Congresso se ilumina de verde pelo Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson
11/04/2025 - 13:54
O Congresso Nacional recebe iluminação especial na cor verde neste sábado (12) e domingo (13) como parte das ações pelo Dia Mundial de Conscientização da Doença de Parkinson (11 de abril). A data foi estabelecida pela Organização Mundial da Saúde (OMS) em 1998, e tem como objetivo esclarecer sobre a doença e as possibilidades de tratamento para uma melhor qualidade de vida do paciente e de sua família.
A data da campanha é uma homenagem ao médico inglês James Parkinson, nascido em 11 de abril de 1755, que foi pioneiro ao pesquisar a “paralisia agitante”, como era conhecida a doença no século XIX.
A Doença de Parkinson, de causa desconhecida, é uma doença neurológica progressiva que afeta os movimentos. Ocorre pela degeneração das células situadas numa região do cérebro chamada substância negra. Essas células produzem a substância dopamina, que conduz as correntes nervosas (neurotransmissores) ao corpo. A falta ou diminuição da dopamina afeta os movimentos, provocando os sintomas característicos.
Sintomas
Os sintomas consistem em tremor quando os músculos estão em repouso (tremor de repouso), lentidão de movimentos, desequilíbrio, caminhar arrastando os pés, postura inclinada para frente, entre outros. Em muitos casos, o pensamento torna-se comprometido ou desenvolve-se demência.
Outros sintomas podem estar associados ao início da doença: rigidez muscular; redução da quantidade de movimentos, distúrbios da fala, dificuldade para engolir, depressão, dores, tontura e distúrbios do sono, respiratórios e urinários. Também podem ser observadas alterações na escrita (diminuição do tamanho da letra).
A progressão é muito variável e desigual entre os pacientes. Em geral, possui um curso vagaroso, regular e sem mudanças rápidas ou dramáticas.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito a partir da análise do histórico do paciente somado a uma avaliação neurológica que observa a presença dos sintomas característicos. Não há nenhum teste específico para o diagnóstico ou a prevenção. A identificação precoce e o tratamento são essenciais para a melhora da qualidade de vida dos pacientes.
Tratamento
Apesar dos avanços científicos, ainda não há cura, mas é tratável com medicações e implante de eletrodo ou gerador de impulsos, em casos mais graves. Os medicamentos repõem parcialmente a dopamina e, desse modo, melhoram os sintomas. Tanto os remédios para a doença, quanto as cirurgias de implante estão disponíveis no SUS.
Além disso, o acompanhamento com médico especialista contribui para a boa evolução dos pacientes. Terapias não medicamentosas, como exercício físico, fisioterapia e terapia fonoaudiológica, contribuem para a um melhor prognóstico e uma melhor qualidade de vida.
Dados
O Parkinson é a segunda doença neurodegenerativa mais comum no mundo, sendo menos frequente apenas do que a doença de Alzheimer. O Ministério da Saúde estima que cerca de 200 mil pessoas tenham o diagnóstico no Brasil.
Apesar de mais frequente em pessoas idosas, os casos abaixo dos 60 anos vêm aumentando. De acordo com a OMS, é possível que de 10% a 15% dos pacientes diagnosticados tenham menos de 50 e cerca de 2% podem estar abaixo dos 40 anos de idade. A Organização estima que 1% da população acima dos 65 anos conviverá com algum grau de doenças relacionadas ao Parkinson. Com o aumento da expectativa média de vida da população, esse número pode chegar a 3% até 2030.