> Pauta - CMULHER - 02/07/2025 13:15

CÂMARA DOS DEPUTADOS

COMISSÃO DE DEFESA DOS DIREITOS DA MULHER
57ª Legislatura - 3ª Sessão Legislativa Ordinária

ATA DA 15ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA
DELIBERATIVA
REALIZADA EM 2 DE JULHO DE 2025.

 

Às quatorze horas e doze minutos do dia dois de julho de dois mil e vinte e cinco reuniu-se a Comissão de Defesa dos Direitos da Mulher, no Plenário 14 do Anexo II da Câmara dos Deputados, sob a Presidência alternada da Deputada Célia Xakriabá e da Deputada Delegada Adriana Accorsi, para realização da Tribuna das Mulheres e para apreciação e votação de propostas legislativas. A lista de presença registrou o comparecimento dos senhores Deputados e das senhoras Deputadas Célia Xakriabá - Presidenta; Delegada Adriana Accorsi - Vice-Presidenta; Delegada Ione, Ely Santos, Erika Hilton, Gisela Simona, Juliana Cardoso, Laura Carneiro, Maria Arraes, Nely Aquino, Professora Goreth, Rogéria Santos e Socorro Neri - Titulares; Chris Tonietto, Duda Ramos, Erika Kokay, Franciane Bayer, Rosana Valle, Sâmia Bomfim e Talíria Petrone - Suplentes. Registraram presença também os Deputados Carlos Henrique Gaguim e Fred Costa, como não membros. Deixaram de registrar presença as Deputadas e os Deputados Delegado Bruno Lima, Detinha, Dilvanda Faro, Dra. Alessandra Haber, Eli Borges, Gilberto Nascimento, Otoni de Paula, Silvye Alves e Sonize Barbosa. Justificou a ausência a Deputada Sonize Barbosa. ABERTURA: Havendo número regimental, a senhora Presidenta, Deputada Célia Xakriabá, iniciou os trabalhos, anunciando que a presente reunião seria dividida em duas partes: Tribuna das Mulheres, que iria debater o tema Julho das Pretas rumo à Marcha das Mulheres Negras 2025, contando com a presença de três convidadas e, a seguir, reunião deliberativa. Informou que era com grande alegria que iniciariam mais uma Tribuna das Mulheres, um espaço aberto na Comissão para discutir temas que dialoguem com a defesa dos direitos das mulheres. Disse que o Brasil, que é tão profundo, inicia também com as mulheres indígenas e mulheres negras e que o parlamento brasileiro precisava fazer uma reflexão sobre a chegada tardia das mulheres nesse espaço, assim como nas universidades. Na sequência, a Presidenta convidou para compor a mesa as senhoras convidadas: Janira Miranda, representante do Comitê Nacional Marcha de Mulheres Negras 2025. Historiadora pela democracia e suas insurgências, ativista pelo bem viver, doutoranda em história pela Universidade de Brasília, graduada em história pela Universidade Federal de Roraima, membro do Comitê Impulsor da Marcha Global de Mulheres Negras e mãe de Mariana Sodré; Carolina Almeida, representante do Geledés, Instituto da Mulher Negra, Filósofa, Internacionalista, Cientista Política, Mestre e Doutora em Estudos Latino-Americanos e assessora internacional de Geledés. Seu trabalho está focado no empoderamento econômico das mulheres negras como meio para se alcançar justiça social, racial e de gênero; e, Prethaís, representante do Comitê Local DF Marcha de Mulheres Negras 2025. Diretora-Executiva da Casa N’dengo e integrante do Comitê Local Impulsor da Marcha das Mulheres Negras 2025. Atua na articulação de ações socioculturais, comunitárias e de mobilização territorial, fortalecendo redes de cuidado, pertencimento e protagonismo de mulheres negras em seus territórios. Em seguida, a Presidenta destacou que o Julho das Pretas representava um momento em que a sociedade brasileira necessitava fazer uma reflexão sobre esse Brasil onde mais de 50% da população são mulheres e sobre o fato de que o Brasil também é negro e quilombola. Continuando, disse que em 2015 as mulheres negras marcharam sobre