dia Nacional da Visibilidade Trans
Data marca luta por igualdade de direitos no acesso à educação, saúde e trabalho, além do combate à violência contra a população de transexuais e travestis
28/01/2026 - 14:58
As fachadas do Palácio do Congresso Nacional recebem, nesta quinta-feira (29), das 19h às 22h, a projeção das cores rosa, branca e azul, representativas da bandeira trans, em celebração do Dia Nacional da Visibilidade Trans.
A data é comemorada no dia 29 de janeiro como forma de dar visibilidade à luta da população trans e travesti. Foi estabelecida após 2004, quando ocorreu, em Brasília, o lançamento da primeira iniciativa governamental contra a transfobia no país, a campanha “Travesti e Respeito”, realizada pela Associação Nacional de Travestis e Transexuais (Antra) em parceria com o Departamento DST, Aids e Hepatites Virais do Ministério da Saúde. À época, o objetivo foi sensibilizar educadores e profissionais de saúde, além de visibilizar a própria cidadania e autoestima de travestis e transexuais.

Desigualdade
Um dos objetivos da campanha é lutar pela igualdade de direitos no acesso à educação, saúde e trabalho. Segundo dados da Antra, 90% das travestis e mulheres transexuais recorrem à prostituição devido à escassez de oportunidades no mercado de trabalho. A falta de acesso à educação, a ausência de apoio governamental e de reconhecimento e suporte familiar são apontados como as razões que levam a prostituição a ser uma alternativa para a sobrevivência.
Violência
Outra luta das trans e travestis refere-se ao combate à violência contra esse segmento da população. Há 17 anos, o Brasil lidera o ranking de países que mais matam pessoas transexuais e travestis no mundo, com pelo menos 80 assassinatos registrados em 2025, de acordo com dossiê da Associação Nacional de Travestis e Transexuais lançado na última segunda-feira (26). O resultado representa queda de 34,4% em relação a 2024, quando foram registrados 122 crimes desse tipo.
Ceará e Minas Gerais foram os estados com o maior número de assassinatos em 2025, com oito casos cada. Ao todo, a violência segue concentrada na Região Nordeste que registrou 38 assassinatos, seguida pelo Sudeste com 17, o Centro-Oeste com 12, o Norte com sete e o Sul com seis.
O dossiê da Antra considera informações publicadas em reportagens, redes sociais e fontes não governamentais.