Projeção no Congresso pretende conscientizar sobre a fissura labiopalatina
24/06/2025 - 09:58
O prédio do Congresso Nacional recebe, nesta terça-feira (24), das 19 às 21 horas, a projeção de frases e imagem em celebração do Dia Nacional de Conscientização sobre a Fissura Labiopalatina, também conhecida como fenda no lábio ou no céu da boca.
A data foi criada pela Lei 14.404/22, com o objetivo de estimular a divulgação de informações sobre a malformação congênita, contribuindo para a redução do preconceito, e também de alertar para a importância de tratar esta malformação com um especialista, de forma multidisciplinar.
Características
A fissura é caracterizada pela abertura no lábio ou no palato (céu da boca), nariz, musculatura, mucosa e muitas vezes, no osso. Isso acontece porque o lábio e o céu da boca não se fecharam completamente durante a gravidez, enquanto o bebê está se formando.
A condição está relacionada a fatores genéticos e ambientais e afeta aproximadamente uma criança a cada 650 nascimentos. É considerada a deformidade congênita facial mais comum e a segunda que mais acomete o ser humano no mundo, de acordo com o Ministério da Saúde. Somente no Brasil, em torno de cinco mil crianças nascem com ela por ano.
As principais complicações são dificuldade na alimentação e na respiração, alterações na arcada dentária, comprometimento do crescimento facial e prejuízo no desenvolvimento da fala e da audição.
A fissura pode prejudicar a capacidade de comunicação do fissurado, sendo confundida erroneamente com algum tipo de dificuldade mental.
Tratamento
O ideal é que o tratamento comece o mais cedo possível podendo envolver profissionais de várias áreas da saúde, como otorrinolaringologistas, fonoaudiólogos, psicólogos, geneticistas, pediatras, cirurgião craniofacial, e outras especialidades.
Geralmente, por volta do primeiro mês de vida, o bebê já começa a ser avaliado e preparado para a cirurgia. A primeira cirurgia costuma ser feita quando o bebê completa 6 meses. Os pacientes adultos também passam pelo mesmo processo clínico, porém, há uma preocupação maior com a readaptação do indivíduo à sociedade.