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Coordenadora da CPT atribui crescimento da violência no campo à crise econômica e retrocessos na legislação

  • Coordenadora da CPT atribui crescimento da violência no campo à crise econômica e retrocessos na legislação

Isolete Wichinieski é coordenadora da Comissão Pastoral da Terra - que vai divulgar nesta terça-feira, dia de luta pela reforma agrária, os dados dos assassinatos em conflitos no campo. Esse tipo de violência bateu recorde no último ano e atingiu o maior número desde 2003, com 70 assassinatos, um aumento significativo de 15% no número de mortes no campo de 2016 para 2017. Os estados com maior número de mortes são Bahia, Mato Grosso, Pará e Rondônia.

Para Isolete Wichinieski, a principal razão para esse crescimento da violência no campo e do número de massacres são a crise econômica, a retomada do avanço do capital e os retrocessos na legislação, como a trabalhista. Segundo ela, os conflitos nesses estados são recorrentes também pela maior ofensiva do agronegócio e a falta de ação do próprio estado em apurar as responsabilidades dos crimes no campo.

Apresentação - Edson Júnior e Elisabel Ferriche

Programa ao vivo com reportagens, entrevistas sobre temas relacionados à Câmara dos Deputados, e o que vai ser destaque durante a semana.

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