Brasília para dizer que somos e que sustentamos este país. Mulheres de todo o Brasil se uniram para denunciar o machismo, o racismo e a violência. Disse que hoje, quase 10 anos depois, essas mulheres retornavam às ruas, mas que marcham todos os dias em casa, no local de trabalho, sendo elas, em sua grande maioria, as vítimas da escala 6x1. Disse que essas mulheres marcham pela vida contra o racismo e pela reparação do bem viver. Afirmou que as crianças negras devem ter o direito de ir para a escola sem que as mães precisem ficar preocupadas se voltarão para casa vivas. Disse que essa Tribuna das Mulheres não poderia iniciar o mês de julho de maneira mais simbólica e significativa, pois além de símbolo, as mulheres são força. Ressaltou que neste mês, em que é celebrado o mês da mulher negra latino-americana caribenha, em que é reverenciada a memória de Tereza de Benguela, há o dever político e ético de lembrar de todas aquelas mulheres antecessoras e que não tiveram as mesmas oportunidades. Finalizou dizendo que, inspiradas na mulher negra e quilombola, assim como também inspiradas em Conceição Evaristo, “as mulheres estão aqui cantando e falando poesia para fazer acordar a casa grande”. A seguir, dando início às exposições, passou a palavra à senhora Janira Miranda. Após a fala da convidada, a Presidenta agradeceu e passou a palavra à senhora Carolina Almeida. Antes de passar a palavra à última convidada, a Presidenta agradeceu às organizações que se faziam presentes no plenário da Comissão: Coletivas Pretas de Angola, Rede Goiana de Mulheres Negras, Casa de N’dengo, CONAQ, Articulação de Mulheres Brasileiras, Comitê Nacional de Mulheres da Marcha de Mulheres Negras, Comitê do DF da Marcha de Mulheres Negras, CFEMEA, dentre outras organizações presentes. Dando continuidade à exposição, passou a palavra à senhora Prethaís. A Presidenta agradeceu pela exposição e concedeu a palavra às parlamentares presentes. A Deputada Delegada Adriana Accorsi parabenizou a Presidenta pela Tribuna das Mulheres, dizendo que era uma honra estar participando e ouvir convidadas como a senhora Janira Miranda, parabenizando também as convidadas Carolina Almeida e Prethaís pelas falas. Destacou a importância da fala da senhora Carolina Almeida sobre a emancipação financeira e autonomia para as mulheres. Finalizou sua fala dizendo que podiam contar com seu apoio em Goiás na luta e na Marcha das Mulheres Negras. A seguir, foi concedida a palavra à Deputada Delegada Ione, a qual também parabenizou a todas pela força das exposições. Disse que gostaria de registrar que, como Delegada de Mulheres, a grande maioria das mulheres que chegam nas delegacias vítimas de violência são as mulheres negras. Colocou-se à disposição para apoiar esse tema tão importante. A Presidenta disse que nenhuma forma de violência poderia ser considerada vocabulário nesta Casa. Disse que podiam ter pautas e identidades diferentes, mas que todos compartilhavam o mesmo planeta. Enfatizou que era com muita dificuldade e desafios que as mulheres, independentemente de serem de esquerda ou direita, a cada vez que se posicionavam nesta Casa eram interrompidas na maioria das vezes em suas falas. Antes de encerrar, a Presidenta concedeu a palavra à Deputada Erika Hilton, a qual falou da importância de se celebrar nesta Casa o mês de julho, que é o mês das mulheres negras, e de relembrar toda ancestralidade, lembrando tudo que foi percorrido pelas mulheres para chegarem até este lugar. Ressaltou que o ano todo deve ser para lembrar dos caminhos percorridos e das conquistas pela dor, pelas perdas e violências praticadas contra as mulheres negras. Falou dos enfrentamentos históricos que ainda precisam ser enfrentados