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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO EXTERNA DESTINADA A REALIZAR O ACOMPANHAMENTO DOS DANOS CAUSADOS PELO AFUNDAMENTO DO SOLO NOS BAIRROS PINHEIRO, BEBEDOURO, MUTANGE E BOM PARTO, NA CIDADE DE MACEIÓ-AL, BEM COMO A TRATATIVA DE AÇÕES EFETIVAS RELACIONADAS À SITUAÇÃO DOS MORADORES DOS RESPECTIVOS BAIRROS.
56ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária
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ATA DA REALIZAÇÃO DE AUDIÊNCIA PÚBLICA DA COMISSÃO
EXTERNA DO AFUNDAMENTO DOS BAIRROS DE MACEÓ (PINHEIRO, MUTANGE, BEBEDOURO
E BOM PARTO). SÍNTESE Em
treze (13) dias do mês de Dezembro de dois mil e dezenove (2019), às
14h00min, A Comissão Externa do Afundamento do Solo em Bairros de Maceió
da Câmara do Deputados realizou audiência pública na cidade de Maceió, na
Igreja Batista do Pinheiro, com o fim de discutir novas ações prioritárias
para os bairros atingidos por afundamentos, com o intuito maior de ouvir a
população da localidade, para que possam ser dados novos encaminhamentos
na Comissão em Brasília, a fim de pleitear soluções efetivas para os
moradores e empresários das áreas afetadas. A audiência pública se deu sob
a presença do Relator da Comissão, Deputado Federal Marx Beltrão, e sob a
Presidência do Deputado João Henrique Holanda Calda (JHC) proponente e
presidente da Comissão, o qual considerou este momento como um marco
fundamental porque permitirá aos moradores que os seus apelos e demandas
sejam ouvidas em um ambiente com atmosfera oficial. Bem como considerou
que esta é a fase mais importante da Comissão, por que estão foram ouvidas
as pessoas as pessoas diretamente atingidas por uma eminente tragédia. Autoridades
presentes e que compuseram a mesa: Deputado
Federal Marx Beltrão e Relator da Comissão Externa; Senador Rodrigo Cunha;
Francisco Sales, Vereador por Maceió; Geraldo Vasconcelos, representante
do SOS Pinheiro; Presente a Assessoria da Deputada Federal Tereza Nelma;
Dirceu Buarque, Vice Presidente da Associação dos Empreendedores do
Pinheiro e dos demais bairros com afundamentos; Presente a FECOMERCIO (FEDERAÇÃO DO
COMÉRCIO DO ESTADO DE ALAGOAS); PASTOR WELLINGTON, o qual cedeu o
local para o evento; Presente
também a SINTEAL, o Conselho de Educação, FAMECAL, SOS Mutange, Associação
dos Moradores do Pinheiro e Mutange. O
Presidente da Comissão externa, Deputado
João Henrique Caldas,
deu início a uma breve abertura da presente audiência pública, logo em
seguida fora dada a palavra para o Relator da Comissão Externa Deputado
Marx Beltrão: O
qual elogiou o vereador Francisco
Sales e o Deputado JHC,
mencionando a grande responsabilidade que o mesmo tem com
ALAGOAS. Mencionou
que falta RESPEITO para com a POPULAÇÃO e que não se brinca com à vida das
pessoas, e que se precisa cobrar indenizações urgentes e que a culpa é sim
da BRASKEM, e que mesma usará todos os artifícios para se eximir da culpa
e não efetuar as devidas indenizações ou protelar tais pagamentos. E
que não se cansará até todas as pessoas serem indenizadas, que a empresa
está comprando o silêncio de alguns, mas do Deputados presentes não,
JAMAIS, e que o relatório da Comissão será imparcial, doa a que, doer. Novamente
reafirmou que está do lado do povo, desses que se sentem excluídos, e que
são as totais vítimas de todos os abusos, finalizou dizendo que as
propagandas da Braskem são omissas e mentirosas, e que as propagandas da
nova Maceió, só podem dizer
que existe uma nova Maceió quando incluir os bairros que estão
afundando. Dada
a palavra ao VEREADOR FRANCISCO SALES: Este
