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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE
SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
54ª Legislatura - 1ª
Sessão Legislativa Ordinária
ATA DA 24ª
REUNIÃO,
realizada em 29 de junho de 2011.
Às
quatorze horas e quarenta e dois minutos do dia vinte e nove de junho de
dois mil e onze, reuniu-se ordinariamente a Comissão de Segurança Pública
e Combate ao Crime Organizado, no Plenário 6, Anexo II da Câmara dos
Deputados, sob a presidência do Deputado Mendonça Prado. A lista de presença registrou o comparecimento dos
Deputados Mendonça Prado - Presidente; Fernando Francischini e Enio Bacci
- Vice-Presidentes; Alessandro Molon, Domingos Dutra, Dr. Carlos Alberto,
João Campos, Lourival Mendes, Marllos Sampaio, Perpétua Almeida e Romero
Rodrigues - Titulares; Alexandre Leite, Arnaldo Faria de Sá, Dalva
Figueiredo, Delegado Waldir, Edio Lopes, Gonzaga Patriota, Hugo Leal,
Otoniel Lima, Pastor Eurico e Ronaldo Fonseca - Suplentes. Compareceram também
os Deputados Adrian, Alfredo Sirkis, Anthony Garotinho, Antonio Carlos
Magalhães Neto, Chico Alencar, Dr. Aluizio, Ivan Valente, Jandira Feghali,
Jefferson Campos, Liliam Sá, Mauro Nazif, Onyx Lorenzoni, Otavio Leite,
Paulo Freire e Rodrigo Maia, como não-membros. Deixaram de
registrar presença os Deputados Alberto Filho, Arthur Lira, Jair
Bolsonaro, Keiko Ota, Nelson Pellegrino e Stepan Nercessian. Justificaram
a ausência os Deputados Delegado Protógenes e José Augusto Maia. ABERTURA: Havendo número
regimental, o Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu à
apreciação das Atas da 22ª e 23ª Reuniões, cuja leitura foi dispensada por
solicitação do Deputado Dr. Carlos Alberto. Em votação, as Atas foram
aprovadas. EXPEDIENTE: O
Presidente deu conhecimento ao Plenário do recebimento das seguintes
correspondências: da Liderança do Partido Progressista, justificando
ausência do Deputado Jair Bolsonaro nas reuniões dos dias 21 e 22 de junho
de 2011; do Deputado Delegado Protógenes, justificando ausência nas
reuniões realizadas entre 27 e 30 de junho de 2011; do Comando-Geral da
Polícia Militar do Distrito Federal, que enviou convite a esta
presidência, extensivo a todos os membros da Comissão, para a solenidade
de formatura dos alunos do programa educacional de resistência às drogas,
a realizar-se no dia 30 de junho, às 9 horas, no ginásio Nilson Nelson,
nesta capital. Em seguida, o Presidente anunciou, mediante a anuência do
Plenário, que naquela reunião não haveria deliberação das matérias
constantes da pauta, tendo em vista a necessidade de se discutir propostas
e soluções para a questão dos bombeiros militares do Estado do Rio de
Janeiro, que haviam se envolvido em protestos por melhoria salarial e
permanecido presos por diversos dias. Sendo assim, nos termos do art. 50,
inciso III, alínea “a”, do Regimento Interno da Câmara dos Deputados, a
reunião seria destinada à análise de projetos de anistia desses servidores
e estudo de proposições apresentadas com esse intuito, a fim de se
construir um texto que atendesse às expectativas da categoria. Ato
contínuo, o Presidente anunciou que, considerando a presença de
aproximadamente quatrocentos integrantes do Corpo de Bombeiros do Rio de
Janeiro nas instalações desta Casa Legislativa, suspenderia os trabalhos
naquele momento, às quatorze horas e quarenta e quatro minutos, para que o
grupo pudesse se organizar e selecionar trinta representantes que
participariam da reunião. Às dezesseis horas e dezesseis minutos, os
trabalhos foram reabertos, tendo o Presidente informado que naquela tarde
seria designado um grupo de trabalho, constituído por parlamentares e
bombeiros, com o objetivo de intermediar acordo com a Presidência e o
Colégio de Líderes da Câmara dos Deputados, para que fosse apreciado o PL
6.882/10, que trata da anistia aos policiais e bombeiros militares punidos
por participar de movimentos reivindicatórios. Esclareceu ainda que,
apesar do anseio de que o referido projeto e seus apensados fossem
apreciados pelo Plenário da Câmara dos Deputados naquele mesmo dia,
constava da pauta o PL 1.209/11, de autoria do Poder Executivo, que
Institui o Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico e Emprego -
PRONATEC, e cuja tramitação em regime de urgência sobrestava a pauta,
impedindo, portanto, o exame de outras matérias. Na sequência, foi dada a
palavra ao Deputado Ronaldo Fonseca, que destacou a remuneração dos
bombeiros do Distrito Federal e de Sergipe, sugerindo que o valor pago
nesses Estados servisse de referência para as demais Unidades da
Federação. Considerou também fundamental a criação de um Fundo Nacional de
Segurança Pública como meio de proporcionar melhores condições salariais à
categoria. Ao final, parabenizou os bombeiros pela luta e cumprimentou os
parlamentares que atuaram na solução do conflito no Rio de Janeiro. O
Deputado Lourival Mendes, além de manifestar solidariedade à causa dos
bombeiros e demais profissionais militares, lamentou a falta de
investimento em segurança pública e defendeu a criação de um Ministério
para atuar especificamente nessa área.
