18/11/2014

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Mortalidade de jovens negros domina debates em sessão solene pela consciência negra

Na manhã de hoje, o plenário da Câmara realizou uma sessão solene em comemoração ao Dia da Consciência Negra, que acontece na próxima quinta-feira. A ideia era uma homenagem, mas o tema que dominou os debates foi o alto índice de mortalidade de negros por causas violentas. A maioria de jovens, vítimas da própria polícia.

O Brasil é o país onde mais se mata no mundo, mais até que em zonas de guerra. Jovens de 15 a 29 anos são os que mais morrem. 77% são negros. Mas somente 5 a 8% dos acusados por estes crimes são levados à Justiça. O número elevado de mortes entre os jovens negros foi o principal tema tratado pelos deputados que participaram da homenagem.

Dep. Amauri Teixeira (PT-BA): “Não dá mais pra se omitir diante do genocídio do povo negro. Semana passada foi trazido pelo deputado Simão Sessim dados q os autos de resistência provocam mortes. Servem para matar jovens negros, a maioria é inocente. Exigimos a votação dos autor de resistência.”

O deputado Amauri Teixeira é o autor do projeto que determina a apuração das mortes cometidas por policiais no trabalho, proposta conhecida como autos de resistência. A aprovação rápida do projeto foi defendida por todos os parlamentares que falaram durante a solenidade. A chacina que matou 40 jovens em Belém há 10 dias aumentou a pressa pela aprovação.

Dep. Luiz Alberto (PT-BA): “A última foi uma chacina que ocorreu em Belém. Nosso governo já se manifestou a favor do projeto, o PT também. Então, precisa pressionar a presidência (da Câmara) pra acabar com esse verdadeiro morticídio que atingiu a população negra.”

Reportagem — Mariana Monteiro
Edição — Dulce Queiroz

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