> Pauta - CAPADR - 31/05/2022 10:00

COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL

56ª Legislatura - 4ª Sessão Legislativa Ordinária

 

ATA DA OITAVA REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA (AUDIÊNCIA PÚBLICA)

REALIZADA EM TRINTA E UM DE MAIO DE 2022.

 

Às dez horas e seis minutos do dia trinta e um de maio de dois mil e vinte e dois, reuniu-se a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento Rural, no Anexo II, Plenário 06, Câmara dos Deputados, com a PRESENÇA dos(as) Senhores(as) Deputados(as): Domingos Sávio e Emidinho Madeira - Vice-Presidentes; Alceu Moreira, Charles Fernandes, Evair Vieira de Melo, Giovani Cherini, Neri Geller e Zé Silva - Titulares; Benes Leocádio, Luizão Goulart, Osires Damaso, Padre João e Pedro Westphalen - Suplentes. Compareceram também os Deputados Carlos Henrique Gaguim e Coronel Chrisóstomo, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Aelton Freitas, Afonso Hamm, Airton Faleiro, Aline Sleutjes, Aroldo Martins, Beto Faro, Bosco Costa, Carla Zambelli, Caroline de Toni, Celso Maldaner, Cristiano Vale, Edna Henrique, Expedito Netto, General Girão, Giacobo, Heitor Schuch, Hélio Leite, Jaqueline Cassol, Jerônimo Goergen, João Daniel, Jose Mario Schreiner, Josias Gomes, Junior Lourenço, Lucio Mosquini, Luiz Nishimori, Magda Mofatto, Mara Rocha, Marcelo Moraes, Marcon, Nelho Bezerra, Onyx Lorenzoni, Paulo Bengtson, Pedro Lupion, Raimundo Costa, Sergio Toledo, Tereza Cristina, Tito, Valmir Assunção, Vilson da Fetaemg e Zé Vitor. ABERTURA – O Presidente em exercício, Deputado Zé Silva - SOLIDARIEDADE/MG, declarou aberta a audiência pública, cumprimentou a todos, agradeceu a presença dos parlamentares e convidados, explicou as regras procedimentais e esclareceu que, de acordo com a Resolução nº 107/2021, a participação dos parlamentares dar-se-ia de modo presencial ou remoto, via plataforma de videoconferência. Em seguida, esclareceu que a reunião, objeto do Requerimento nº 08/2022, de sua autoria e do Deputado Alceu Moreira, tinha por finalidade debater sobre a instituição do “Dia Nacional do Queijo Artesanal". Após breves comentários sobre a temática, com uma pequena apresentação do tema pelo Presidente em exercício, a palavra foi repassada ao segundo autor do requerimento. O Deputado Alceu Moreira explicou que há anos tentam regulamentar o queijo artesanal, mas o tema foi obstruído em diversas ocasiões por interesses alheios. A lei foi aprovada, mas o decreto regulamentador, que já passou por diversas instâncias do executivo, ainda não. Ressaltou que o registro histórico de um produto é classificado quanto à cor, ao sabor e ao odor dos alimentos por tradições de uma região. Porém, há um esforço enorme para criminalizar uma atividade digna, que é a produção de queijos, devido a interesses de grandes empresas e burocracia estúpida do governo. Finda a fala do segundo autor, o Presidente em exercício passou a anunciar os seguintes convidados: ROGER VIEIRA, Diretor do Departamento de Patrimônio Imaterial do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional - IPHAN; MARCELLA ALVES TEIXEIRA, Coordenadora-geral de Produção Animal do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento - MAPA;  MICHELLE CARVALHO, Pesquisadora da Universidade Federal de Santa Catarina - UFSC; EUDES BRAGA, Presidente da Associação dos Produtores de Queijo Minas Artesanal do Cerrado – APROCER; e VALDIR MAGRI, Diretor da Cooperativa de Crédito Rural Seara - CREDISEARA. Após breves esclarecimentos, a palavra foi repassada aos convidados. A Sra. MARCELLA ALVES TEIXEIRA discorreu sobre o mercado de queijo artesanal no Brasil. Ressaltou que, ao vincular um produto a sua origem histórica e regional, agrega-se valor e aumenta-se a renda do produtor, ajudando na sucessão rural. Há normas específicas quanto às questões sanitárias, contudo, não podem impedir, indevidamente, a produção e a comercialização do queijo artesanal tradicional. O Sr. ROGER VIEIRA explicou que, dentro do conceito de “patrimônio histórico imaterial”, inclui-se alimentos, como o queijo. Esses sabores tradicionais brasileiros precisam ser protegidos em lei ante a sua importância histórica, familiar e cultural. As tradições são difíceis de se manter, por isso, as pesquisas para suas caracterizações, desenvolvidas pelo IPHAN, são importantes e precisam avançar, inclusive, nas políticas públicas culturais quanto ao queijo tradicional, assegurando o direito de comercializá-lo pelos produtores. A Sra. MICHELLE CARVALHO falou sobre os gargalos que impedem a legalização dos pequenos produtores e os avanços trazidos pela Lei nº 13860/2019, tecendo diversos elogios. Porém, precisa do decreto regulamentador que, até agora, não saiu, prejudicando os pequenos produtores de leite e criminalizando a atividade. O Sr. EUDES BRAGA descreveu algumas conquistas do setor, tecendo elogias à Emater e à Aprocer. Informou que os produtores querem ter o direito de comercializar seus produtos, com qualidade e segurança. Porém, na ausência do citado decreto regulamentador, os produtores rurais são tratados como criminosos e suas atividades como clandestinas. A atividade deve ser valorizada, não criminalizada, para gerar renda e ajudar no sustento do produtor e incentivar a sucessão rural. O Sr. VALDIR MAGRI parabenizou pela inciativa da instituição do dia do queijo artesanal. Apesar de viver numa região de queijo colonial, nenhuma propriedade foi certificada ainda ante os impedimentos gerados pelo governo. Todos os produtores de queijo artesanal possuem produções pequenas, algumas com qualidade tão elevada que ganharam prêmios internacionais. Por isso, se há qualidade e tradição, não se pode colocar encargos e burocracias que desestimulem o setor. Após a apresentação dos convidados, o Presidente em Exercício abriu a palavra à plateia: Louise, representante da Emater/DF; e Isaac Sassi, Assessor da Asbraer. Fizeram ainda o uso da palavra os Deputados: Domingos Sávio, Benes Leocádio e Emidinho Madeira.  Findas as considerações finais, o Presidente em exercício agradeceu a todos e encerrou os trabalhos às onze horas e cinquenta e oito minutos, antes, porém, convocou os senhores Deputados a participarem da Reunião Deliberativa Extraordinária, a ser realizada no dia primeiro de junho de 2022, quarta-feira, às 10h, para debater as proposições constantes na pauta. E, para constar, eu ______________________, Alexandre Pierre Barreto Lima, lavrei a presente Ata que, por ter sido aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Giacobo______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. xxxxxxxx