Por fim, registrou que no dia anterior havia participado de
encontro na Embaixada de Israel, acompanhado pelo Deputado Mendonça Prado,
para tratar de assuntos referentes à segurança e tecnologia. O Deputado
Paulo Freire, por sua vez, discordou da maneira como o Governo do Rio de
Janeiro enfrentou o movimento reivindicatório e defendeu a liberdade de
expressão para os bombeiros militares. Expressou também sua opinião
favorável à constituição do Fundo Nacional de Segurança Pública. Em
seguida, o Deputado Delegado Waldir enfatizou a mobilização dos membros da
Comissão de Segurança Pública que se deslocaram ao Rio de Janeiro para
atuar diretamente na solução da crise. Ponderou ainda que a difícil
situação dos bombeiros, incluindo falta de moradia, educação para os
filhos e acesso à saúde, se reflete imediatamente na segurança pública de
todo o País. Além disso, defendeu que a oposição adote medidas como a
realização de obstrução, caso as PECs relacionadas à segurança pública não
sejam apreciadas, e questionou a falta de recursos para o setor. Na
sequência, o Presidente convidou o Tenente-Coronel Miranda, representante
do Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal, para integrar a mesa.
Com a palavra, o Deputado Anthony Garotinho declarou ter acompanhado
pessoalmente os protestos dos bombeiros no Rio de Janeiro, tendo inclusive
abrigado alguns integrantes da corporação em sua residência. Afirmou que a
categoria havia iniciado um movimento pacífico e que a autorização do
Governador do Estado para que o Batalhão de Operações Especiais da Polícia
Militar – BOPE invadisse o quartel do Corpo de Bombeiros, no intuito de
reprimir os protestos, havia sido uma medida extrema e desnecessária.
Informou também que a Liderança do Governo na Câmara já havia se
manifestado no sentido de não retirar a urgência do referido PL 1.209/11 e
encorajou os bombeiros a realizarem protesto em frente ao Palácio do
Planalto, com o objetivo de insistir na apreciação do projeto de anistia.
Logo após, o Presidente solicitou que o grupo de trabalho formado pelos
Deputados Alessandro Molon, Dr. Carlos Alberto, Liliam Sá, Dr. Aluizio e
Anthony Garotinho, e pelos representantes do Corpo de Bombeiros,
Tenente-Coronel Miranda, Major Márcio Garcia, Capitão Markezine, Capitão
Lauro Boto, Sargento Waldelei, Cabo Daciolo, Cabo Baltar e Cabo Leal, se
dirigisse à Liderança do Governo na Câmara dos Deputados, a fim de
encontrar uma solução para a apreciação dos projetos relativos à anistia.
Dando continuidade ao debate, o Deputado João Campos mencionou,
inicialmente, que naquela data havia apresentado parecer ao PL 6.578/09,
que dispõe sobre organizações criminosas, e solicitou que a secretaria da
Comissão providenciasse cópia do documento a todos os membros, ressaltando
a importância da matéria. Em seguida, cumprimentou o Deputado Antonio
Carlos Magalhães Neto, Líder do Democratas, por ter comparecido à reunião.
Afirmou ainda que no Estado de Goiás os bombeiros recebem salário digno e
manifestou-se favorável ao movimento reivindicatório dos profissionais do
Rio de Janeiro. Registrou que a Frente Parlamentar Evangélica, da qual é
coordenador, apoia a causa e concordou que a anistia fosse concedida desde
logo. Considerou também importante que o assunto fosse levado às
lideranças da Casa e que houvesse maior transparência sobre o que é
discutido nas reuniões do Colégio de Líderes. Por fim, rechaçou a criação
de nova Comissão Especial para analisar as PECs que versam sobre
segurança, uma vez que a matéria já havia sido examinada. Logo após, o
Presidente registrou a presença dos Deputados Onyx Lorenzoni e Rodrigo
Maia, ressaltando que ambos estavam de acordo com o movimento dos
bombeiros militares, e concedeu a palavra ao Deputado Antonio Carlos
Magalhães Neto. Este informou que na última reunião de Líderes havia
sugerido a inclusão do projeto de anistia na Ordem do Dia do Plenário da
Câmara dos Deputados, propondo inclusive a convocação de sessão
extraordinária para apreciação da matéria. Enfatizou também que a oposição
estaria disposta a apoiar projetos de interesse do Governo, desde que a
anistia fosse logo apreciada. Diante disso, o
Deputado Arnaldo Faria de Sá sugeriu que, uma vez retirada a urgência do
projeto que cria o PRONATEC, a apreciação dessa matéria ficasse agendada
para o início do segundo semestre, oportunidade em que nova urgência
poderia ser solicitada, por meio de requerimento dos líderes. Na
sequência, o Deputado Anthony Garotinho, acompanhado dos demais
integrantes do referido grupo de trabalho, retornou ao Plenário para
informar que a primeira tentativa de negociação não havia surtido efeito,
pois o Deputado Cândido Vaccarezza, Líder do Governo, encontrava-se em
reunião no Palácio do Planalto. O Presidente informou que daria
prosseguimento à discussão do tema e concedeu a palavra ao Sargento
Giovani, integrante da corporação do Distrito Federal, que pediu mais
respeito à categoria, lembrando que no próximo dia 2 de julho seria
celebrado o Dia Nacional dos Bombeiros. Em seguida, o Deputado Pastor
Eurico elogiou a iniciativa do Deputado Mendonça Prado de permitir que os
bombeiros se manifestassem na reunião e lamentou que os profissionais
tivessem a imagem denegrida por participar de mobilizações e protestos.
Ato contínuo, o Capitão Marquezine afirmou que os bombeiros envolvidos no
movimento reivindicatório foram acusados de diversos crimes que não haviam
cometido e questionou a conduta dos Corregedores da Polícia Militar e do
Corpo de Bombeiros Militares do Estado do Rio de Janeiro, que teriam
intimidado os participantes do movimento com a possibilidade de perda de
suas patentes. E, apesar da importância da anistia, considerou fundamental
a aprovação da PEC 300/08, para que os serviços de segurança pública não
sejam comprometidos. Ao demonstrar seu apoio, o Deputado Delegado Waldir
recomendou que os bombeiros e demais profissionais de segurança adotassem
medidas enérgicas, com vista à aprovação da PEC 300/08. Observou também
que diversas promessas de campanha para o setor não estavam sendo
cumpridas pelo Governo Federal. Logo após, o Presidente solicitou que o
grupo de trabalho designado para tratar da anistia se dirigisse à
Presidência da Câmara dos Deputados, para nova tentativa de acordo. Na
sequência, o Sargento Wender ressaltou o empenho dos bombeiros em diversas
operações de resgate no Estado do Rio de Janeiro, realizadas com sucesso,
apesar da falta de equipamentos e péssimas condições de trabalho.
Registrou ainda que os baixos salários acarretam dívidas permanentes, pois
a maioria desses profissionais é obrigada a fazer empréstimos para manter
o sustento de suas famílias. Com a palavra, o Deputado Alfredo Sirkis
declarou ser favorável à apreciação imediata do projeto de anistia e
enfatizou a necessidade de se adequar o conteúdo da PEC 300/08 ao
orçamento federal, uma vez que o Governo alega não ter recursos para
viabilizar a proposta, embora autorize projetos como a construção de um
trem-bala. Da mesma forma, considerou inaceitável que os bombeiros tenham
que recorrer à prática de serviços informais para garantir sua
sobrevivência. Por fim, concordou com a criação de um Fundo Nacional de
Segurança, destinado à complementação dos salários desses profissionais,
já que os Estados possuem realidades financeiras distintas. Em seguida, o
Sargento Nascimento, que atua diretamente no Grupo de Socorro da
Coordenação Médica do Corpo de Bombeiros do Rio de Janeiro, afirmou que
alguns fatos ocorridos durante a invasão do quartel ainda não haviam sido
noticiados pela imprensa, citando, como exemplo, os danos causados a
diversas ambulâncias atingidas por disparos de arma de fogo. O Deputado
Delegado Waldir pediu novamente a palavra para destacar a possibilidade de
tortura psicológica, supostamente praticada contra os bombeiros que
estiveram presos e ameaçados de perder a patente em razão dos protestos.
