Comissão aprova projeto que exige notificação a dono de carro sobre recall

Da Agência Câmara - 29/05/2015 - 19:48

A Comissão de Defesa do Consumidor da Câmara dos Deputados aprovou na última quarta-feira (27) proposta que obriga o fabricante, importador ou concessionária de veículo a notificar pessoalmente o proprietário do veículo objeto de recall, por carta com aviso de recebimento, correio eletrônico ou outra forma de comunicação válida.

Audiência pública para Tratar da atual situação da saúde no país, a partir de um caso concreto, e dos abusos cometidos pelos planos de saúde no país. Dep. José Carlos Araujo (PSD - BA)
José Carlos Araújo: "o comunicado do recall não deve se limitar apenas a esparsos avisos na mídia". - Foto: Gabriela Korossy/Câmara dos Deputados

O texto aprovado é um substitutivo do deputado José Carlos Araújo (PSD-BA) ao Projeto de Lei 4883/12. A proposta, que teve origem no Senado, originalmente obriga apenas a concessionária a notificar o proprietário de carro sobre recall.

Pelo projeto, a concessionária deverá ofertar gratuitamente o reparo do problema constatado pelo recall e não poderá fixar prazo para que o conserto seja feito de forma gratuita em qualquer estabelecimento integrante da rede autorizada pelo fabricante do veículo.

Na opinião de Araújo, o comunicado do recall não deve se limitar apenas a “esparsos avisos na mídia”, tendo em vista o direito do consumidor à qualidade e segurança do produto. Ele também se preocupou com a limitação do prazo para recall, como é feito atualmente, por considerá-la “abusiva, além de não contribuir com a finalidade maior, que é resguardar a vida das pessoas”.

Com o intuito de aprimorar o projeto, Araújo incluiu a previsão de que as informações de recall não atendido pelo proprietário do carro, no prazo de 1 ano, sejam comunicadas ao órgão de trânsito e passem a constar no Certificado de Registro e Licenciamento de Veículo (CRLV).

O relator também estabeleceu período de 120 dias para a entrada em vigor das novas regras.

Tramitação

A proposta tramita com prioridade, em caráter conclusivo, e ainda será analisada pela Comissão de Constituição e Justiça e de Cidadania. O texto já passou pela Comissão de Desenvolvimento Econômico, Indústria e Comércio.

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