Congresso se ilumina de azul em apoio ao Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica
19/07/2024 - 15:51
Congresso Nacional recebe iluminação especial na cor azul, neste sábado (20) e domingo (21), para destacar a importância das pesquisas sobre a esclerose lateral amiotrófica e apoiar o Dia Nacional de Luta contra a Esclerose Lateral Amiotrófica.
A Esclerose Lateral Amiotrófica (ELA) é uma doença que afeta o sistema nervoso de forma degenerativa e progressiva e acarreta perda motora irreversível. Pacientes com a doença sofrem paralisia gradual e morte precoce como resultado da perda de capacidades cruciais, como falar, movimentar, engolir e até mesmo respirar. Não há cura para a Esclerose Lateral Amiotrófica, e o óbito ocorre, em geral, entre três e cinco anos após diagnóstico.
Desde 2009, o Ministério da Saúde, por meio do Sistema Único de Saúde (SUS), oferece assistência e medicamentos gratuitos aos pacientes. Ambos paliativos para melhorar a qualidade de vida e retardar a evolução da doença, que inevitavelmente acontecerá em algum momento.
Causas
As causas da doença ainda não são conhecidas. No entanto, sabe-se que cerca de 10% dos casos são provocados por um defeito genético. Parentes próximos de alguém que tenha a doença têm chances de adquiri-la também, tendo em vista os fatores genéticos/hereditários. Outras causas para a doença seriam:
• Mutação genética;
• Desequilíbrio químico no cérebro (níveis de glutamato mais elevado), o que é tóxico para as células nervosas;
• Doenças autoimunes;
• Mau uso de proteínas.
Diagnóstico
O diagnóstico é feito, inicialmente, por meio de análise clínica e exame físico, que pode mostrar algumas deficiências físicas, sinais e sintomas que podem estar relacionados à doença. Para confirmar o diagnóstico, o especialista pode solicitar os seguintes exames:
• Exames de sangue, para descartar outras doenças;
• Teste respiratório, para verificar se os músculos do pulmão foram afetados;
• Tomografia computadorizada ou ressonância magnética da coluna cervical, para garantir que não exista doença ou lesão no pescoço, que possa ser semelhante à ELA;
• Eletromiografia, para verificar o funcionamento dos nervos;
• Teste genético, se houver histórico familiar da doença;
• Tomografia computadorizada ou ressonância magnética da cabeça, para excluir outras doenças;
• Estudos de condução nervosa;
• Testes de deglutição;
• Punção lombar.