Congresso se ilumina de verde pelo combate ao preconceito contra pessoas com nanismo
24/10/2025 - 10:56
O Congresso Nacional se ilumina de verde nesta sexta-feira (25) e sábado (26) em apoio ao Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo e em celebração ao Dia Internacional de Conscientização sobre a Síndrome de Apert.
O Dia Nacional de Combate ao Preconceito contra as Pessoas com Nanismo (25) foi incluído no calendário nacional pela Lei 13.472/17, como forma de apoiar a luta pela igualdade de direitos e pelo fim do preconceito.
O foco é enfrentar a discriminação praticada sobretudo por meio de piadas e pela infantilização das pessoas com nanismo. Ao se referir às pessoas com a condição, deve-se dizer "pessoa com nanismo" e não usar palavras pejorativas ou no diminutivo.
A cada 10 mil nascimentos, cerca de 3,2 pessoas apresentam nanismo, caracterizado por uma deficiência no crescimento, que resulta em uma pessoa com menor estatura que a média da população de mesmo sexo e idade. As causas incluem uma combinação de fatores genéticos, hormonais, nutricionais e ambientais.
Não existe um tratamento específico para reverter a condição. O acompanhamento das diferentes formas de nanismo deve ser multidisciplinar, envolvendo pediatras, endocrinologistas, ortopedistas, fisioterapeutas, psicólogos, dentistas e outros profissionais.
Além da discriminação social, pessoas com nanismo enfrentam dificuldades significativas de acesso a ambientes. Por isso, é fundamental adaptar espaços e garantir a acessibilidade a serviços públicos, oportunidades de trabalho, educação e lazer.
Síndrome de Apert
Já a Síndrome de Apert é uma condição genética rara, caracterizada pela deformidade craniofacial e nos dedos das mãos e dos pés. A doença compromete significativamente a qualidade de vida das pessoas acometidas, exigindo intervenções cirúrgicas desde os primeiros anos de vida e acompanhamento multidisciplinar contínuo.
A iluminação simbólica do Congresso tem como objetivo dar visibilidade às pessoas e famílias afetadas pela Síndrome de Apert, contribuindo para o combate ao preconceito, o fortalecimento de políticas públicas voltadas ao diagnóstico precoce, tratamento adequado, inclusão social e suporte às famílias.