> Pauta - CFFC - 08/10/2025 09:30

CÂMARA DOS DEPUTADOS

COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE
57ª Legislatura - 3ª Sessão Legislativa Ordinária

ATA DA 27ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA
AUDIÊNCIA PÚBLICA
REALIZADA EM 8 DE OUTUBRO DE 2025.

Às nove horas e quarenta e um minutos do dia oito de outubro de dois mil e vinte e cinco, reuniu-se a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, no Plenário 9 do Anexo II da Câmara dos Deputados, com a PRESENÇA dos(as) Senhores(as) Deputados(as) Bacelar - Presidente; Marcos Tavares - Vice-Presidente; Antonio Carlos Rodrigues, Daniel Trzeciak, Dimas Gadelha, Eduardo da Fonte, Enfermeira Rejane, Jilmar Tatto, José Nelto, Junio Amaral e Luiz Gastão - Titulares; Adriana Ventura, Aluisio Mendes, Aureo Ribeiro, Evair Vieira de Melo, Jorge Solla, Max Lemos, Nikolas Ferreira, Padre João e Ricardo Abrão - Suplentes. Registraram presença também os Deputados Carlos Henrique Gaguim, Henderson Pinto e Marussa Boldrin, como não membros. Deixaram de registrar presença os Deputados Gustinho Ribeiro, Luis Tibé, Márcio Jerry, Ronaldo Nogueira e Welter. ABERTURA:  Nos termos regimentais, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e anunciou a ORDEM DO DIA: Audiência Pública, em atendimento ao Requerimento nº 178/2025 do Deputado Bacelar e Requerimento nº 301/2025, de iniciativa do Deputado Dimas Gadelha (PT/RJ), relator do Plano Anual de Fiscalização e Controle desta Comissão (PAFC 2025), com o tema: "Plano Anual de Fiscalização e Controle: emendas parlamentares." O Presidente destacou que o objetivo da Audiência é debater, no âmbito do PAFC 2025, os critérios de distribuição das emendas parlamentares de senadores e bancadas estaduais, além de apresentar estudos, diagnósticos e pareceres que avaliem a transparência e a eficiência na aplicação dessas emendas. Foi ressaltado, ainda, que o PAFC 2025, aprovado em abril do corrente ano, constitui instrumento regimental destinado a sistematizar os trabalhos fiscalizatórios da Comissão. E que esta Audiência,  no eixo temático “Fiscalização de Grandes Gastos Públicos”, corresponde à quinta do total de sete audiências públicas previstas no Plano. Por fim, o Presidente cumprimentou o Deputado Dimas Gadelha por seu trabalho como relator do PAFC. Presentes os convidados: 1) Bruno Bondarovsky, Gestor da Central das Emendas Parlamentares; 2) Humberto Nunes Alencar, pesquisador do Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP); 3) Eugenio Greggianin, da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados (Conof); 4) Giordano Bruno Antoniazzi Ronconi, da Consultoria de Orçamento e Fiscalização Financeira da Câmara dos Deputados (Conof); 5) Fernando Moutinho, da Consultoria de Orçamentos, Fiscalização e Controle do Senado Federal (Conorf), e 6) Matheus Ramalho Cangussu, da Consultoria Legislativa da Câmara dos Deputados (Conle). Após convidar os palestrantes para a Mesa, o Presidente transmitiu a Presidência da reunião ao Deputado Dimas Gadelha. Em seguida, o Presidente em exercício concedeu a palavra ao senhor Bruno Bondarovsky (Central das Emendas Parlamentares). Em sequência, o Presidente em exercício passou a palavra aos senhores Humberto Nunes Alencar (IDP), Matheus Ramalho Cangussu (Conle), Eugenio Greggianin (Conof) e Fernando Moutinho (Conorf). Findas as exposições, a Deputada Adriana Ventura discursou sobre a necessidade de estabelecer prazos e garantir maior transparência na votação das emendas parlamentares. Também questionou o cumprimento da Lei Complementar nº 210, de 2024, pelas Comissões. O senhor Eugênio Greggianin respondeu que a indicação para execução de emendas de Comissão deve constar em ata de reunião, ressaltando a importância da criação de instrução normativa que amplie a transparência nesse processo. Destacou, ainda, que as indicações não se configuram como emendas, mas sim como recomendações jurídicas dirigidas ao Poder Executivo. O senhor Fernando Moutinho afirmou que a indicação vinculante é inconstitucional e que, enquanto essa prática persistir, não haverá transparência efetiva quanto à origem e à tramitação das emendas. Acrescentou que considera inadequado que um parlamentar apoie propostas em nome de terceiros. Em seguida, o consultor Antônio D’Ávila, representante da CONOF, formulou questionamentos, para reflexão, sobre  gastos públicos, orçamento público e, ainda, sobre fundos privados que consomem parte do orçamento, embora não se submetam ao processo orçamentário.  O senhor Bruno Bondarovsky destacou que a função de fiscalizar o Poder Executivo é essencial ao papel institucional do Legislativo, ressaltando a importância de se questionarem os parâmetros de gasto do Executivo. Acrescentou que não existem, atualmente, fundos específicos destinados a apoiar os municípios no aprimoramento dessa agenda. O senhor Humberto Marinho ressaltou a necessidade de um planejamento a longo prazo para o Brasil, com o foco precisando ser menos nas disputas orçamentárias anuais e mais em um plano de longo prazo de melhorias. O Deputado Dimas Gadelha passou a presidência para a Deputada Adriana Ventura, que, em seguida, concedeu a palavra ao consultor Matheus Ramalho. Ele afirmou que um primeiro passo para o aprimoramento da transparência é a melhoria da comunicação da Câmara dos Deputados com a população. O senhor Giordano Bruno ressaltou a necessidade de uma deliberação clara sobre as emendas parlamentares, bem como da garantia de efetivação das competências regimentais e temáticas de cada área, de modo a legitimar o gasto público. O senhor Fernando Moutinho destacou a necessidade de se estabelecerem critérios vinculantes e de se adotar uma regra fiscal que considere a renda primária, devendo abranger todo o conjunto de compromissos do Tesouro Nacional. O senhor Eugênio Greggianin sugeriu que, dentro das despesas discricionárias, seja delimitada a parcela efetivamente destinada às emendas parlamentares. Além disso, propôs que, nas emendas individuais, os Ministérios responsáveis registrem os municípios que mais necessitam de apoio, facilitando a escolha dos parlamentares. Em relação às emendas de Comissão, defendeu a necessidade de maior detalhamento microestrutural, vinculado a políticas públicas previamente definidas, em substituição às indicações genéricas ao Poder Executivo. Por fim, a Deputada Adriana Ventura agradeceu pelas contribuições dos colaboradores e ressaltou a necessidade de vontade dos parlamentares de realizar mudanças efetivas. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, a Presidente em exercício convocou reunião para o dia 14 de outubro, quarta-feira, às 9h30, destinada a Audiência Pública. E, para constar, eu, Márcia Regina da Silva Azevedo, Secretária-Executiva, lavrei a presente Ata, que, aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Bacelar, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião.