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Aos
doze dias do mês de junho do ano de dois mil e dezenove, às onze horas e
trinta e oito minutos, no plenário oito do Anexo II da Câmara dos
Deputados, reuniu-se, extraordinariamente, a Comissão de Defesa do
Consumidor, para realização de reunião de audiência pública. Compareceram os deputados João
Maia - Presidente; Acácio Favacho, Jorge Braz e Felipe Carreras -
Vice-Presidentes; Beto Pereira, Capitão Wagner, Célio Moura, Celso
Russomanno, Chiquinho Brazão, Coronel Tadeu, Eli Borges, Eros Biondini,
Gurgel, Ivan Valente, Pedro Augusto Bezerra, Perpétua Almeida, Ricardo
Teobaldo, Vinicius Carvalho e Weliton Prado - titulares; Aureo Ribeiro,
Darci de Matos, Dr. Frederico, Felício Laterça, Franco Cartafina, Gilson
Marques , Greyce Elias, Márcio Marinho e Ricardo Izar – suplentes.
Compareceram também os Deputados Carlos Henrique Gaguim, Delegado Marcelo
Freitas, Evair Vieira de Melo e Pinheirinho, não-membros. Deixaram de
comparecer os Deputados Efraim Filho, Fred Costa e Uldurico Junior.
Abertos os trabalhos pelo Presidente, Deputado Felipe Carreras, passou-se
à ORDEM DO DIA: Audiência
Pública destinada a debater as “Políticas de restrição à gordura trans”,
nos termos do Requerimentos nº 33 /2019, dos deputados Felipe Carreras e
Felício Laterça, com a presença dos seguintes convidados: Tiago Lanius
Rauber, Gerente de Padrões e Regulação de Alimentos da Agência Nacional de
Vigilância Sanitária – Anvisa; Alexandre Nocachi, Diretor de Assuntos
Regulatórios e Científicos da Associação Brasileira da Indústria de
Alimentos – Abia; Isabela Sattamini, Representante do Conselho Federal de
Nutrição – CFN; e Patrícia Gentil, Representante do Instituto Brasileiro
de Defesa do Consumidor – Idec. Antes da composição da Mesa, o Presidente,
Deputado Felipe Carreras, agradeceu aos membros da Associação Brasileira
de Nutrição, do Conselho Nacional de Nutrição, dos conselhos regionais e
das associações regionais. Ressaltou que essa audiência foi uma pauta
estabelecida por essas entidades, e que o objetivo comum seria o de
trabalhar pela eliminação das gorduras trans industriais, visto que os
gastos com saúde no Brasil foram estimados em 9,5% do PIB, e que o custo
médio das doenças cardiovasculares foi estimado em 0,7% do PIB. Ressaltou que o fim das gorduras trans pode ter um impacto
de grande escala na prevenção de doenças cardiovasculares. A Organização
Mundial de Saúde recomenda que, em todo mundo, até 2023, o consumo total
de gordura trans seja limitado a menos de 1% do consumo total de calorias
consumidas pelas pessoas. Acrescentou que vinte e oito países já adotaram
regulação obrigatória para diminuir ou eliminar o consumo de gordura trans
industrial. Entretanto, no Brasil, em 2016, após uma audiência pública
sobre o assunto, constatou-se que as iniciativas para reduzir o consumo de
gordura trans não estão sendo suficientes para a proteção da saúde da
população. Dessa forma, o Deputado Felipe Carreras pediu a realização do
debate, para reverter os parâmetros estabelecidos no texto alternativo ao
PL 7681/2017, o qual aceita até 5% dessa gordura em alimentos processados,
o que, segundo os profissionais presentes à audiência pública, não é o
suficiente para deter o avanço dos problemas cardiovasculares. O
Presidente convidou os expositores para tomarem assento à mesa e discorreu
sobre as normas regimentais que disciplinariam a reunião. Inicialmente, a
palavra foi concedida ao representante da Anvisa, que informou que o
processo de regulação dos alimentos com este tipo de componente começou em
2015. Baseada nas experiências de outros países, a Anvisa trabalha com
três opções, que têm percentuais diferentes de redução do uso de gordura
trans, tanto na fabricação quanto no produto final. A proposta de
regulação deve ser aberta à consulta pública. O representante da Abia
observou que há barreiras tecnológicas para substituir a gordura trans,
mas que de 2008 até 2016 mais de 310 mil toneladas de gordura trans foram
retiradas de alimentos ultraprocessados feitos no Brasil. A Associação
defendeu uma legislação que seja factível, que seja possível de ser
implementada, mas também fiscalizada. A representante da Associação
Brasileira de Nutrição afirmou que a maioria desses alimentos está
direcionada ao público infanto-juvenil, e que já é comum casos de crianças
de cinco anos com obesidade e colesterol alto devido à gordura trans nos
alimentos industrializados. Finalizando a fase de explanações, a
representante do IDEC alertou que trabalhos científicos mostraram que há
14 denominações diferentes para gordura trans nas embalagens, e que na
maioria dos alimentos pesquisados havia mais gordura trans do que o
informado no rótulo. Na fase dos questionamentos, os autores dos
requerimentos, Deputados Felipe Carreras e Felício Laterça, fizeram seus
questionamentos e o Presidente franqueou a palavra aos palestrantes
convidados, para responderem aos questionamentos. Encaminhando para o
término da reunião, os palestrantes tecerem suas considerações finais. O
Deputado Felipe Carreras solicitou as notas taquigráficas da reunião e seu
envio para o gabinete do parlamentar. Encerramento: Nada mais havendo a
tratar, o Presidente agradeceu a todos pela presença e encerrou os
trabalhos às treze horas e vinte minutos. Antes, porém, convocou os
membros da Comissão para reunião de audiência pública conjunta com a
Comissão dos Direitos da Pessoa Idosa, para debater o “Abuso na oferta e
concessão de empréstimos consignados para aposentados e beneficiários do
INSS”, a ser realizada hoje, dia doze de junho de dois mil e dezenove, no
plenário onze, às quatorze horas. O inteiro teor da reunião foi gravado,
passando o arquivo de áudio a integrar o seu acervo documental. E, para
constar, eu
............................................................................................Lilian
de Cássia Albuquerque Santos, Secretária-Executiva, lavrei a presente Ata,
que, lida e aprovada, será assinada pelo Presidente,
.......................................................................
Deputado João Maia, e encaminhada à publicação no Diário da Câmara dos
Deputados.
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