> Pauta - CREDN - 15/10/2025 09:30

CÂMARA DOS DEPUTADOS

COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL
57ª Legislatura - 3ª Sessão Legislativa Ordinária

ATA DA 28ª REUNIÃO DE COMPARECIMENTO (CONVOCAÇÃO)

DO MINISTRO DE ESTADO DE MINAS E ENERGIA
 REALIZADA EM 15 DE OUTUBRO DE 2025

 

Às nove horas e cinquenta e dois minutos do dia quinze de outubro de dois mil e vinte e cinco, reuniu-se a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, no Plenário 3 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a presença dos(as) Deputados(as) Filipe Barros - Presidente; André Fernandes e Rodrigo Valadares - Vice-Presidentes; Aécio Neves, Arlindo Chinaglia, Augusto Coutinho, Carlos Zarattini, Celso Russomanno, Damião Feliciano, Daniela Reinehr, Dilceu Sperafico, Dr. Fernando Máximo, Eduardo da Fonte, Flávio Nogueira, General Girão, Jefferson Campos, Jonas Donizette, José Rocha, Lucas Redecker, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Marcel van Hattem, Marcelo Crivella, Márcio Marinho, Professora Luciene Cavalcante, Rui Falcão, Sâmia Bomfim e Welter - Titulares; Albuquerque, Alencar Santana, Amom Mandel, David Soares, Dr. Frederico, Evair Vieira de Melo, Felipe Francischini, Fernanda Pessoa, General Pazuello, Julio Lopes, Leonardo Monteiro, Marcos Pollon, Pastor Eurico, Paulo Magalhães, Pr. Marco Feliciano, Reinhold Stephanes, Sargento Fahur e Vinicius Carvalho - Suplentes. Registraram presença também os Deputados Gabriel Mota, Guilherme Uchoa e Júlio Cesar, como não membros. Deixaram de registrar presença os Deputados Átila Lins, Baleia Rossi, Claudio Cajado, Fausto Pinato, Gustavo Gayer, Luiz Carlos Hauly, Luiz Nishimori, Mario Frias, Stefano Aguiar e Zucco. ABERTURA:  Em nome da Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, o Presidente, Deputado Filipe Barros, recebeu o Ministro de Minas e Energia, Alexandre Silveira, a quem agradeceu pela presença.  Em seguida, explicou que a audiência pública decorria da aprovação, no Colegiado, do Requerimento nº 93, de 2025, de sua autoria, e também dos Requerimentos nos 63, 84, 101 e 164, de 2025, de autoria do Deputado Gustavo Gayer (PL/GO). Ato contínuo, disse ao Ministro, que era com senso de responsabilidade que o recebiam na reunião, convocada para tratar de temas de singular importância para a nação. Disse que os assuntos que motivaram a realização do encontro não se limitavam a questões técnicas do setor energético: eles tocavam diretamente a soberania, a segurança e a credibilidade do Brasil no cenário internacional. Disse, ainda, que, em primeiro lugar, precisavam de esclarecimentos sobre as denúncias de uso do território brasileiro em um esquema internacional de fraude nas exportações de petróleo da Venezuela. Afirmou que, esse tipo de acusação, se não fosse devidamente enfrentado, colocaria em risco o nome do País e poderia comprometer relações comerciais e diplomáticas. Afirmou, ainda, que era dever do Ministério trazer à sociedade informações claras sobre se tais práticas ocorreram e quais medidas estariam sendo adotadas para resguardar a imagem do Brasil. Falou que, num segundo ponto, a Comissão buscava detalhes sobre a proposta de cooperação nuclear envolvendo Brasil, Rússia e China. Disse tratar-se de uma pauta estratégica, que poderia trazer oportunidades, mas também envolveria riscos e responsabilidades internacionais. Falou querer compreender os termos desse possível entendimento, as garantias de que ele respeitava os compromissos assumidos pelo Brasil e de que fortaleceria a soberania sem gerar dependências ou vulnerabilidades. Afirmou que, também era motivo de preocupação a denúncia sobre o desaparecimento de urânio no Brasil. Disse que o urânio não é um insumo qualquer: trata-se de um recurso estratégico, cujo controle deveria ser rigoroso. Falou que a sociedade espera transparência sobre esse episódio, se de fato ocorreu, quais foram as falhas e quais providências estariam sendo tomadas para evitar que algo semelhante se repetisse. Disse que também não poderia deixar de abordar a questão dos minerais raros, fundamentais para as cadeias produtivas de alta tecnologia e de defesa, e o recente episódio da aquisição de minas de níquel brasileiras por grupos chineses, mesmo havendo proposta mais alta apresentada por concorrente europeu. Afirmou que esse caso levantava dúvidas