saudou à todos os presentes, em especial ao Deputado João Henrique Caldas,
o qual chamou de parceiro de labuta pelas causas nobres e justas, iniciou
falando da importância deste dia, dia em que o Congresso Nacional veio
para o bairro do Pinheiro. Parabenizou
os Deputados, o Senador Rodrigo Cunha, parabenizou Geraldo do SOS
Pinheiro, e a Deputada Tereza Nelma, o SINTEAL e o Conselho de Educação
também presente. Se
referiu a empresa BRASKEM como criminosa, onde tem comprado o silêncio de
muitos, lamentando-se. Pediu
de forma preventiva, há um ano e 9 meses, para atividade ser parada, qual
seja, à retirada da SALGEMA, mas foi acusado que ele queria atrapalhar a
economia do Município. Argumentou
que a BRASKEM já assume a sua responsabilidade, e que há dias atrás
alegava que não tinha nada a ver com tudo isso, ou seja, já encontramos o
verdadeiro culpado. Agora queremos soluções do Judiciário e do
Legislativo. Lamentou
a permissão de 40 anos atrás, que os representantes do estado deram para
que tal empresa viesse se instalar na região urbana. Se
referindo a falas anteriores, o mesmo afirmou que o importante não é o
criador, é o nascimento da causa, não é quem está saindo na foto, mas as
lutas dos envolvidos. Assim como também, os políticos que aderiram à
causa, estão sendo mais criticados do que os omissos, que não defendem o
povo e não cumprem o seu papel. Que
é preciso participar de todas as ações, não se pode ficar com os braços
cruzados, é necessário lutar de forma incisiva pelos direitos dessas
pessoas. E que não se pode esquecer que estamos brigando com uma empresa
criminosa, que seu DNA é da Odebrecht. Finalizou
trazendo com o exemplo do Gerson, morador do Pinheiro, onde viveu sua vida
toda com os seus pais, sua mãe de 74 (setenta e quatro) anos e seu pai de
78 (setenta e oito) anos, trabalharam à vida inteira para comprar casas, e
viviam dos alugueis dessas casas, hoje não possuem mais do que viver. E
que todo o comércio circular, como farmácias, supermercados, entre outros,
precisam de uma solução para saírem da localidade. Dada
a palavra ao Pastor
Wellington: Este
saudou à todos os presentes, em seguida declarou de forma clara e sem
delongas, que no final das contas todos estamos no mesmo barco, pois
elegemos políticos para proteger a família, mas cadê os líderes religiosos que
não estão aqui? Não importa
qual a sua ideologia, importa qual a sua LUTA. Diz
ainda que precisamos levantar as bandeiras, independente delas, que quanto mais nos dividimos por
motivos diversos, a BRASKEM se une e ganha força. Finalizou
elogiando o Deputado JHC,
agradecendo por ser o responsável por trazer a Câmara Federal ao
povo. Dada
a palavra ao Senador
Rodrigo Cunha: Iniciou
enfatizando que o Ministério do Desenvolvimento Regional foi claro quando
relatou que aqui poderia acontecer algo que ninguém poderia imaginar. Que
estamos diante de uma tragédia anunciada, já pronunciada por ele há um
tempo atrás. Que
ANN fiscalizava os relatórios da BRASKEM, acerca da atividade desenvolvida
na região que, ou seja, a própria BRASKEM se auto fiscalizava, pois os
relatórios analisados eram produzidos pela própria BRANKEM, onde maquiava
todos os problemas. Ressaltou
que, a primeira etapa urgente a ser colocada em prática é resguardar à
vida das pessoas e para onde essas pessoas serão realocadas, assim como
quem são os culpados, quem deve e quando devem
indenizar. Trouxe
o exemplo do Sr. Paulo, morador do Pinheiro que estava presente na
audiência pública, que mesmo estando em zona de risco, não recebeu o
aluguel social até o presente momento. Pois a burocracia e morosidade é
tão grande, que inclusive várias pessoas chegam a desistir.
