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Às quatorze horas e cinqüenta minutos do dia seis
de maio de dois mil e oito, reuniu-se a Comissão de Relações
Exteriores e de Defesa Nacional, no Plenário 03 do Anexo II da
Câmara dos Deputados, com a presença dos senhores Deputados
Marcondes Gadelha - Presidente; Perpétua Almeida e Íris de Araújo -
Vice-Presidentes; Antonio Carlos Pannunzio, Claudio Cajado, Décio
Lima, Dr. Rosinha, Ibsen Pinheiro, João Almeida, Major Fábio, Márcio
Reinaldo Moreira, Nilson Mourão, Professor Ruy Pauletti, Raul
Jungmann e Renato Amary - Titulares; Arnaldo Madeira, Bruno
Rodrigues, Carlito Merss, Júlio Delgado, Luciana Costa, Manoel
Junior, Marcelo Itagiba, Rodrigo Rollemberg, Walter Ihoshi e William
Woo - Suplentes. Compareceram também os Deputados Angelo Vanhoni e
Ivan Valente, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados
Aldo Rebelo, Átila Lins, Augusto Carvalho, Clodovil Hernandes, Edio
Lopes, Eduardo Lopes, Fernando Gabeira, Francisco Rodrigues, George
Hilton, Jair Bolsonaro, Luiz Sérgio, Maria Lúcia Cardoso, Sabino
Castelo Branco, Sebastião Madeira e Takayama. ABERTURA: O senhor Presidente,
Deputado Marcondes Gadelha, declarou abertos os trabalhos e
esclareceu ao Plenário que a presente reunião de Audiência Pública
se realizava em virtude da aprovação dos Requerimentos nºs.
169/2008, de autoria do Deputado Raul Jungmann, e 172/2008, de
autoria do Deputado Nilson Mourão, para debater as repercussões, no
Brasil e na América do Sul, da eleição presidencial de abril
deste ano no Paraguai, e ainda para debater e expor os termos do
Tratado de Itaipu, firmado entre os governos do Brasil e do Paraguai.
Dando prosseguimento, convidou os senhores Jorge Miguel Samek, Diretor-Geral
Brasileiro da Itaipu Binacional; Ministro João Luiz Pereira
Pinto, Diretor do Departamento da América do Sul 1, do Ministério das
Relações Exteriores; Eduardo de Paula Ribeiro, Diretor Titular
Adjunto do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior
da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo; Embaixador
Rubens Barbosa, Consultor de Comércio Exterior da Federação das
Indústrias do Estado de São Paulo; e Rubens Bueno, Ex-Diretor da
Itaipu Binacional, para tomarem assento à Mesa. Empós, o senhor
Presidente informou quais seriam as regras regimentais aplicáveis à
presente reunião, observância do tempo limite de quinze minutos, prorrogáveis
a juízo da Presidência, para exposição preliminar, não
cabendo aparte ao convidado, e, antes de passar a palavra aos
convidados, parabenizou os autores dos requerimentos pela boa
iniciativa e fez um breve comentário sobre o assunto objeto da audiência,
lendo o texto do Engenheiro Oscar Gomes Parella e alguns artigos
de jornais, dando informe aos presentes sobre a relação de
animosidade que a imprensa está veiculando entre os
paraguaios e brasileiros. Em seguida, passou a palavra
aos convidados. O Diretor-Geral Brasileiro da Itaipu Binacional,
senhor Jorge Miguel Samek, apresentou com uso de data-show
informações acerca da construção da Itaipu Binacional e afirmou
que o Brasil está em dia com as negociações e paga o valor dentro da
média de preço da energia nacional, e ainda que o Tratado de
Itaipu estaria cumprindo a função para a qual fora criado, afastando
a possibilidade de revisão. O Ministro João Luiz Pereira Pinto,
Diretor do Departamento da América do Sul 1, do Ministério das
Relações Exteriores, disse que a imprensa paraguaia nem sempre
reproduz o pensamento do povo. Quanto ao Tratado de Itaipu,
descartou mudanças e que apenas o Anexo C poderia ser renegociado. O
Ex-Diretor da Itaipu Binacional, senhor Rubens Bueno, ressaltou que
não seria o caso de renegociar, porém de reexaminar e discutir o
contrato da usina hidrelétrica com especialistas para formular
posição definitiva do Brasil frente ao problema. O Consultor de
Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo, Embaixador Rubens Barbosa, admoestou a política de
generosidade e solidariedade do Brasil, afirmando que o limite dessa
política deveria ser o nosso próprio interesse, e que o risco do
aumento de dissenso nos contratos firmados entre países da América
Latina poderia vir prejudicar a idéia integracionista. O Diretor
Titular Adjunto do Departamento de Relações Internacionais e
Comércio Exterior da Federação das Indústrias do Estado de São
Paulo, senhor Eduardo de Paula Ribeiro, advertiu que não se deveria
mais discutir tratado e preço de energia, mas sim discutir como
auxiliar o Paraguai a usar a sua própria energia. Comparou o
Paraguai a um pequeno paraíso com energia barata, água, terra e
mão-de-obra, com condição de atender a tudo o que o mundo pede neste
momento de crise alimentar. Após as explanações dos convidados e
antes de passar a palavra aos deputados, o senhor Presidente
informou que os autores dos requerimentos disporiam de até cinco
minutos e os demais parlamentares de até três minutos para
interpelação, cabendo igual tempo ao interpelado, sendo possível
ainda a réplica e tréplica. Fizeram uso da palavra os Deputados
Raul Jungmann, que questionou a revisão tarifária e perguntou
aos expositores qual seria o impacto desse aumento para
consumidores, empresas e indústrias, e ainda sobre moratória e
impactos financeiros; e Nilson Mourão que disse que acompanhou
a eleição no Paraguai e conversou com todos os candidatos, e
defendeu a política de integração. Nesse momento, o senhor
Presidente passou a Presidência ao Deputado Antonio Carlos
Pannunzio. Participaram do debate os Deputados João Almeida, que se
mostrou contra a revisão do tratado; Alfredo Kaefer, que comentou a
displicência das autoridades do Paraguai quanto ao comércio e
tráfico proibido nas fronteiras; Dr. Rosinha, Ivan Valente,
Antonio Carlos Pannunzio, Professor Ruy Pauletti e Angelo
Venhoni. Nesse momento o Deputado Marcondes Gadelha assumiu a
Presidência e concedeu a palavra aos convidados para suas
considerações finais e, após, agradeceu-lhes a presença.
Elogiou a reunião de Audiência Pública pela abordagem de todos
os pontos importantes e pelo debate proveitoso para formação de
juízo de valor. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar,
encerrou os trabalhos às dezoito horas e um minuto, antes convocando
reunião para a próxima quarta-feira, dia sete de maio, às dez horas.
O inteiro teor da reunião foi gravado e as notas taquigráficas, após
serem decodificadas, farão parte deste documento. E, para constar,
eu ______________________, Ana Cristina Silva de Oliveira, lavrei a
presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo
Presidente, Deputado Marcondes Gadelha ______________________, e
publicada no Diário da Câmara dos Deputados.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.
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