Ação no Congresso destaca a importância da doação de medula
15/09/2025 - 10:34
O Congresso Nacional será iluminado na cor vermelha, nesta segunda-feira (15), em apoio ao Dia Mundial do Doador de Medula Óssea. A data, celebrada no terceiro sábado de setembro, foi criada pela Associação Mundial de Doadores de Medula (World Marrow Donor Association – WMDA), uma organização global de registro de células-tronco.
A comemoração busca agradecer aos doadores e alertar sobre a urgência de pacientes que esperam por um transplante. Este transplante é necessário para quem tem doenças que afetam a produção de células sanguíneas, como as leucemias, além de pessoas com aplasia de medula óssea e síndromes de imunodeficiência congênita. É na medula óssea que se localizam as células-tronco hematopoéticas, responsáveis pela geração de glóbulos vermelhos, glóbulos brancos e plaquetas.
No Brasil, mais de 5,9 milhões de pessoas estão cadastradas como possíveis doadores no Registro de Doadores de Medula Óssea (Redome) e 650 pacientes aguardam na fila por um doador compatível que não seja parente. O Redome é o terceiro maior banco de doadores do mundo, atrás apenas dos registros americano e alemão, mas o único totalmente público.
Requisitos para ser um doador de medula óssea:
- ter entre 18 e 35 anos de idade;
- estar em bom estado de saúde;
- não ter doença infecciosa transmissível pelo sangue (como infecção pelo HIV ou hepatite)
- não ter tido doença neoplásica (câncer), hematológica ou autoimune (como lúpus eritematoso sistêmico e artrite reumatoide).
Como se cadastrar
Interessados em doar devem ir a um hemocentro. É preciso apresentar documento de identidade e preencher um formulário. Uma amostra de sangue (5 ml) será coletada para testes de tipificação HLA, que avaliam a compatibilidade. Estes dados são incluídos no Redome. Se houver compatibilidade com um paciente, o doador será chamado para testes adicionais.
Como é realizada a doação de medula óssea
A coleta das células-tronco ocorre em centros de transplante ou hemocentros autorizados pelo Ministério da Saúde. A obtenção dessas células pode ser feita de duas formas:
Na coleta de medula óssea, o procedimento ocorre em centro cirúrgico, sob anestesia peridural ou geral, e requer internação de 24 horas. As células serão coletadas por meio de punções no osso do quadril. O procedimento dura cerca de 90 minutos.
Na doação por aférese (separação dos componentes do sangue por centrifugação), as células-tronco hematopoéticas são coletadas diretamente da corrente sanguínea, com um procedimento que dura cerca de 3 a 4 horas. Nesse caso, o doador deverá receber uma medicação por 5 dias para estimular as células-tronco.