Reiterou
que a sociedade civil necessita se organizar para ganhar mais força, que
entrou com Ações contra o IMA, IBAMA, MUNICÍPIO, UNIÃO, ANS e outros. Já
que as responsabilidades ficam sendo jogadas. Finalizou
reafirmando os seu compromisso, e que está à disposição da sociedade
alagoana. Dada
a palavra ao representante do SOS Pinheiro, Geraldo
Vasconcelos: Onde
saudou à todos os presentes em nome do Deputado JHC, e em seguida
reafirmou que o problema foi escondido, lamentando-se que só foi divulgado
de fato no mês de Outubro, na criação do SOS Pinheiro, quando de fato o
problema fora escancarado. Em
seguida alegou que não confia na Agência Nacional de Mineração, e que a mesma precisa ser
fiscalizada, e quanto ao plano de ação integrada, dizem que não há
participação popular por que é matéria técnica. Mas na verdade, o grande
intuito é excluir o povo. Inclusive, o
movimento SOS Pinheiro nunca foi convidado, estão sonegando informações de
forma criminosa. Outrossim,
um ponto a ser debatido e definido com extrema urgência, é o valor mínimo
para as indenizações, não se pode deixar a BRASKEM pagar o quanto achar
que deve. Dada
à palavra ao Sr. Dirceu Buarque, Vice Presidente da Associação dos
Empreendedores do Pinheiro e dos demais bairros com
afundamentos: Relatou
às dificuldades encontradas pelos empreendedores destas regiões afetadas e
condenadas, suas vidas inteiras foram dedicadas a tais negócios, estão
perdidos e sem ajuda, bem como com poucas informações, ou informações
desencontradas. Outro
fato importante que o mesmo mencionou, quanto a conduta da empresa de
energia elétrica (Equatorial), onde a mesma tem cortada sem piedade à
energia elétrica dos empreendedores do Pinheiro, estes que mal estão
conseguindo pagar os seus fornecedores, quanto mais os serviços
essenciais. Depois que tiveram tantos prejuízos com a perda de grande
número clientela. Em
seguida a população fora ouvida, trazendo perguntas, questionamentos e
ideias: Dada
a palavra a Sra. GRAÇA CARVALHO, Assessora Técnica da
FECOMERCIO: Esta
enfatizou que gostaria de um olhar especial em relação ao Tributos da
Esfera Federal, e que conseguiu benefícios e isenções no âmbito tributário
municipal para os comerciantes da região, e que está lutando para que a
receita federal, isente o imposto de renda desses comerciantes, para que
os mesmos consigam recomeçar e respirar, ou seja, salvarem a sua pele,
gerar empregos e manter empregos. Outrossim,
esses empreendedores precisam de facilitação de crédito, remissão e
anistia de dívidas de forma urgente. Dada
a palavra ao Sr. Geanderson (morador do bairro do
Pinheiro): Morador
do bairro do Pinheiro desde que nasceu, e a sua maior preocupação acerca
do assunto é a falta de informações claras, está tudo muito duvidoso, e o
estado não fala abertamente sobre o assunto. Relatou
que a BRASKEM apresentou um novo mapa, um mapa menor, para atender com
urgência uma área menor, e que não se sabe ao certo quantos bairros estão
de fato afetados. E que a empresa Braskem pensa somente em dinheiro, e que
a população pensa na vida, na sua vidas que podem ser ceifadas a qualquer
momento, e que as informações não podem ser omissas. As autoridades também não podem se
omitir, a população precisa saber de fato até onde está o perigo? e a
verdadeira responsabilidade de todos os envolvidos. A chefia de estado tem
responsabilidade, poder executivo precisa ser responsabilizado por sua
omissão, pois não é de hoje que o estado recebe alertas da
situação. Dada
a palavra ao Sr. Paulo do Mam (morador do bairro do
Pinheiro): Este
enfatizou que o modelo de trabalho da Braskem para extrair o mineral é
colonial, os mesmo usado em Brumadinho e em Mariana, cidades vítimas de
desastres com empresas de mineração. Cobra
