> Pauta - CAPADR - 03/05/2023 10:00

CÂMARA DOS DEPUTADOS

COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL
57ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária

ATA DA SEXTA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA (AUDIÊNCIA DE MINISTRO)

REALIZADA EM 03 DE MAIO DE 2023.

 

Às dez horas e onze minutos do dia três de maio de dois mil e vinte e três, reuniu-se a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural no Anexo II, Plenário 06, da Câmara dos Deputados, com a PRESENÇA dos(as) Senhores(as) Deputados(as): Tião Medeiros - Presidente; Ana Paula Leão, Pastor Diniz e Emidinho Madeira - Vice-Presidentes; Adilson Barroso, Afonso Hamm, Albuquerque, Alceu Moreira, Alexandre Guimarães, Coronel Meira, Daniel Agrobom, Daniela Reinehr, Dilceu Sperafico, Domingos Sávio, Evair Vieira de Melo, Giacobo, Giovani Cherini, Henderson Pinto, José Medeiros, Josias Gomes, Lázaro Botelho, Lebrão, Luciano Amaral, Luiz Nishimori, Lula da Fonte, Magda Mofatto, Márcio Honaiser, Marcon, Marussa Boldrin, Murillo Gouvea, Paulo Azi, Pedro Lupion, Pezenti, Raimundo Costa, Raimundo Santos, Rodolfo Nogueira, Rodrigo Estacho, Romero Rodrigues, Samuel Viana, Tenente Coronel Zucco e Zé Silva - Titulares; Alberto Fraga, Antônio Doido, Bohn Gass, Carlos Veras, Charles Fernandes, Coronel Assis, Coronel Fernanda, Dagoberto Nogueira, Domingos Neto, Dr. Francisco, Eduardo Velloso, Emanuel Pinheiro Neto, General Girão, Greyce Elias, Icaro de Valmir, João Leão, Josivaldo Jp, Juarez Costa, Lucas Ramos, Marcel van Hattem, Matheus Noronha, Messias Donato, Murilo Galdino, Padovani, Rafael Simoes, Roberta Roma, Roberto Duarte, Sergio Souza, Silvia Cristina, Vermelho, Vicentinho Júnior, Zé Neto e Zé Trovão - Suplentes. Compareceram também os Deputados: Carlos Henrique Gaguim, Franciane Bayer, Lucio Mosquini, Marcos Pollon, Roberto Monteiro e Welter, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Gabriel Mota, João Daniel, Marcelo Moraes, Misael Varella, Toninho Wandscheer, Valmir Assunção e Zezinho Barbary. ABERTURA – O Presidente da Comissão, Tião Medeiros, declarou aberta a audiência, cumprimentou a todos, agradeceu a presença dos parlamentares e convidados, esclarecendo que a reunião, objeto do Requerimento nº 12/2023, de autoria, da Deputada Coronel Fernanda – PL/MT, tinha por finalidade a realização de uma audiência com o Ministro da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA, Sr. Carlos Fávaro, para debater sobre as “Prioridades do Ministério para o ano de 2023”. Em seguida, explicou as regras procedimentais e passou a palavra ao Ministro. Após agradecer o convite e cumprimentar a todos, disse que está sempre atento às necessidades dos deputados, mantendo sua agenda aberta, às terças, quartas e quintas para recebê-los. Depois de breves esclarecimentos, dispensou o restante do tempo de fala e alegou que preferiria ouvir os membros da Comissão para estabelecer um diálogo mais produtivo. Em seguida, a palavra foi repassada à autora do Requerimento n.º 12/2023, Dep. Coronel Fernanda, que perguntou: quais as medidas para o desenvolvimento tecnológico da agricultura; como será a reestruturação da Conab; quais as medidas a serem adotadas para diminuir a dependência da importação de fertilizantes; como está sendo planejada a legislação para os defensivos agrícolas; como será o aperfeiçoamento de infraestrutura de escoamento; como se dará o programa de expansão dos armazéns; como planejam a expansão do comércio internacional; como está prevista a reforma tributária para agricultura; e qual o planejamento para o mercado de carbono para a agricultura. O Ministro disse que o plano safra sempre tem recursos para a inovação tecnológica da Embrapa, que terá uma diretoria feminina e mais ligada à tecnologia. O plano safra terá recursos para a agroindústria. Sobre a reestruturação da Conab e de outros órgãos, disse que havia sobrecarga de serviços na gestão do MAPA no passado e que, por isso, foi preciso deixar de fazer a divisão de atribuições, explanando como foi feito. Falou das dificuldades e das diferenças entre os grandes e pequenos agricultores bem como a necessidade de ter um ministério específico para cada um deles. Explanou sobre a importância das políticas públicas para o controle dos preços de produtos agrícolas e para a produção de fertilizantes. Defendeu a aprovação de novos projetos de lei sobre defensivos agrícolas a fim de aprovarem, de forma mais ágil, novas moléculas. Sobre o escoamento da safra, está conversando com o ministro da infraestrutura, mas já há um programa do governo em que se liberou 2,7 bilhões de reais para recapear rodovias e facilitar o escoamento da safra e melhorar a competitividade do agronegócio. Sobre a construção de armazéns, defendeu a necessidade de novos empreendimentos, já que o Brasil está sempre batendo recordes de produção e sempre precisa de mais lugares, todos os anos, para guardar a safra. Sobre a equalização do seguro safra, estão criando linhas de crédito dolarizadas no BNDES com taxas mais baratas que no mercado. Falou sobre as previsões de aumento da exportação de carnes, da necessidade de não tributar mais as exportações e que isso não está previsto na reforma tributária. Defendeu a reforma tributária para simplificação dos

