Congresso se ilumina de amarelo pela prevenção ao suicídio
09/09/2025 - 10:56
O Congresso Nacional vai ficar iluminado de amarelo desta terça (9) até sexta-feira (12) pelo Dia Mundial de Prevenção ao Suicídio (10 de setembro). As ações em torno da data fazem parte do Setembro Amarelo — campanha anual de prevenção ao suicídio — que, no Brasil, é coordenada pela Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e pelo Conselho Federal de Medicina (CFM). O tema deste ano é “Se precisar, peça ajuda!”
O suicídio é um problema de saúde pública, com impactos sociais importantes. Em 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) registrou mais de 700 mil casos no mundo. Mas esse número pode ser ainda maior, já que muitos casos não são registrados.
Jovens em risco
Um estudo recente revela um cenário alarmante no Brasil: as taxas de suicídio e autolesão cresceram muito entre os jovens nos últimos anos. Entre 2011 e 2022, a taxa de suicídio de jovens (de 10 a 24 anos) aumentou 6% a cada ano. No mesmo período, as notificações de autolesões nessa faixa etária tiveram um crescimento ainda maior, de 29% anualmente.
Esses números são mais altos do que os registrados na população em geral. No Brasil, a taxa de suicídio total cresceu 3,7% ao ano, e as autolesões, 21% ao ano, no mesmo período. Isso mostra que os jovens estão sendo mais afetados por essa triste realidade.
A pesquisa analisou quase 1 milhão de dados de sistemas do Ministério da Saúde, como os de mortalidade (SIM), hospitalares (SIH) e de notificação de doenças (Sinan). O trabalho foi feito pelo Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde (Cidacs/Fiocruz Bahia), em parceria com pesquisadores de Harvard, e publicado na revista científica The Lancet Regional Health – Americas.
Falta de Diagnóstico
Embora mundialmente os números estejam diminuindo, os países das Américas vão na contramão dessa tendência, com índices que não param de aumentar. Sabe-se que praticamente 100% dos casos de suicídio estão relacionados a doenças mentais, principalmente as não diagnosticadas ou tratadas incorretamente. Ou seja, a maioria poderia ter sido evitada se esses pacientes tivessem acesso a tratamento psiquiátrico e informações de qualidade.
A Associação Brasileira de Psiquiatria (ABP) e o Conselho Federal de Medicina (CFM) explicam que a melhor maneira de combater o suicídio é se informar para poder ajudar as pessoas. Os organizadores da campanha ressaltam que é importante saber identificar se uma pessoa está pensando em se matar e oferecer ajuda, não só através de uma escuta ativa, empática e sem julgamentos; mas principalmente levando-a ao médico psiquiatra, que saberá manejar a situação e salvá-la.