também por respostas da Defesa Civil, Município e da União, assim como os
moradores precisam participar de tudo que diz respeito às suas vidas, não
podemos esperar uma tragédia acontecer, a vida não tem
preço. Bem
como cobrou pelas indenizações e que as pessoas precisam ir para um lugar
seguro. Levantou a questão controvérsia em que a Braskem quer ir pro norte
do estado, fato que não pode acontecer pela soberania
popular. Dada
a palavra ao Sr. Samuel (representante do bairro do
Pinheiro): Deu
início a sua fala dizendo que a deveria estar presente na audiência
pública realizada toda a Bancada Federal de Alagoas, Câmara de Vereadores,
Deputados Estaduais e o Executivo. Outrossim,
sabe-se quem são os responsáveis pelo afundamento dos bairros, e que essas
pessoas precisam de um tratamento com mais respeito. Bem
como, essa população precisa ser indenizada o mais rápido possível, por
que esperar mais? Eles estão com medo, estão ficando
doentes. Dada
a palavra ao Sr. Arnaldo (Presidente da Associação dos Moradores do
Mutange). O
senhor Arnaldo trouxe à público um registro que aconteceu no bairro do
Mutange, que um secretário do Município (pessoa direta ligada ao prefeito)
se deslocou até o bairro, e alegou que os moradores da região descem o
morro para trabalharem nos sinais, e que estes não pagam impostos e etc. Lamentou
o ocorrido e informou que ali existe pessoas pobres, mas de bem e que
acima de tudo merecem o respeito de todos, mesmo que o trabalho destes
seja realizado no sinais. Lamenta
que a Defesa Civil está compactuando com situações constrangedoras, bem
com a mesma ficou responsável por ampliar as áreas de risco, diz que tem
15 minas de várias profundidades, porém a forma que estão agindo é absurda
e duvidosa, fizeram um a linha no meio das ruas, onde de um lado as
pessoas vão sobreviver e do outro irão morrer. Essas pessoas precisam de
ajuda, de alguém que interceda por elas. Quanto
as áreas de risco alto, que são as áreas de encostas, os moradores serão
realocados para as novas unidades habitacionais, porém a população nunca
foi ouvida a respeito disso, e em relação a nenhuma medida. E isso é
absurdo, eles são os injustiçados, as vítimas de toda a situação, e nunca
nem foram ouvidas. Dada
a palavra a Sra. Josefa da Conceição (Diretora do
SINTEAL) Onde
iniciou relatando o descompromisso dos Órgão Públicos com toda essa
situação, onde as pessoas caíram no esquecimento, seus projetos, suas
vidas e sonhos estão sendo exterminados. Que
o sindicato está na beira da lagoa, localizado no bairro do Mutange, e
terão que desocupar o espaço, irão perder todo o seu patrimônio de valor
histórico e simbólico. Relatou
que seis escolas da rede municipal e estadual foram fechadas, passaram um
ano inteiro sem aulas, que informações foram cobradas da secretaria de
educação, e não houve resposta satisfatória. Que
as crianças foram realocadas para uma outra escola, em um outro bairro, no
Tabuleiro dos Martins, e que por ser distante o transporte é precário e de
péssima qualidade. Outrossim,
estamos diante de uma perda histórica para educação, escolas e colégios
sendo fechados, a exemplo do colégio Bom Conselho, de história relevante
para a educação do estado. Quanto
as desocupações e indenizações desses imóveis, a previsão é que dia 18
comecem as tratativas. Dada
a palavra ao Sr. Antônio Sabino (representante da
FAMECAL) Deu
início a sua fala pedindo clareza dos relatórios apresentados quanto a
verdadeira situação dos bairros, sendo um relatório da CPRM e de uma
empresa alemã contratada pela BRASKEM. Pediu uma maior transparência sobre
o grave problema, e uma terceira avaliação por uma empresa imparcial e
idônea. Se
referiu ao IMA, como omisso, fazendo apenas ouvido de mercador, não se
posicionando, bem como as demais instituições, todas omissas.