 

processos e que todo o plano safra será ABC+, onde vão premiar as boas práticas dos agricultores. O presidente repassou a palavra aos Deputados inscritos. O Deputado Bohn Gass elogiou as falas do ministro e defendeu que é preciso valorizar a democracia no campo. O Dep. Zé Trovão parabenizou o ministro e pediu falou sobre o modelo de reestruturação das agências reguladoras federais. Perguntou sobre o Incra e sobre as invasões de terras. A Dep. Daniela Reinehr perguntou sobre os recursos do plano safra e sobre as ações do Incra para reforma agrária. Perguntou sobre as leis de patentes, sobre como será tratada a sanidade da importação de produtos em acordos internacionais do governo, ressaltando algumas situações que considera perigosas e, por fim, perguntou sobre o problema de Santa Catarina, em que áreas que não eram de indígenas foram registradas como tal. A Dep. Marussa Boldrin pediu a desburocratização no setor e medidas do governo sobre as áreas que foram invadidas pelo MST. O Dep. Messias Donato parabenizou o ministro e perguntou se o Ministério não se incomoda em prestigiar países com ditadores ao invés de usar recursos do BNDES para ajudar os pequenos e médios agricultores. O Dep. Pedro Lupion, pela liderança, ressaltou a necessidade dos projetos de leis envolvendo os defensivos agrícolas. Defendeu que os processos de licenciamento ambiental precisam ser mais ágeis e pediu urgência na regulamentação do autocontrole. Discorreu sobre as demandas do plano safra e criticou tanto a reestruturação do MAPA quanto as invasões de terras que ocorrem no país. O Dep. Afonso Motta, pela liderança, falou sobre o marco temporal e sobre a seca na região Sul. Pediu a valorização da agricultura como um todo e explicou sobre a necessidade de um plano nacional de irrigação. A palavra foi retornada ao Ministro. Em síntese, afirmou que há mais laços que unem a todos do que diferenças. Defendeu a divisão das atribuições entre ministérios para facilitar a operacionalização, citando exemplos, e afirmou que já tornou pública a sua opinião sobre as invasões de terras. Disse que seria papel do Estado, em suas políticas públicas, atender os anseios e as vocações do indivíduo no campo, promovendo a reforma agrária de forma ordeira. Um governo democrático deve ouvir e trabalhar com todos os grupos do país, mas respeitando às leis. Afirmou que o aumento de ministérios não significa aumento de gastos, vez que algumas secretarias, simplesmente, viraram ministério, otimizando suas ações. Disse que apoia a regularização de terras e pediu ao Congresso um aumento dos recursos à agricultura. Quanto às preocupações sanitárias sobre as importações de produtos agrícolas estrangeiros, disse que ainda não é o momento oportuno. Sobre o CAR, falou sobre a necessidade de calibrar os sistemas para identificar corretamente as áreas rurais. O sistema de informática precisa ser modernizando para funcionar direito. Sobre a CPI das invasões, afirmou que se trata de uma decisão livre do parlamento. Sobre o BNDES, estão trabalhando para melhorar as condições dos agricultores e há toda uma estratégia geopolítica a se estabelecer para isso. Por fim, afirmou que a defesa do agro não pode ter polarização político-partidária, mas deve ter união de todos com debates de pessoas com visões diferentes. A palavra foi repassada a mais deputados inscritos. O Dep. Albuquerque explicou sobre os problemas da cadeia do mel em Roraima e dos perigos da entrada da mosca da carambola no país. O Dep. Daniel Agrobom defendeu a divisão de atribuições do MAPA com outros Ministérios e pediu uma Conab mais atuante. Criticou a taxa de juros Selic, que afeta o agronegócio, e perguntou quais ações do Ministério para resolver o problema. O Dep. Lázaro Botelho defendeu a reforma agrária para quem trabalha na terra, mas não para os que praticam invasões, que precisam ser punidos. O Dep. Marcon disse que ninguém invade terra se não tiver necessidade. Perguntou qual a política de infraestrutura do Ministério, enfatizando que é preciso ter água e estrada. Defendeu políticas de redução do preço dos fertilizantes e perguntou se a Petrobrás pode retomar a sua produção. Ainda, questionou sobre o Plano-Safra. O Dep. Adilson Barroso perguntou sobre a retaliação do BB na Agrishow e se pode haver outras retaliações do governo. Pela Liderança, o Dep. Nishimori desejou bom trabalho ao Ministro, informando que não faria mais perguntas por já estar satisfeito com as respostas dadas. Por fim, discorreu sobre a importância do PL 1459 para ter-se alimentos mais seguros, além da importância de um plano nacional de fertilizantes. Pela liderança, o Dep. Henderson Pinto defendeu igualdade aos agricultores, tanto aos grandes quanto aos pequenos. Um tema prioritário seria a regularização fundiária e pediu agilidade do Incra. Por fim, condenou as Invasão de terra. A palavra retornou ao ministro, que pediu autorização para repassar a fala ao Sr. Carlos Goulart, Secretário de Defesa Agropecuária do MAPA. Deferido o pedido pelo Presidente, o Sr. Carlos Goulart discorreu sobre o autocontrole e sobre os problemas apontados em Roraima. A palavra retornou ao Ministro, que voltou a defender o compartilhamento de atribuições com outros ministérios, criticou a alta de juros, falou sobre os benefícios da viagem à China e pediu ajuda ao parlamento para garantir mais recursos ao plano safra. Quanto à Agrishow, disse que não há retaliação. Confirmou que há a necessidade da regularização fundiária, que o parlamento está atuando