sobre os critérios que têm orientado decisões estratégicas no setor mineral. Afirmou, ainda, que o Brasil não pode permitir que ativos de importância global sejam negociados sem plena clareza quanto aos impactos econômicos, geopolíticos e de soberania e, pior, que aspectos de natureza ideológica interfiram nesse processo. Disse que o Parlamento precisava entender se houve critérios objetivos nesse processo, se o interesse nacional fora realmente preservado e quais medidas o Governo pretendia adotar para assegurar que as riquezas minerais estratégicas brasileiras não fossem comprometidas. Destacou os questionamentos relativos aos gastos socioambientais da Itaipu Binacional após a quitação da dívida histórica, bem como à utilização de nota reversal para alteração de cláusulas do tratado. Afirmou que a Itaipu é um patrimônio da integração regional e de   matriz energética brasileira. Disse que, justamente por isso, sua gestão precisava ser absolutamente transparente, de modo a assegurar que os recursos estivessem sendo aplicados de acordo com o interesse público e dentro dos limites legais e institucionais, sem interferências de natureza política e ideológica. Falou que, além disso, o Paraguai aguardava uma resposta formal do Brasil acerca da operação de espionagem da ABIN contra autoridades daquele País, especificamente quanto às negociações do novo tratado de Itaipu e do seu Anexo C, que versa sobre tarifas e a recompra, pelo Brasil, da energia excedente paraguaia. Afirmou que, desde abril, o Governo paraguaio tentava obter informações sobre o ocorrido, recebendo como resposta a indiferença do Governo brasileiro. Falou que, como gesto de insatisfação, o Governo paraguaio retirou seu embaixador e rebaixou as relações diplomáticas. Questionou como sustentar um discurso favorável à integração regional se tratamos dessa forma um País vizinho, com o qual o Brasil dividia aquela que já fora a maior hidrelétrica do mundo? Disse ao Ministro que a presença dele era fundamental para esclarecer dúvidas, afastar incertezas e fortalecer a confiança da sociedade brasileira e da comunidade internacional nas instituições brasileiras. Por fim, falou esperar que a audiência pública contribuísse para respostas claras e objetivas, que permitissem à Câmara dos Deputados exercer seu papel fiscalizador com responsabilidade e para salvaguardar os interesses superiores do País. Na sequência, o Presidente fez esclarecimentos sobre os procedimentos regimentais que deveriam ser observados no decorrer da reunião, os quais detalhou. Em seguida, o Presidente passou a palavra ao Ministro Alexandre Silveira. Finda a exposição do Ministro, o Presidente fez uso da palavra na condição de autor de um dos requerimentos que ensejaram a reunião. Ato contínuo, o Ministro respondeu às perguntas formuladas pelo Presidente. Passou-se então à lista de inscritos. Fez uso da palavra o Deputado Welter. Assumiu a presidência o Deputado Arlindo Chinaglia. Dando sequência à lista de inscritos, fizeram uso da palavra, respectivamente, os deputados Leonardo Monteiro, Flávio Nogueira, Carlos Zarattini, José Rocha, General Girão, Paulo Magalhães, Júlio Lopes, Luiz Philippe de Orleans e Bragança, Gabriel Mota, Júlio Cesar e Lucas Redecker. Em seguida, assumiu a presidência o Deputado Lucas Redecker. Fez uso da palavra o Deputado Arlindo Chinaglia na condição de orador inscrito. Reassumiu a presidência o Deputado Arlindo Chinaglia. O Ministro respondeu às perguntas formuladas. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente em exercício, Deputado Arlindo Chinaglia, agradeceu a presença do Ministro de Minas e Energia, o senhor Alexandre Silveira. Agradeceu, igualmente, a participação dos deputados e de todos que acompanharam a reunião. Informou que a reunião deliberativa prevista para ocorrer após a audiência pública estava cancelada e encerrou os trabalhos às doze horas e vinte e um minutos, antes convocou reunião deliberativa para a quarta-feira seguinte, dia 22 de outubro, às 9h, no plenário 3, com pauta a ser oportunamente divulgada. E, para constar, eu, Marina Albuquerque da Costa, lavrei a presente Ata, que por ter sido aprovada, será assinada digitalmente pelo Presidente, Deputado Filipe Barros, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião.x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x