15 Minutos de Cidadania

Direitos da parturiente (parte I)

Estreia: 05/02/2019

  • Direitos da parturiente (parte I)

Violência obstétrica é um termo que vem sendo usado para identificar situações externas ao parto que causam dor e sofrimento à mulher. Peregrinação em hospitais até conseguir atendimento; recusa ao pedido de anestesia; proibição da presença do pai ou outro acompanhante durante o parto; indução à cesariana; atraso injustificado do contato entre mãe e filho; imposição de procedimentos dolorosos, desnecessários ou humilhantes; e manutenção de algemas na detenta em trabalho de parto são algumas das condutas consideradas violentas por três projetos de lei em discussão na Câmara.

Material complementar

Ouça a íntegra dos relatos das mulheres entrevistadas nesta reportagem:

PARTO ROUBADO – A mãe Renata fala sobre diversas violências que sofreu durante o trabalho de parto. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, comenta cada uma delas.

DESINFORMAÇÃO – A cidadã observa que as mulheres precisam se informar sobre os diversos procedimentos que podem ou não ser realizados durante o parto. A doula Fernanda Carobas, da Associação de Doulas do Distrito Federal, fala sobre a Lei Distrital nº 6.144, de 7 de junho de 2018, que “dispõe sobre a implantação de medidas de informação a mulheres grávidas e paridas sobre a política nacional de atenção obstétrica e neonatal, visando, principalmente, à proteção delas no cuidado da atenção obstétrica no Distrito Federal”.

CESÁREA ELETIVA – A cidadã fala sobre sua opção por um parto cirúrgico em função da percepção social e cultural de que ele é mais seguro. A doula Fernanda Carobas, da Associação de Doulas do Distrito Federal, fala sobre cursos voltados para mulheres grávidas para auxiliá-las na tomada de decisões sobre o parto.

ACOMPANHANTE – A mãe Ana Alice relata sua experiência de pré-parto ao lado de 8 mulheres e pergunta como equacionar a garantia de dois direitos aparentemente conflitantes: o direito a um acompanhante e o direito à privacidade. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, explica que todas as maternidades devem contar com salas PPP (pré-parto, parto, pós-parto).

ESCOLHA – Liziane pergunta se a escolha pela cesárea tem sido das mulheres, ou se elas vêm sendo induzidas por médicos a fazer essa opção. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, responde.

ALIMENTAÇÃO – A cidadã pergunta se proibir a gestante de comer e beber durante o parto é violência obstétrica. A doula Fernanda Carobas, da Associação de Doulas do Distrito Federal, responde que sim.

FISCALIZAÇÃO – O cidadão pergunta se há fiscalização sobre violência no parto. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, responde.

MÚLTIPLAS CESÁREAS – A mãe Simey pergunta se é seguro ter múltiplas cesarianas. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, responde.

“CARA CERTA” – A mãe Simey afirma que sua primeira cesariana foi feita porque o médico disse que ela “não tinha cara de quem aguentaria um trabalho de parto”. A doula Ludmila Suaid, da Associação de Doulas do Distrito Federal, comenta.

Se você tem alguma sugestão de tema, mande pra gente pelo WhatsApp (61) 99978-9080, pelo e-mail radio@camara.leg.br ou pelo telefone 0800 619 619.

Apresentação - José Carlos Oliveira e Verônica Lima

Uma análise da eficácia das leis brasileiras

Segunda e sexta às 13h

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