 

para modernizar a legislação em geral e que é preciso um fundo sanitário para indenizar os casos de pestes em animais e garantir a renda dos produtores. A palavra foi repassada aos Deputados. A Dep. Ana Paula Leão perguntou sobre as políticas públicas para o Leite e perguntou sobre a importação irregular do produto. O Dep. Vicentinho Júnior agradeceu às informações do Ministro e pediu a presença dele na Feira Agropecuária do Tocantins. O Dep. Coronel Meira disse ser contra a divisão de atribuições entre os ministérios. Além disso, criticou as invasões de terra e falou da necessidade de água no Nordeste. O Dep. Rodolfo Nogueira criticou as invasões de terras. O Dep. Afonso Hamm discorreu sobre a estiagem do Rio Grande do Sul e pediu ajuda do governo. O Dep. Lúcio Mosquini criticou o MST e defendeu a colonização da Amazônia. O Dep. Evair Vieira de Melo criticou o governo Lula, o MST e suas lideranças, além de defender o governo passado, fazendo diversos questionamentos ao Ministro. O Dep. Emanuel Pinheiro Neto perguntou sobre as políticas dos estoques reguladores, sobre os recursos do Plano Safra, se há alguma previsão para investir na área industrial de fertilizantes e qual o planejamento para os programas dos próximos anos. O Dep. Pedro Uczai disse que há uma herança maldita do governo anterior. Perguntou se a divisão de atribuições entre diversos órgãos pelos ministérios vai ajudar ou atrapalhar o MAPA. Por fim, questionou sobre os planos sobre o setor da pesca, da agricultura familiar e sobre como diminuir os custos da produção. O Dep. José Medeiros questionou sobre a Shein e o compartilhamento de tecnologias da Embrapa com a África. Chegando ao fim da reunião, o ministro colocou-se à disposição para atender a todos os Deputados que o procurarem, além de que responderia os questionamentos feitos por escrito, ante o fim do tempo para a reunião. Falou brevemente sobre a questão de leite, disse que não queria polemizar e que vai andar mais pelo Brasil para conhecer melhor a situação do país. Explicou, brevemente, sobre os programas de irrigação e recomposição das APP’s e defendeu o presidente Lula e a parte do MST que produz e não invade terras. Reiterou a necessidade de criar linhas de crédito ao setor e a importância do papel estratégico dos estoques. O Presidente agradeceu a todos e encerrou os trabalhos às catorze horas e doze minutos, antes, porém, convocou os senhores Deputados a participarem da Reunião de Audiência Pública, a ser realizada no dia 04 de maio, quinta-feira, às 10 horas, neste plenário, para debater os desdobramentos da eventual revisão do marco temporal. E, para constar, eu_____ __________________________, Fco Alexandre Pierre Barreto Lima, lavrei a presente Ata que, por ter sido aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Tião Medeiros________________________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx