> Pauta - CPOVOS - 14/12/2023 09:00

CÂMARA DOS DEPUTADOS

COMISSÃO DA AMAZÔNIA E DOS POVOS ORIGINÁRIOS E TRADICIONAIS
57ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária

ATA DA 43ª REUNIÃO ORDINÁRIA
AUDIÊNCIA PÚBLICA
REALIZADA EM 14 DE DEZEMBRO DE 2023.

Às nove horas e quarenta e quatro minutos do dia quatorze de dezembro de dois mil e vinte e três, reuniu-se a Comissão da Amazônia e dos Povos Originários e Tradicionais, no Anexo II, Plenário 12 da Câmara dos Deputados, com a PRESENÇA dos(as) Senhores(as) Deputados(as) Célia Xakriabá - Presidenta; Defensor Stélio Dener e Juliana Cardoso - Titulares; Coronel Chrisóstomo - Suplente. Deixaram de comparecer os Deputados Airton Faleiro, Amom Mandel, Átila Lins, Chico Alencar, Dilvanda Faro, Dorinaldo Malafaia, Duda Salabert, Elcione Barbalho, Gabriel Mota, Silvia Waiãpi, Túlio Gadêlha e Zezinho Barbary. Justificou a ausência a Deputada Silvia Waiãpi.  ABERTURA: Havendo número regimental, a Deputada Célia Xakriabá (PSOL/MG) declarou abertos os trabalhos da audiência pública, que abordou o tema “Universidades Indígenas”, em razão da aprovação do Requerimento n. 52/2023 CPOVOS, de sua autoria. Mencionou que naquela data os vetos presidenciais decorrentes do marco temporal das terras indígenas seriam votados em sessão do Congresso Nacional, mesmo depois de o  Supremo Tribunal Federal ter se posicionado sobre o tema. Saudou os palestrantes, os membros do Fórum Nacional de Educação Escolar Indígena, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas do Brasil, os demais presentes e, em seguida, convidou os palestrantes para realizarem suas considerações, nessa ordem: 1) Rosilene Cruz de Araújo, Secretária de Educação Continuada, Alfabetização de Jovens e Adultos, Diversidade e Inclusão do Ministério da Educação,  mencionou a dificuldade de permanência de estudantes indígenas no ensino superior e, com intuito de superar a problemática, a previsão de dotação orçamentária na Lei Orçamentária Anual de dois mil e vinte e quatro para que não haja estudantes indígenas sem receber o Programa Bolsa Permanência. Citou também o desafio para que os estudantes indígenas permaneçam em instituições de ensino superior que não sejam federais, como, por exemplo, as estaduais e as comunitárias e, assim, a necessidade de instituir políticas de permanência nesses outros campos de formação. Por fim, comunicou a criação da Universidade Indígena, anunciada pelo Ministro da Educação Camilo Santana, e que foi instituído, para tal, grupo de trabalho a fim de consolidar esse modelo de educação; 2) Gersen Baniwa, Coordenação do Fórum Nacional da Educação Escolar Indígena, reafirmou a importância de se instituir a Universidade Indígena, com vistas à formação de uma nova geração de cidadãos indígenas, suficientemente conscientes e tecnicamente capazes; 3) Alberto Terena, da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil, relatou, na condição de professor, ser justa a reivindicação de instituir a Universidade Indígena, como também serem necessárias as políticas afirmativas para que os indígenas tenham condições de permanecerem nas entidades de ensino superior. A Deputada Juliana Cardoso (PT/SP) e o Deputado Tarcísio Motta (PSOL/RJ) discorreram sobre a temática. 4) Arlindo Alemão Gregório, Presidente da União Plurinacional de Estudantes indígenas; 5) Lúcia Alberta Andrade, Diretora de Promoção ao Desenvolvimento Sustentável da Funai, mencionou ser preciso prosseguir na discussão da Universidade Indígena; avançar  nas políticas afirmativas, citou Programa Bolsa Permanência e a necessidade de aprovação do PL 1375/2020, para que esse benefício se torne lei e, então, política permanente de ações afirmativas para os estudantes indígenas; produzir sistema ou subsistema de educação escolar indígena; estabelecer normativos que viabilizem a transparência na implementação e na execução de recursos para a educação escolar indígena, com objetivo de que os recursos sejam realmente destinados às intuições indígenas; garantir o respeito aos professores indígenas, relatou que dados do censo escolar indígena indicaram que mais de oitenta por cento desses profissionais não têm direitos trabalhistas respeitados, não recebem, por exemplo, férias, décimo terceiro, seus  contratos são temporários e, dessa forma, as escolas funcionam parcialmente durante o ano. O Deputado Chico Alencar (PSOL/RJ), a senhora Braulina Baniwa, Diretora executiva da Articulação Nacional das Mulheres Indígenas Guerreiras da Ancestralidade (ANMIGA) e a Deputada Célia Xakriabá fizeram o uso da palavra. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, a presidenta encerrou os trabalhos às dez horas e cinquenta e dois minutos E, para constar, eu, Camila Rodrigues Henning, lavrei a presente Ata, que por ter sido aprovada, será assinada pela Deputada Dilvanda Faro, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental desta reunião.