pelas mulheres pretas como uma forma de se colocar uma lupa de aumento sobre a realidade que acomete as mulheres negras, no Brasil e no mundo. Enfatizou que apesar da violência e barbárie que atinge as mulheres negras, o mês de julho é também um momento de enaltecer a resistência da luta das mulheres negras e que seja também um mês de reconhecer e valorizar as vitórias dessas mulheres. Encerrada a Tribuna das Mulheres, antes de iniciar a segunda parte da reunião, a Presidenta reuniu-se com as parlamentares presentes, a pedido da Deputada Chris Tonietto, para acordarem os itens de consenso da pauta. Finalizado o acordo, a Presidenta passou à segunda parte da reunião. Informou aos membros que a ata da 14ª reunião deliberativa havia sido encaminhada aos gabinetes pelo sistema Infoleg Comunica e estava disponível na página da Comissão. De acordo com o parágrafo único, artigo 5º do ato da mesa nº 123/2020, foi dispensada a leitura da ata. Em apreciação, a ata da 14ª reunião deliberativa extraordinária, realizada no dia 17 de junho. Em votação, a respectiva Ata foi aprovada. EXPEDIENTE: A Presidenta informou às senhoras e aos senhores parlamentares que o Expediente da Comissão estava à disposição para consulta na secretaria da Comissão e na página da Comissão na internet. Informou que foi feita designação de relatoria no dia 26 de junho, conforme a seguir: à Deputada Sâmia Bomfim – PROJETO DE LEI Nº 6.198/2023. ORDEM DO DIA: A Presidenta comunicou que, em decorrência do acordo realizado, seriam retirados de pauta, a requerimento da Deputada Chris Tonietto, os seguintes itens: item 6 - PROJETO DE LEI Nº 2.368/2024 - do Sr. Daniel Barbosa - que "institui o Dia Nacional de Prevenção e Eliminação da Violência contra Mulheres e Meninas, ou Dia Laranja." RELATORA: Deputada JULIANA CARDOSO. PARECER: Parecer às Emendas Apresentadas ao Substitutivo da Relatora, Dep. Juliana Cardoso (PT-SP), pela aprovação do Projeto de Lei 2368/2024 e da Emenda apresentada ao SBT 1 CMULHER, com Substitutivo; item 8 - PROJETO DE LEI Nº 3.397/2024 - da Sra. Sâmia Bomfim - que "institui a campanha nacional de combate à violência política de gênero e raça contra a mulher, denominada Setembro Neon." RELATORA: Deputada CÉLIA XAKRIABÁ. PARECER: pela aprovação; item 11 - PROJETO DE LEI Nº 2.883/2024 - dos Srs. Laura Carneiro e Ricardo Ayres - que "cria o “Orçamento Mulher” e dá outras providências". RELATORA: Deputada FLÁVIA MORAIS. PARECER: pela aprovação; item 12 - PROJETO DE LEI Nº 3.026/2024 - da Sra. Silvye Alves - que "dispõe sobre a criação do Programa Nacional de Cuidados Médicos Ginecológicos para Mulheres em Situação de Extrema Vulnerabilidade Socioeconômica e dá outras providências". RELATORA: Deputada CÉLIA XAKRIABÁ. PARECER: pela aprovação do Projeto de Lei 3026/2024 e da Emenda ao Substitutivo 1/2025 apresentada ao SBT 1 CMULHER, com Substitutivo; e, item 14 - PROJETO DE LEI Nº 4.806/2024 - da Sra. Daniela do Waguinho - que "dispõe sobre o incentivo à criação e o fortalecimento das capacidades institucionais de órgãos de defesa e promoção de direitos e enfrentamento à violência contra a mulher nas Unidades da Federação". RELATORA: Deputada CÉLIA XAKRIABÁ. PARECER: pela aprovação deste, com Substitutivo. Na sequência, ressaltou a importância de que na próxima reunião possam ser debatidos os itens retirados da pauta para que se pudesse avançar nos temas de interesse das mulheres, porém, reconhecendo o esforço desta Comissão para avançar nos trabalhos, já que outras Comissões estavam ainda sob obstrução. A seguir, a Presidenta Deputada Célia Xakriabá comunicou que precisava registrar presença e participar da votação de um projeto de sua autoria na Comissão de Cultura e passou a Presidência dos trabalhos para a Vice-Presidenta, Deputada Delegada Adriana Accorsi. Foi concedida a palavra à Deputada Chris Tonietto, a qual agradeceu pela retirada dos itens constantes do acordo realizado e informou que estava retirado o kit obstrução para esta reunião. Dando prosseguimento, a Deputada Delegada Adriana Accorsi informou que se encontravam sobre a mesa requerimentos para inversão de pauta dos itens acordados, conforme a seguir: item 5 - PROJETO DE LEI Nº 1.103/2022 - do Senado Federal - Jader Barbalho, a pedido da relatora; e, item 10 - PROJETO DE LEI Nº 1.607/2024 - da Sra. Laura Carneiro, a pedido da autora. Submeteu à votação os requerimentos de inversão de pauta apresentados. Em votação, foram APROVADAS as inversões de pauta. Ato contínuo, informou que, conforme o acordo de procedimentos, passariam à apreciação dos requerimentos constantes da pauta e consultou o plenário para saber se havia concordância para que fossem apreciados em bloco os requerimentos nº 45, 46 e 47, todos de 2025. Não houve discordância. Em votação, foram APROVADOS em bloco os requerimentos, conforme a seguir: item 1- REQUERIMENTO Nº 45/2025 - da Sra. Talíria Petrone - que "requer moção de pesar pelo falecimento de Juliana Marins, publicitária e mochileira brasileira, vítima de acidente na trilha do Monte Rinjani, na Indonésia". SUBSCRITO PELAS DEPUTADAS MARIA ARRAES E ERIKA HILTON; item 2- REQUERIMENTO Nº 46/2025 - da Sra. Célia Xakriabá - que "requer moção de pesar pelo falecimento de Yape Re Anambé Guajajara, adolescente indígena de 17 anos que faleceu no dia 22 de junho de 2025 com denúncia de violência obstétrica no Hospital Materno Infantil de Marabá, no Pará". SUBSCRITO PELA DEPUTADA ERIKA HILTON; e, item 3 - REQUERIMENTO Nº 47/2025 - da Sra. Sâmia Bomfim - que "requer a realização de Audiência Pública para debater o Projeto de Lei nº 2193/2025, que “Altera os artigos 1.694 e 1.703 da Lei nº 10.406, de 10 de janeiro de 2002 (Código Civil), para considerar os cuidados efetivos como critério na fixação da contribuição dos genitores para a manutenção dos filhos”. SUBSCRITO PELA DEPUTADA ERIKA HILTON.  A seguir, em observância à inversão de pauta aprovada, passou à apreciação do item 5 - PROJETO DE LEI Nº 1.103/2022 - do Senado Federal - Jader Barbalho - que "altera a Lei nº 11.326, de 24 de julho de 2006 (Lei da Agricultura Familiar), para incentivar práticas sustentáveis de produção agropecuária". RELATORA: Deputada LAURA CARNEIRO. PARECER: pela aprovação. Como a relatora, Deputada Laura Carneiro, não estava no plenário, foi concedida a palavra à Deputada Erika Hilton para leitura do relatório, a qual foi direto ao voto da relatora. Feita a leitura, a Deputada Adriana Accorsi consultou o plenário para saber se alguma parlamentar gostaria de discutir a matéria. Não houve quem quisesse discutir. Em votação, foi APROVADO o parecer. Dando prosseguimento, passou-se à apreciação do item 10 - PROJETO DE LEI Nº 1.607/2024 - da Sra. Laura Carneiro - que "cria a política de atendimento a brasileiras emigrantes “Espaço da Mulher Brasileira – EMuB”. " RELATORA: Deputada MARIA ARRAES. PARECER: pela aprovação do Projeto de Lei 1.607/2024, na forma do Substitutivo adotado pela Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional. Foi concedida a palavra à relatora, Deputada Maria Arraes, para leitura do parecer, a qual pediu autorização para ir direto ao voto. Feita a leitura do parecer, não houve quem quisesse discutir. Em votação, foi APROVADO o parecer. A seguir, passou-se à apreciação do item 4 - PROJETO DE LEI Nº 2.568/2024 - do Sr. Cobalchini - que "altera o art. 1º da Lei nº 8.072, de 25 de julho de 1990, para inserir os crimes cometidos com violência doméstica e familiar contra mulher no rol de delitos hediondos". RELATORA: Deputada DELEGADA IONE. PARECER: pela aprovação, com Substitutivo. Foi concedida a palavra à relatora, Deputada Delegada Ione, a qual pediu licença para ir direto ao voto. Em discussão, não houve quem quisesse discutir. Em votação, foi APROVADO o parecer. A Vice-Presidenta, Deputada Delegada Adriana Accorsi, informou que o próximo item da pauta, item 7, seria apreciado ao final, pois o relator, Deputado Duda Ramos, havia informado que estava a caminho do plenário. Em seguida, anunciou o item 9, PROJETO DE LEI Nº 1.585/2024 - do Sr. Marx Beltrão e comunicou que ele seria retirado em virtude de ausência da relatora. Dando continuidade, passou à apreciação do item 13 - PROJETO DE LEI Nº 3.221/2024 - da Sra. Missionária Michele Collins - que "altera a Lei nº 8.112, de 11 de dezembro de 1990, que dispõe sobre o regime jurídico dos servidores públicos civis da União, das autarquias e das fundações públicas federais, para assegurar o direito de remarcação de teste de aptidão física à candidata grávida à época de sua realização, conforme disposto no art. 133 da Constituição Federal". RELATORA: Deputada DELEGADA IONE. PARECER: pela aprovação, com Substitutivo. Foi concedida a palavra à relatora, Deputada Delegada Ione, para leitura do parecer, a qual pediu licença para ir direto ao voto. Após a leitura do parecer, a Deputada Delegada Adriana Accorsi, comentou da importância de se reconhecer a questão da desigualdade que é muito forte e que atinge as mulheres em todos os espaços, inclusive nesta Casa. Antes de colocar em discussão o projeto, manifestou sua solidariedade à Ministra Marina Silva, que havia comparecido neste dia na Comissão de Agricultura da Casa, onde mais uma vez havia sofrido agressões verbais, e ressaltou ser inadmissível que a Ministra tenha vindo como convidada para colaborar com os trabalhos desta Casa e tenha sido agredida, o que vinha acontecendo constantemente com as mulheres em diversos espaços. Enfatizou a necessidade desta Comissão buscar formas de combater as desigualdades. A seguir, em discussão o parecer da relatora, foi concedida a palavra à Deputada Erika Hilton, a qual parabenizou a autora e a relatora pelo importante projeto. Falou ser inadmissível que em 2025 as mulheres ainda tenham de enfrentar a desigualdade, sendo um reflexo de uma sociedade calcada no desprezo às mulheres. Finalizou dizendo que era fundamental garantir que as mulheres possam viver com dignidade suas gestações, cuidarem dos seus bebês e voltarem ao trabalho com seus direitos respeitados. Disse que também fazia coro com a fala da Deputada Delegada Adriana Accorsi sobre a falta de respeito com que havia sido tratada a Ministra Marina Silva e que o parlamento não podia aceitar a violência política de gênero como vinha acontecendo nesta Casa e no Senado. Não havendo quem mais quisesse discutir, foi colocado em votação o parecer. Em votação, foi APROVADO o parecer da relatora. Antes de passar ao próximo item, a Deputada Nely Aquino solicitou a palavra e comunicou que estava com o parecer do Projeto de autoria do Deputado Marx Beltrão e que havia enviado mensagem à Comissão, mas infelizmente não viram, e o projeto havia sido retirado. Consultou se era possível fazer a leitura do parecer, mesmo que não fosse votado. A Deputada Delegada Adriana Accorsi concordou com a solicitação da Deputada Nely Aquino e consultou o plenário se havia consenso para a leitura do parecer apresentado ao item 9, logo após o item 7. Havendo consenso, passou-se à apreciação do item 7 - PROJETO DE LEI Nº 720/2025 - da Sra. Ely Santos - que "cria mecanismos de Proteção às Mulheres vítimas de