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Reportagem Especial

Especial Internet 1 - A internet no dia-a-dia: facilidades e problemas (5'04'')

  • Especial Internet 1 - A internet no dia-a-dia: facilidades e problemas (5'04'')

ESTA SEMANA A RÁDIO CÂMARA APRESENTA UMA SÉRIE DE QUATRO REPORTAGENS SOBRE A INTERNET. DO SEU INÍCIO MILITAR NA DÉCADA DE 60 ATÉ O USO DIÁRIO QUE É FEITO ATUALMENTE. A INFLUÊNCIA ENTRE OS MAIS JOVENS, A CONECTIVIDADE DOS MAIS IDOSOS, OS PERIGOS DOS CRIMES CIBERNÉTICOS E A FALTA DE LEGISLAÇÃO.

NESTA PRIMEIRA MATÉRIA A REPÓRTER KARLA ALESSANDRA MOSTRA O INÍCIO DA REDE MUNDIAL DE COMPUTADORES, AS FACILIDADES NO DIA-A-DIA E OS PROBLEMAS MAIS COMUNS ENTRE OS USUÁRIOS

Criada em 1962, em pleno período da Guerra Fria entre os Estados Unidos e a União Soviética, a Internet teve como primeira função guardar os dados do governo americano em vários locais, como forma de protegê-los.

No final dos anos 80, a Internet foi usada pela primeira vez no Brasil dentro das universidades para troca de informação entre professores.
Em 1990, foi criado o domínio www pelo suíçoTim Berners-Lee. 18 anos depois é um velho conhecido de todos os que usam o computador em suas atividades diárias.

De lá pra cá, muita coisa mudou, a Guerra Fria acabou, dezesseis por cento da população do planeta têm acesso à rede mundial de computadores e trocam informações com pessoas a qualquer distância no planeta.

Segundo dados do Ibope, em 2007 o número de internautas residenciais ativos no Brasil no mês de março atingiu a inédita marca de 16 milhões e 300 mil usuários.

Ainda segundo o Ibope, 25 milhões de brasileiros têm acesso a computador nos seus domicílios e 32 milhões e 900 mil têm acesso em qualquer ambiente, incluindo casa, trabalho, escolas, universidades e outros locais.

"Tecnologia existe pra salvar homem do fim. Se você estiver triste delete a tristes assim... e se quiser conversar passe um fax pra mim. Time is money, God is dead, Have you a nice day falei...."

Para o professor da Universidade de Brasília Gilberto Lacerda, da área de Informática Aplicada à Educação, a rede proporciona principalmente três coisas a seu usuário: informação, comunicação e expressão de idéias.

Para Gilberto Lacerda, o aspecto mais revolucionário da Internet é permitir que pessoas exprimam suas idéias através de páginas que são facilmente colocadas na rede.

Segundo ele, a Internet pode e deve ser usada pelas escolas como forma de tornar o ensino acadêmico mais próximo da realidade da sociedade.

"No âmbito da escola, a exploração dessas três dimensões -- da informação, da comunicação e da expressão -- é que pode dar o tal pulo do gato que se espera para a Educação na chamada sociedade da informação, em que supostamente os cidadãos são pessoas bem informadas, capazes de buscar a informação onde quer que ela esteja, capazes de pensar, criar, produzir, então a Internet se torna um instrumento fundamental pra isso aí."

Gilberto Lacerda explicou que uma nova sociedade vem surgindo, baseada em novas tecnologias e grande fluxo de informações. As escolas não têm avançado com tanta intensidade na direção da sociedade de informação.

Para ele, atualmente falta uma ligação entre o modo de ser da escola e a realidade social. Para isso, é preciso que se faça uso crítico da Internet.

"Milhares de megabites abatendo a solidão, com a graça de Bill Gates salve a grobalização. Se o homem já foi à lua vai pegar o sol com a mão, basta comprar um PC e aprender o ABC da informatização."

Para diminuir a exclusão digital dos alunos da rede pública de ensino, o governo federal criou em 1997 o Programa Nacional de Informática na Educação, que deve investir, em 2008, 180 milhões de reais em laboratórios de informática, capacitação de professores e produção de conteúdos digitais pedagógicos.

Dados da Pesquisa Nacional por Amostra Domiciliar de 2005 mostram que o número de estudantes com acesso à Internet é de 38 por cento, superior à média nacional da população como um todo, que é de 21 por cento. Estudantes de escolas privadas e de instituições de ensino superior foram os únicos que registraram taxas de acesso à Internet acima de 80 por cento, o que corresponde aos índices dos países avançados. Já nas escolas públicas de ensino fundamental e médio, as taxas caem para 17 e 37 por cento respectivamente.

O professor Gilberto Lacerda concorda que as políticas públicas na área da inclusão digital são contínuas, mas ainda falta muito para que todos tenham acesso às novas tecnologias.
Para o professor da USP Marcelo Giordan, a inclusão digital passa necessariamente pela capacitação dos professores.

Giordan afirma que já houve uma mudança e os professores novos têm uma cultura mais desenvolvida para o uso da informática.
Quanto à linguagem utilizada principalmente pelos jovens na Internet, em que os usários usam modos diversos do aprendido na gramática para se comunicar, Marcelo Giordan acredita que também isso pode ser utilizado a favor da Educação, uma vez que, ao se comunicar mais, o jovem tende a organizar melhor seu raciocínio e melhorar sua expressão.

De Brasília, Karla Alessandra.

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A EDIÇÃO DE HOJE SERÁ REPRISADA ÀS 11 DA NOITE. E TODA A SÉRIE ESTÁ DISPONÍVEL EM NOSSA PÁGINA WWW.RÁDIO.CAMARA.GOV.BR

A abordagem em profundidade de temas relacionados ao dia a dia da sociedade e do Congresso Nacional.

De segunda a sexta, às 3h, 7h40 - dentro do programa Painel Eletrônico - e 23h

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