18/09/2013 15:42 - Trabalho
Radioagência
Discussão sobre terceirização provoca clima tenso dentro e fora da Câmara
O debate sobre o projeto de lei da terceirização na Câmara provocou um clima de tensão dentro e fora do Plenário. Impedidos de entrar no prédio em função das novas regras de segurança impostas pela Mesa Diretora, que limita o número de visitantes, centenas de sindicalistas hostilizavam os parlamentares que chegavam à Casa. Os que tiveram autorização para ocupar a galeria do Plenário em muitos momentos não se contiveram e vairam os convidados que defendiam a proposta do deputado Sandro Mabel, do PMDB de Goiás. Eles foram repreendidos pelo presidente da Câmara, Henrique Eduardo Alves.
O deputado Osmar Terra, do PMDB do Rio Grande do Sul, usou o microfone para denunciar que manifestantes o haviam agredido e tentado barrar a entrada dele na Câmara. O deputado Vicentinho, do PT de São Paulo, pôs em dúvida a afirmação. Alves deixou o Plenário para apurar pessoalmente o ocorrido e, após receber informações sobre atitudes exageradas dos trabalhadores, determinou providências à segurança da Casa para que incidentes como esse não voltem a se repetir.
"Esta Casa é democrática porque ela impõe respeito e regras. Isso é fundamental na democracia. Vamos ver se a coisa se torna mais tranquila e ver providência para que nas próximas reuniões isso não volte a se repetir."
Mas o clima dentro do Plenário continuava acirrado. O deputado Darcísio Perondi, do PMDB gaúcho, confirmou que havia passado pelo mesmo constrangimento de seu conterrâneo Osmar Terra. E deixou o local, após chamar os manifestantes de bandidos. O discurso provocou reações dos deputados e do público que acompanhava o debate. O deputado Glauber Braga, do PSB do Rio de Janeiro, devolveu a ofensa dizendo que, se havia algum bandido na Casa, o bandido era Perondi, e desafiou o parlamentar a entrar com uma representação contra ele no Conselho de Ética pela acusação que acabava de proferir.








