Rádio Câmara

Reportagem Especial

Especial Sebrae 3 - Jogo virtual transforma universitários em empreendedores - (05'29'')

  • Especial Sebrae 3 - Jogo virtual transforma universitários em empreendedores - (05'29'')

NA EDIÇÃO DE HOJE DO REPORTAGEM ESPECIAL SOBRE PROJETOS BEM SUCEDIDOS DO SEBRAE, VOCÊ VAI CONHECER O PROGRAMA "DESAFIO SEBRAE", O JOGO VIRTUAL QUE FAZ DE UNIVERSITÁRIOS VERDADEIROS EMPREENDEDORES.

Em 2004, um colega de faculdade de Renan Maldonado o convenceu a participar do maior jogo virtual de negócios do mundo, o Desafio Sebrae. Embora a princípio relutante, Renan acabou se apaixonando pelo jogo e obteve, junto com sua equipe, a maior pontuação no estado, no caso o Rio de Janeiro. Após as finais, seu grupo terminou em quarto lugar. Em 2005, Renan voltou a jogar e foi novamente campeão no Rio, mas não se saiu tão bem nas finais. Antes do Desafio Sebrae, Renan já havia se aventurado no mundo dos negócios, na área de informática. Ele considera que o jogo contribuiu para a abertura de seu novo empreendimento há oito meses. Para Renan, o Desafio Sebrae dá as ferramentas técnicas e o conhecimento necessário para o jovem se tornar um empreendedor e não perder as oportunidades quando elas aparecem.

"Nós aprendemos muito com as vitórias, claro. Mas parece que o jogo foi perfeito e nos ensinou muito mais na derrota. Nos deu uma lição incrível, até sobre ética. Foi algo assim fenomenal, que eu hoje em dia uso isso na minha vida como empreendedor. Eu posso dizer assim que o Desafio Sebrae é um marco na minha vida como empreendedor. Depois do Desafio Sebrae várias idéias ficaram mais claras, mais organizadas..."

O Desafio Sebrae é um projeto voltado para estudantes universitários de qualquer curso, do primeiro semestre ao último, que para participar devem se inscrever em equipes de 3 a 5 alunos. Trata-se de uma simulação na gestão de uma empresa por meio de uma competição que começa na Internet. As equipes são responsáveis por gerir um empresa virtual.

O coordenador geral Ricardo Garcia afirma que o objetivo é levar a cultura empreendedora para o meio universitário. Ricardo explica que os estudantes devem tomar todas as decisões necessárias dentro de quatro grandes áreas da administração de uma empresa: produção, marketing, recursos humanos e finanças. A cada ano, a empresa fictícia é de um setor diferente. Este ano, será ligada ao setor de cosméticos.

"A gente costuma dizer que o Desafio oferece ao estudante universitário a chance do primeiro erro. Errar pela primeira vez no meio virtual, aonde o erro vai custar talvez um sorriso e vai render um bom aprendizado, mas não se reverter em prejuízo fiananceiro, em quebra de um sonho. Porque quando alguém quebra uma empresa, ele não apenas quebra uma empresa, mas ele prejudica também toda a cadeia que depende dessa empresa: as famílias, os funcionários, os empregados."

Ricardo Garcia diz que o Desafio é uma ferramenta muito interessante de complemento do aprendizado para uma prática futura. Em sua opinião, o jogo também trabalha outras competências que o mercado valoriza, como por exemplo, a habilidade de tomar decisões, de negociar, de trabalhar em equipe, que em geral não são tratadas nas universidades. Para Ricardo, um dos aspectos importantes do jogo é que ele traz para o meio universitário o questionamento sobre a possibilidade de empreeender, o que contribui para a formação de uma sociedade que se preocupe em gerar o próprio trabalho, a própria riqueza.

"O meio acadêmico continua formando empregados e a gente tem hoje uma economia que cada vez mais se distancia desse emprego formal que a gente conhece, com carteira assinada, (que é um fenômeno na história da humanidade relativamente recente, tem duzentos anos, pós-revolução industrial. O que a gente está procurando é trazer para o meio universitário a possibilidade de empreeender e não apenas de arrumar emprego). Quando a gente fala empreender também não significa somente virar empresário; significa ser um funcionário, até nos casos de quem fizer concurso público, nos casos de quem arruma emprego, se tornar um colaborador, um funcionário empreendedor, com iniciativa, com capacidade de interagir, de tomar decisões."

O coordenador do desafio Sebrae informa ainda que o jogo existe no Brasil há oito anos e há seis anos na América do Sul - já sendo realizado em mais nove países do continente. É um projeto brasileiro, que tem parceiros no exterior, mas sem repasse de recursos por parte do Sebrae.

"Tecnologicamente, sem a menor dúvida, não tem nada no mercado nem parecido. Hoje o Desafio Sebrae, pelo que a gente conhece do mercado, é o maior business game do planeta.( O da Loreal ,...) Este ano (nós vamos ter 70 mil...) a nossa meta é chegar a 70 mil inscrições. Na América do Sul, são mais quase vinte mil inscritos . (Então Hoje a nossa base...) Desde que o jogo começou, nós temos mais de 300 mil alunos universitários que já participaram do Desafio Sebrae. É um número muito significativo. Boa parte deles, saiu e montou as sua empresas. Boa parte deles até desistiu de montar as suas empresas quando se defrontou com a realidade da gestão e percebeu que ser empresário não é a dele, não é a sua vocação."

A equipe que conseguir melhores resultados durante o jogo ganha uma viagem dez dias pela Itália para conhecer núcleos de empreendedorismo no norte do país, que tem um padrão de organização muito parecido com os das pequenas empresas no Brasil.
Os interessados em participar do Desafio Sebrae podem obter mais informações pelo endereço eletrônico www.desafio.sebrae.com.br.

De Brasília, Simone Salles

AMANHÃ, NA ÚLTIMA EDIÇÃO DO REPORTAGEM ESPECIAL SOBRE PROJETOS BEM SUCEDIDOS DO SEBRAE, VOCÊ VAI CONHECER O PRÊMIO MULHER DE NEGÓCIOS, LANÇADO PARA VALORIZAR E ESTIMULAR A PRESENÇA FEMININA NESTA ÁREA PROFISSIONAL.

A abordagem em profundidade de temas relacionados ao dia a dia da sociedade e do Congresso Nacional.

De segunda a sexta, às 3h, 7h40 - dentro do programa Painel Eletrônico - e 23h

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