Trazido
o caso já mencionado anteriormente, sobre o secretário que agiu de forma
preconceituosa com os moradores do Mutange, este completou que o
secretário acusou os moradores de não pagarem energia e água, bem como
nenhum imposto, pois vivem no sinal como flanelinhas, chamando-os de
clandestinos, esquecendo-se que são pessoas que não possuem oportunidades
de trabalhos, excluídos socialmente pelo estado e município. Finalizou
pedindo a representação deste secretário, para que o mesmo se retrate
perante a população do bairro do mutange. Outrossim,
pede a posição da presente comissão, sobre a permanência da BRANKEM no
estado de Alagoas. Dada
a palavra a Sra. Aline (representante da população) Inicialmente
relatou que no final desse ano tem resposta sobre os laudos das minas
restantes, que todos os laudos se tornarão públicos, para depois
confrontar com os laudos da CPRM, pediu providências e encaminhamentos
sobre os laudos. Também
informou que o PLANO DE AÇÃO INTEGRADA, será publicado pelo Governo
Federal. Entretanto alega que tal plano não pode ter legitimidade, pois a
população não foi ouvida. Dada
a palavra a Sra. Marione (Médica, pesquisadora da UFAL e moradora do
bairro pinheiro): De
início com a seguinte indagação: Que não sabia que teria que fazer uma
pesquisa geológica para comprar a sua casa, e que quando apareceu a
primeira rachadura em sua residência, não houveram informações claras, as
mesma teve que correr atrás para descobrir o
problema. Também
afirmou que Prefeitura e Governo estão totalmente omissos. Sendo tal
postura totalmente absurda e desumana. Dada
a palavra ao Sr. Lucas (membro da comissão do SOS
Pinheiro): Levantou
os seguintes questionamentos: Que o Estado autorizou a Braskem a explorar
a região, não fiscalizou à atividade e só pensou em ser beneficiado pelos
impostos recolhidos pela empresa, ou seja, o estado é solidariamente
responsável. Também
relatou os juros abusivos aplicados pela Caixa Econômica Federal, os quais
precisam ser reduzidos com urgência, sendo isso não um favor, mas uma
obrigação, pois a União foi omissa, compactuou com à atividade ilícita
exercida pela empresa Braskem. Completou
afirmando que as pessoas passarão de 10 (dez) a 15 (quinze) para receberem
suas indenizações, pediu para que os deputado trabalhassem nisso, para que
a injustiça não impere. Dada
a palavra ao SOS Mutange: Falou
sobre sua indignação quanto as áreas definidas como de resguardo, onde
foram divididas as ruas, um lado da rua com proteção, definida como
resguardo, outra sem proteção, sendo que a diferença entre elas são de
somente 2 metros. O mesmo questionou veemente esse procedimento, cobra uma
explicação sensata da empresa. Dada
a palavra a Sra. Luísa Amaral (da igreja do bairro do
Pinheiro): A
moradora pediu encarecidamente um olhar mais sensível para as mulheres do
bairro do Pinheiro, pede compromisso da bancada federal
alagoana. Dada
a palavra a Sra. Aline Brandão
(moradora) A
mesma informou que a CEF está com os pagamentos dos financiamentos
imobiliários suspensos, mas não abriu o sinistro, pois a mesma alega que
só quitará o imóvel com laudo definitivo dos bairros atingidos, pois nem a
defesa civil deu parecer para os moradores saírem em
definitivo. A
moradora também levantou um questionamento importante, relativo a compra
