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Deputada diz que exumação do corpo de Jango pode abrir caminho para solução de outros mistérios

  • Deputada diz que exumação do corpo de Jango pode abrir caminho para solução de outros mistérios

A exumação do corpo do ex-presidente João Goulart pode esclarecer o mistério sobre a sua morte.

Exilado pela Ditadura militar na década de 60, Jango morou no Uruguai e depois na Argentina, onde veio a falecer, vítima de ataque cardíaco. Só que a causa oficial da sua morte nunca convenceu a família, que acusa o governo militar da época, do general Ernesto Geisel, de ter envenenando o ex-presidente.

O pedido de exumação foi feito pela família Goulart à ministra Maria do Rosário, da Secretaria de Direitos Humanos, em 2011. Mas, quatro anos antes, os filhos de Jango protocolaram no Ministério Público gaúcho pedido de investigação para apurar as circunstâncias da morte do pai. A partir daí, começaram a surgir documentações e testemunhos, apontando que nos 12 anos em que permaneceu no exílio, Jango foi monitorado por agentes da repressão militar.

Pela primeira vez, o Brasil exuma os restos mortais de um ex-presidente da República, uma operação que envolveu um aparato de segurança, peritos de quatro países e laboratórios estrangeiros.

Para falar sobre esse momento histórico para a democracia do país, o programa Com a Palavra ouviu a presidente da Subcomissão Especial Memória, Verdade e Justiça da Câmara, deputada Luiza Erundina, do PSB paulista.
 

Apresentação: Lincoln Macário e Elisabel Ferriche

Programa ao vivo com reportagens, entrevistas sobre temas relacionados à Câmara dos Deputados, e o que vai ser destaque durante a semana.

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