Sugeriu ainda que esses acontecimentos fossem apurados pelos órgãos
federais competentes e não por autoridades do Estado do Rio de Janeiro e
que a Comissão de Direitos Humanos e Minorias desta Casa também
acompanhasse as denúncias sobre o caso. Logo após, o Cabo Amaral,
representante da Polícia Militar do Rio de Janeiro, registrou que os
integrantes do BOPE recebem uma espécie de gratificação, que também
deveria ser paga aos bombeiros, e rechaçou a diferença de remuneração
entre as categorias. O Deputado Ivan Valente, por sua vez, salientou a
legitimidade do movimento reivindicatório ocorrido no Rio de Janeiro e
encorajou os bombeiros a continuar na luta por sua dignidade. Declarou-se
favorável à aprovação da PEC 300/08 e afirmou que o Deputado Chico
Alencar, Líder do PSOL na Câmara dos Deputados, estava empenhando para que
o projeto de anistia fosse incluído na Ordem do Dia do Plenário. Ao final,
concordou que os atos de repressão ao movimento fossem também analisados
pela Comissão de Diretos Humanos e Minorias, conforme sugerido pelo
Deputado Delegado Waldir. Na sequência, o Deputado Mauro Nazif ressaltou
que iria apresentar projeto de lei, com o objetivo de estender a anistia
concedida pela Lei nº 12.191/10 aos bombeiros do Rio de Janeiro e aos
policiais militares do Estado de Rondônia, que haviam participado de
protestos semelhantes. Afirmou que, por meio dessa proposta, sugeriria
também a alteração do período de anistia, de forma que o benefício fosse
concedido a todos os envolvidos em movimentos reivindicatórios desde 1986.
Registrou ainda que tramitam nesta Casa as seguintes proposições de sua
autoria: PL 6.399/09, que estabelece carga horária semanal máxima
de quarenta e oito horas aos policiais e bombeiros militares; e PL
6.307/09, que determina o pagamento de adicional de periculosidade de
trinta por cento aos citados profissionais. E, assim, demonstrou seu apoio
aos bombeiros do Rio de Janeiro que haviam comparecido à Câmara dos
Deputados, naquela data, para exigir a aprovação da anistia. Em seguida, o
Cabo Pedro Ivo lembrou que os bombeiros do Rio de Janeiro possuem grande
credibilidade junto à população; contudo, não recebem apoio do Governo e
de seus superiores hierárquicos. Registrou o apoio do Deputado Mendonça
Prado nos momentos mais difíceis do conflito e enfatizou a importância de
trabalhos realizados pela corporação, inclusive fora do País. Ainda nesse
sentido, o Cabo Jeoás Nascimento, representante da Polícia Militar do Rio
Grande do Norte, salientou que a Lei 12.191/10, que concede anistia a
policiais e bombeiros militares de diversos Estados, somente foi aprovada
após forte mobilização, e que o mesmo deveria acontecer em relação aos
bombeiros do Rio de Janeiro. Ponderou que a desmilitarização dessas
carreiras levaria ao fortalecimento das instituições e defendeu a imediata
apreciação da PEC 300/08 em segundo turno. Para manifestar apoio, o Senhor
Janio Bosco Gandra, Presidente da Confederação Brasileira de Trabalhadores
Policiais Civis - COBRAPOL, afirmou a necessidade de maior esclarecimento
sobre o conteúdo da PEC 300/08, pois muitas inverdades são veiculadas
sobre o assunto. Ato contínuo, o Deputado Otávio Leite destacou que
arrecadação do Estado do Rio de Janeiro tem aumentado e que, portanto, há
recursos para a valorização salarial dos bombeiros militares. Manifestou
respeito ao movimento da categoria e considerou relevantes as negociações
pela aprovação da anistia. O Deputado Alexandre Leite também expressou
opinião favorável às reivindicações dos bombeiros. O Sargento Amparo,
integrante do Corpo de Bombeiros Militares do Distrito Federal, que também
havia sido convidado pelo Presidente para compor a mesa, exaltou a
realização do encontro e afirmou que permaneceria à disposição para
auxiliar os colegas do Rio de Janeiro. Ao final, o Cabo Daciolo retornou
ao Plenário, informando que, diante da possibilidade de serem recebidos
pela Presidenta Dilma Rousseff, ainda naquele dia, os bombeiros se
deslocariam ao Palácio do Planalto, para dar continuidade ao movimento. O
Presidente cumprimentou-os pela luta, lembrando que o próximo dia 5 de
julho havia sido fixado como data limite para se obter um posicionamento
da Presidência da Câmara dos Deputados em relação à PEC 300/08. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a
tratar, o Presidente encerrou os trabalhos às dezenove horas e trinta e
dois minutos. Antes, porém, convocou reunião ordinária para o dia 6 de
julho, quarta-feira, às 14 horas, no plenário 6, para deliberação de
proposições constantes em pauta a ser divulgada. E, para constar, eu,
Ricardo Menezes Perpétuo ____________________, Secretário, lavrei a
presente Ata, que, lida e aprovada, será assinada pelo Presidente,
Deputado Mendonça Prado ____________________, e publicada no Diário da
Câmara dos Deputados.