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Dep: Professor Israel Batista: reforma administrativa não pode ter como único objetivo questão fiscal

03/09/2020 - 08h00

Coordenador da frente parlamentar mista em defesa do serviço público, o deputado Professor Israel Batista (PV-DF) reconhece que há distorções que devem ser corrigidas na remuneração dos servidores, mas para trazer justiça às categorias. Ele cita, por exemplo, que os professores universitários federais alcançam o topo de sua carreira em 25 anos, enquanto outros segmentos têm um intervalo de oito anos, e acrescenta que o Estado, para prestar um bom serviço à população, deve sim oferecer bons salários, para disputar os melhores quadros com a iniciativa privada.

O deputado também contesta as afirmações de que o Brasil tem muitos servidores públicos, que hoje chegam a 630 mil no âmbito federal, incluindo o contingente militar. A média de empregados no setor público, agora levando em consideração os três níveis de governo, chega a 12% da população, contra 21% nos 37 países membros da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico, que reúne as nações mais ricas do mundo, e o número de funcionários do Estado é menor hoje do que era em 1991.

Para Professor Israel Batista (PV-DF), caso o governo federal tenha como objetivo principal apenas a questão fiscal com a reforma administrativa que está apresentando ao Congresso Nacional, não vai promover alterações que beneficiem a sociedade, porque não estará levando em conta a qualidade dos serviços prestados à população. Ele ainda aponta que um dos principais temas da reforma, a estabilidade do servidor, é a garantia contra interferências políticas e perseguições.

Apresentação – Marcio Achilles Sardi

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