do primeiro imóvel, pois quem realiza a primeira compra possui abatimento
na taxa cartorária, assim, como ficará a situação de quem for comprar um
novo imóvel, será injustos não possuir o mesmo abatimento, já que a compra
do primeiro imóvel fora completamente frustrada. Aproveitando
o ensejo, a mesma perguntou se em fevereiro o aluguel social será
renovado? Dada
a palavra a Sra. Claudia Pedrosa (Associação dos moradores do
Pinheiro): Iniciou
enfatizando que os empreendedores não possuem aluguel social, são
esquecidos e excluídos, como se tivessem condições para viver, mesmo
depois de terem perdido mais de 80% da clientela. A mesma relata que possui um
negócio da família, uma padaria há mais de 40 anos no bairro. Que o pai
trabalhou 30 anos junto com a sua mãe, para construir o patrimônio que tem
hoje, e infelizmente a herança da família está indo para o
ralo. Relata
que os hospitais da região receberam notificação para pararem à atividade
e saírem do bairro em seis meses, mas que sua família não recebeu nenhuma
notificação, e se pergunta o por que os hospitais devem sair e sua família
não, porque tamanha discrepância de informações, uma vida vale mais que
outra? Portanto,
parece que o governo está forçando os empreendedores a saírem por conta
própria, para de alguma forma diminuir a responsabilidade
deles. Finalizou
afirmando que culpa não é só da Braskem, as autoridades foram coniventes,
e devem pagar por suas parcelas de culpa. E que os órgãos competentes
deveriam resolver toda essa situação e posteriormente cobrarem da Braskem.
O povo se sente abandonado, precisando chorar em todos os órgãos, de
secretaria em secretaria, é uma situação humilhante e
vexatória. Ao
encerrarem os debates, foi dada a palavra para as considerações finais ao
Coordenador e Presidente da DA COMISSÃO EXTERNA DO AFUNDAMENTO
DOS BAIRROS DE MACEÓ (PINHEIRO, MUTANGE, BEBEDOURO E BOM PARTO), bem como
da presente audiência pública – DEPUTADO JOÃO HENRIQUE
CALDAS:
Deu
início as consideração finais agradecendo ao momento de grande alegria e
emoção que foi realizado com a presença de tantos moradores, bem como das
autoridades presentes e que realizaram um debate extremamente
proveitoso.
Todavia, se já tinha certeza que a jornada seria grande, hoje só
ratificou esse desejo, que a luta será árdua. Que não medirá esforços, que
está literalmente defendendo a causa e levantando a
bandeira. Assim
fez um breve resumo de sua jornada parlamentar, de todas as suas lutas por
justiça, e as injustiças que teve que revelar, a exemplo da Caixa Preta da
Assembleia Legislativa de Alagoas; da criação da Comissão das Enchentes,
onde milhares de pessoas estavam desabrigadas, vivendo em barracas, em
condições desumanas e o dinheiro no cofre do estado, onde queriam
beneficiar construtoras e empresas e assim retirou aquelas pessoas das
barracas e as colocou em casas dignas, entre tantas outras situações que
foi atuante. Que
cobrará de forma eficiente dos órgãos responsáveis uma solução digna para
os moradores, e que desde a criação da Comissão grandes passos já foram
dados, bem como estão prestes a realizar um acordo com a Braskem que possa
beneficiar todos, e que nenhuma injustiça prevaleça. Nada mais foi declarado Finalizou, disponibilizando a toda sociedade em geral os telefones e e-mail da Comissão Externa da Câmara dos Deputados. Encerrando a presente reunião. |