violência doméstica, alterando o Decreto-Lei nº 2.848, de 7 de dezembro de 1940 (Código Penal), e a Lei nº 11.340, de 7 de agosto de 2006 (Lei Maria da Penha) para criar exclusão de ilicitude a quem comunicar à mulher informações relevantes para a sua segurança e integridade física e emocional". RELATOR: Deputado DUDA RAMOS. PARECER: pela aprovação do Projeto de Lei 720/2025, com substitutivo. Foi concedida a palavra ao relator, Deputado Duda Ramos, o qual pediu licença para ir direto ao voto. Após a leitura, foi concedida a palavra à Deputada Ely Santos, a qual pediu a aprovação do projeto de sua autoria falando que a violência contra a mulher era um drama nacional e que muitas vezes as mulheres, por falta de acesso a informações, ficavam sujeitas à insegurança em relação a seus agressores e ressaltou a importância do projeto em apreço. Por fim, agradeceu ao Deputado Duda Ramos pela relatoria. A Deputada Delegada Adriana Accorsi parabenizou a Deputada Ely Santos pelo projeto e informou que havia sobre a mesa requerimento de adiamento da discussão, de autoria do Deputado Delegado Paulo Bilynskyj, o qual estava prejudicado em razão da ausência do autor. Em discussão, não houve quem quisesse discutir. Antes de colocar em votação, a Vice-Presidenta anunciou que havia sobre a mesa requerimento de adiamento da votação apresentado pelo Deputado Delegado Paulo Bilynskyj, o qual estava prejudicado em razão da ausência dele. Em votação, foi APROVADO o parecer. Na sequência, anunciou o item 9 - PROJETO DE LEI Nº 1.585/2024 - do Sr. Marx Beltrão. Foi concedida a palavra à relatora, Deputada Nely Aquino, a qual pediu licença para ir direto ao voto. A Presidenta comunicou que, conforme acordado pela Presidenta Célia, a discussão e a votação seriam feitas na próxima reunião. Ato contínuo, foi concedida a palavra à Deputada Delegada Ione que falou dos números sobre feminicídio até o momento, neste ano de 2025, ressaltando a importância de se debater e assegurar políticas públicas para que as mulheres deixem de ser mortas por seus algozes. A Vice-Presidenta, Deputada Delegada Adriana Accorsi, parabenizou a Deputada Delegada Ione pela fala, agradeceu e parabenizou as deputadas e os deputados pela reunião extremamente produtiva, pela aprovação de vários projetos relevantes, inclusive no combate aos crimes contra mulheres e contra meninas no Brasil. Reiterou a urgência de se avançar nas pautas de combate à violência contra as mulheres, tema este complexo e que envolve, além da segurança, o combate à desigualdade, à misoginia e a todo este tratamento machista existente no Brasil. Enfatizou a importância de terem sido discutidos nesta reunião a autonomia financeira das mulheres também como um fator de proteção, assim como do acesso à educação. Por fim, propôs a realização de uma audiência pública para ser aprofundado este debate. O item 15 - PROJETO DE LEI Nº 85/2025 - do Sr. Icaro de Valmir - que "institui a garantia de acesso universal ao tratamento da endometriose no Sistema Único de Saúde (SUS) e dá outras providências". (Apensado: PL 762/2025) RELATORA: Deputada ROGÉRIA SANTOS. PARECER: pela aprovação do PL 85/2025 e do PL 762/2025, apensado, com Substitutivo, não foi deliberado. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, a Presidenta convocou reunião deliberativa para o dia 9 de julho, quarta-feira, às 13 horas e 30 minutos, com pauta a ser divulgada oportunamente e encerrou os trabalhos às dezesseis horas e doze minutos. E, para constar, eu, Valeria Aparecida Olinto Pessoa, lavrei a presente Ata, que, por ter sido aprovada, será assinada pela Vice-Presidenta, Deputada Delegada Adriana Accorsi, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião.