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Às
quatorze horas e cinquenta e três minutos do dia vinte e três de agosto de
dois mil e dezessete, reuniu-se ordinariamente a Comissão de Segurança
Pública e Combate ao Crime Organizado, no Anexo II, Plenário 06 da Câmara
dos Deputados, com a PRESENÇA dos Senhores Deputados Capitão Augusto -
Presidente; Delegado Edson Moreira, Givaldo Carimbão e Alberto Fraga -
Vice-Presidentes; Aluisio Mendes, Arnaldo Faria de Sá, Delegado Éder
Mauro, Delegado Francischini, Eliziane Gama, Gilberto Nascimento, Glauber
Braga, Gonzaga Patriota, Guilherme Mussi, Keiko Ota, Laerte Bessa,
Laudivio Carvalho, Laura Carneiro, Marcos Reategui, Moses Rodrigues, Onyx
Lorenzoni, Rocha, Ronaldo Martins e Subtenente Gonzaga - Titulares; Cabo
Sabino, Delegado Waldir, Hugo Leal, João Rodrigues, Julio Lopes, Lincoln
Portela, Magda Mofatto, Major Olimpio, Marcelo Delaroli, Marcelo Matos,
Pastor Eurico, Pedro Chaves, Silas Freire, Vinicius Carvalho e Vitor Valim
– Suplentes. Compareceram também os Deputados Carlos Henrique Gaguim,
Evair Vieira de Melo, Flavinho e Sóstenes Cavalcante, como não-membros.
Deixaram de registrar presença os Deputados Alexandre Leite, Eduardo
Bolsonaro, Eduardo da Fonte, João Campos, Mauro Lopes, Reginaldo Lopes,
Robinson Almeida e Sabino Castelo Branco. ABERTURA: Havendo número
regimental, o Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou à
apreciação do Plenário a Ata da 26ª e 27ª reuniões, cujas leituras foram
dispensadas por solicitação do Deputado Alberto Fraga. Em votação, as Atas
foram aprovadas. EXPEDIENTE:
Informou o Presidente que a Comissão havia recebido correspondência da
Empresa Eletrobras – Eletronuclear, encaminhando relatórios de auditoria
realizada pelo Tribunal de Contas da União sobre os procedimentos de
segurança adotados pela Eletronuclear, e convidando o Presidente e demais
membros da Comissão para uma visita à Central Nuclear Almirante Álvaro
Alberto – CNAA. Informou, ainda, que no período de 17 a 23 de agosto de
2017 haviam sido feitas duas designações de relatoria. ORDEM DO DIA. REQUERIMENTO
Nº 247/17 -
do Sr. Lincoln Portela e outros - que "Requer a realização de Audiência
Pública e que sejam convidados representantes dos Sindicatos e Associações
dos agentes penitenciários, visando a discutir a instituição do Dia
Nacional do Agente Penitenciário". O autor leu o Requerimento e em seguida
pediu a palavra o Deputado Laudivio Carvalho, que solicitou para
subscrever o requerimento. O Deputado Alberto Fraga, por sua vez, disse
que apoiava a ideia da criação da data, mas argumentou que a realização da
audiência pública era desnecessária. Disse que, não obstante, gostaria de
subscrever o Requerimento. O Deputado Silas Freire falou em apoio ao
Requerimento. Também foram subscritores os Deputados Subtenente Gonzaga,
Silas Freire, Onyx Lorenzoni, Marcelo Delaroli e Capitão Augusto. Em
votação, o Requerimento foi aprovado. PROJETO DE LEI Nº 6.662/16 -
da Comissão Especial destinada a elaborar proposta de Lei Orgânica da
Segurança Pública no Brasil - que "Dispõe sobre a Lei Orgânica da
Segurança Pública". RELATOR: Deputado ALBERTO FRAGA. PARECER: pela
aprovação, com substitutivo. O Presidente informou haver sobre a mesa
Requerimento – do Deputado Delegado Waldir – solicitando a retirada de
pauta da Proposição. O Deputado Alberto Fraga disse que, na verdade, o
interesse na retirada de pauta era do Poder Executivo e, ao fazê-lo,
criticou tal atitude, pois em sua opinião o assunto era de grande
importância e encontrava-se pronto para ser apreciado. Com a palavra, o
Deputado Delegado Waldir disse que era favorável à criação da lei orgânica
e explicou que o Governo pedia um prazo maior para discutir a Proposição
com mais profundidade. Em votação, o Requerimento foi aprovado e a
proposição foi retirada de pauta. PROJETO DE LEI Nº 836/15 -
do Sr. Pauderney Avelino - que "Altera a Lei n° 12.505, de 11 de outubro
de 2011, que "Concede anistia aos policiais e bombeiros militares dos
Estados de Alagoas, de Goiás, do Maranhão, de Minas Gerais, da Paraíba, do
Piauí, do Rio de Janeiro, de Rondônia, de Sergipe, da Bahia, do Ceará, de
Mato Grosso, de Pernambuco, do Rio Grande do Norte, de Roraima, de Santa
Catarina, do Tocantins e do Distrito Federal, punidos por participar de
movimentos reivindicatórios", para acrescentar os Estados do Paraná, do
Mato Grosso do Sul, do Acre e do Amazonas". (Apensado: PL 5528/2016).
RELATOR: Deputado ALBERTO FRAGA. PARECER: pela rejeição deste e pela
aprovação do PL 5.528/2016, apensado, com substitutivo. O Presidente
informou haver Requerimento de retirada de pauta da proposição, de autoria
do Deputado Delegado Waldir, que explicou que se tratava de uma
solicitação do Poder Executivo, que gostaria de estudar melhor a matéria.
O Deputado Alberto Fraga disse que não encaminharia contrariamente ao
Requerimento, mas afirmou tratar-se de mais uma atitude protelatória do
Governo Federal. O Deputado Delegado Waldir disse que compartilhava da
indignação do Deputado Alberto Fraga e lembrou que no Estado de Goiás
havia vários municípios sem delegado de polícia e sem policiais militares
por falta de verbas. Ainda assim, continuou o Deputado, o governador
daquele Estado havia aumentado, no dia anterior, o valor das diárias pagas
aos secretários estaduais e a ele próprio. O Deputado Marcelo Delaroli
também manifestou seu descontentamento com a retirada de pauta, por se
tratar de matéria de suma importância para a categoria dos policiais
militares. Em votação, o Requerimento foi aprovado. PROJETO DE LEI Nº
5.074/16 - do Senado Federal - Otto Alencar - (PLS 730/2015) - que
"Dispõe sobre a investigação criminal e a obtenção de meios de prova nos
crimes praticados por intermédio de conexão ou uso de internet".
RELATOR: Deputado MAJOR OLIMPIO. PARECER: pela aprovação, com emenda.
Vista ao Deputado Delegado
Waldir, em 16/08/2017. O parecer foi lido durante a reunião, em
16/08/2017. O Presidente anunciou a existência de requerimento, do
Deputado Delegado Waldir, para retirada de pauta da proposição. O Deputado
Delegado Waldir disse que gostaria de um tempo maior para analisar os
termos jurídicos do Projeto. Em votação, o Requerimento foi aprovado.
PROJETO DE LEI Nº 5.937/16 - da Sra. Jô Moraes - que "Inclui um
inciso III ao art. 3º da Lei nº 10.029, de 20 de outubro de 2000, e altera
a redação do art. 8º-B da Lei nº 11.530, de 24 de outubro de 2007, criando
a possibilidade de prestação de serviço voluntário, nas forças auxiliares
e reserva do Exército, do reservista de 1ª categoria, que concluiu o
serviço militar obrigatório nas condições que estabelece". RELATOR:
Deputado CABO SABINO. PARECER: pela aprovação, com substitutivo. Vista ao
Deputado Alberto Fraga, em 12/07/2017. Discussão encerrada em 05/07/2017.
Em votação, o parecer foi aprovado. PROJETO DE LEI Nº 7.981/14 -
do Sr. Guilherme Mussi - que "Dispõe sobre o treinamento de tiro dos
integrantes dos órgãos de segurança pública". RELATOR: Deputado
LINCOLN PORTELA. PARECER: pela aprovação, com substitutivo. Vista conjunta aos Deputados Cabo
Sabino e Eliziane Gama, em 03/05/2017. O Deputado Lincoln Portela leu o
parecer e, em seguida, o Deputado Cabo Sabino indagou ao relator se seria
possível acrescentar, ao art. 2º do Substitutivo, a expressão “... em nova
avaliação não superior a 30 dias...”. A sugestão foi aceita pelo relator.
Em votação, o parecer, com complementação de voto, foi aprovado. O
Deputado Alberto Fraga
solicitou à Presidência que procurasse obter informações sobre o estado de
saúde do Deputado Sabino Castelo Branco, que se encontrava internado em
estado grave. O Presidente disse que buscaria informações e comunicaria
aos membros da Comissão. PROJETO DE LEI Nº 393/15 - do Sr.
Lelo Coimbra - que "Acrescenta dispositivo à Lei nº 9.503, de 23 de
setembro de 1997, que institui o Código de Trânsito Brasileiro". RELATOR:
Deputado VITOR VALIM. PARECER: pela aprovação deste, na forma do
substitutivo adotado pela Comissão de Viação e Transporte. O Deputado
Vitor Valim leu seu parecer e, como não havendo quem quisesse discuti-lo,
o Presidente anunciou sua votação. O Deputado Glauber Braga, então,
solicitou vista do Projeto. Num primeiro momento a vista foi concedida,
mas imediatamente a Presidência, desculpando-se pelo equívoco da Mesa,
informou que seria impossível o acatamento do pedido, pois a fase de
votação da matéria já havia sido anunciada. Colocado em votação o parecer
foi aprovado. Absteve-se o Deputado Glauber Braga. PROJETO DE LEI Nº
768/15 - do Sr. Carlos Henrique Gaguim - que "inclui um inciso VI ao
caput e altera a redação dos parágrafos 7º e 8º, todos do art. 4º da Lei
nº 10.201, de 14 de fevereiro de 2001, que "institui o Fundo Nacional de
Segurança Pública - FNSP, e dá outras providências", para prever a
alocação de recursos destinados à construção de unidades habitacionais
para policiais e bombeiros militares, nas condições que especifica".
(Apensados: PL 858/2015, PL 2922/2015 (Apensado: PL 3167/2015 (Apensados:
PL 3214/2015 e PL 7312/2017)), PL 5787/2016 e PL 7854/2017). RELATOR:
Deputado MAJOR OLIMPIO. PARECER: pela aprovação deste, e dos PLs nºs
858/2015, 2.922/2015, 5.787/2016, 7.854/2017, 3.167/2015, 3.214/2015, e
7.312/2017, apensados, com substitutivo. Vista ao Deputado Delegado Waldir, em
16/08/2017. O parecer foi lido durante a reunião, em 16/08/2017.
Dada a ausência momentânea do relator, a proposição foi retirada de
pauta. PROJETO DE LEI Nº 1.504/15 - do Sr. Silas Freire -
que "Modifica a Lei n.º 12.858, de 2013, alterando o artigo 1º, caput e
§3º do artigo 2º da lei em questão, para acrescer a área de segurança
pública na participação do resultado ou da compensação financeira pela
exploração do petróleo e gás natural, visando atender a disposição contida
no art. 144 da Constituição Federal; altera a Lei. nº 7.990, de 28 de
dezembro de 1989; e dá outras providências". RELATOR: Deputado ALUISIO
MENDES. PARECER: pela aprovação. Vista à Deputada Laura Carneiro, em
31/05/2017. O Presidente anunciou a existência de Requerimento para
retirada de pauta, de autoria da Deputada Laura Carneiro. O Deputado
Aluísio Mendes argumentou que o requerimento havia sido rejeitado na
reunião anterior. O Deputado Glauber Braga, porém, disse tratar-se de novo
requerimento. O Presidente esclareceu que a proposição encontrava-se em
discussão e que o requerimento de retirada de pauta era cabível. Para
encaminhar, a Deputada Laura Carneiro esclareceu que não era contra a
proposição, mas pedia que se retirasse do parecer a incumbência dada aos
municípios de subsidiar a segurança pública, pois não se tratava de
competência municipal. O Deputado Onyx Lorenzoni lembrou que,
originalmente, os municípios não tinham direito aos royalties do petróleo
e que tal dispositivo havia sido incluído na lei por uma emenda articulada
pela bancada do Democratas. A ex-Presidente Dilma Rousseff, então, havia
vetado parte da lei, direcionando os recursos apenas para educação, mas o
veto havia sido derrubado pelo Congresso, restaurando-se a previsão
original, que contemplava educação e saúde. O que se fazia agora,
continuou o Deputado, era direcionar parte dos royalties também para a
segurança pública, que não tinha previsão orçamentária obrigatória. Quanto
à competência municipal, ele lembrou que o Congresso havia criado as
guardas municipais, cuja manutenção era de competência das prefeituras. Na
mesma linha, o Deputado Delegado Waldir disse que os municípios já tinham
obrigações financeiras com a segurança pública, e que esta não tinha, ao
contrário das áreas de saúde e educação, verba obrigatória no Orçamento da
União. O Deputado Aluisio Mendes esclareceu que as obrigações municipais
na área de segurança pública iam além das guardas municipais, pois
significava também iluminação e sistemas de vigilância eletrônicos, por
exemplo. Acrescentou que o percentual de seis pontos dos royalties ainda
significava um avanço pequeno diante das necessidades da segurança. O
Deputado Glauber Braga propôs que a Comissão realizasse uma audiência
pública, com a presença da Confederação Nacional dos Municípios, para que
fossem debatidas as alterações nas competências municipais previstas no
projeto. Acrescentou que a Confederação já havia se manifestado
contrariamente à aprovação do Projeto. Disse ainda que a oneração aos
municípios representava uma sobrecarga às prefeituras, que já se
encontravam em situação de dificuldades financeiras. O Deputado Cabo
Sabino disse que o art. 144 da Constituição Federal previa a existência
das guardas municipais e dos agentes municipais de trânsito, e que estes
já eram custeados pela prefeitura. Acrescentou que a realidade pedia que
os municípios também se dedicassem à segurança pública e que o projeto
apenas previa uma forma segura de financiamento das prefeituras. O
Deputado Silas Freire ressaltou o caso da cidade de Medellín, na Colômbia,
que já havia sido considerada a cidade mais violenta do mundo, e que o
quadro havia sido revertido através de ações municipais. O Deputado Vitor
Valim disse que o projeto não previa retirar recursos dos municípios,
previa, sim, um aporte de recursos à prefeitura. O Deputado João Rodrigues
informou que havia recebido correspondência da Confederação dos Municípios
e da Federação dos Municípios de Santa Catarina para que o projeto fosse
muito bem discutido e analisado pelos Deputados, dado o grande impacto que
a medida causaria nos orçamentos da saúde e da educação. Em votação, o
requerimento de retirada de pauta foi rejeitado. Solicitaram verificação
de votação os Deputados Laura Carneiro, Glauber Braga e João Rodrigues. O
Deputado Marcelo Delaroli, citando o exemplo de Maricá, no Estado do Rio
de Janeiro, disse que o fato de não haver verba destinada à segurança
pública impedia que os municípios dessem à segurança pública a atenção que
ela merecia. Pediu que se atentasse que a situação dos municípios
fluminenses era especialmente alarmante, dada as políticas desastrosas
implantadas pela última administração estadual. O Deputado Alberto Fraga
disse não entender as posições de alguns parlamentares, pois havia
consenso de que era urgente a existência de verba obrigatória para a
segurança pública e no momento em que a oportunidade aparecia, alguns
deputados se colocavam contra a aprovação. O Deputado Marcelo Matos pediu
a palavra e anunciou a presença, na Comissão, de vereadores do município
de Campos dos Goytacazes, do vice-prefeito de Cambuci e do prefeito de
Paulo de Frontin. Continuou dizendo que vários municípios do Rio de
Janeiro sofriam com a falta de segurança pública, principalmente com a
falta de efetivo, e que o projeto era de fundamental importância para a
segurança pública brasileira. O Deputado Onyx Lorenzoni disse que os
recursos dos royalties não estavam chegando aos municípios devido a uma
ação de inconstitucionalidade em curso no Supremo Tribunal Federal.
Lembrou, mais uma vez, que foi por ação do Congresso que os recursos
também eram dirigidos à saúde, pois a intenção do Governo Federal era de
destiná-los apenas para a educação. O Presidente encerrou a votação
nominal e apresentou o resultado: votaram não, 13 deputados; votaram sim,
3 deputados e houve 1 abstenção. O requerimento de retirada de pauta foi,
portanto, rejeitado. O presidente anunciou Requerimento, do Deputado
Glauber Braga, para adiamento de votação pelo prazo de 5 sessões. O
Deputado Glauber Braga se solidarizou com todos os trabalhadores do Estado
do Rio de Janeiro, inclusive os da segurança pública, que enfrentavam uma
grande crise, fruto de governos desastrosos. Disse que tal crise era mais
um motivo para que a Comissão ouvisse os prefeitos sobre o projeto, pois
tratava-se da criação de mais um ônus para os municípios, que já se
encontravam em grave situação financeira. O Presidente anunciou a presença
de Leonaldo Lucas, da Brigada do Rio Grande do Sul, e de Arnaldo Adams,
presidente da Associação dos Atiradores Civis de São Paulo. Em seguida, o
Deputado João Rodrigues falou que, na condição de alguém que já havia sido
prefeito de dois municípios diferentes, tinha experiência o bastante para
verificar que o projeto seria danoso às prefeituras, pois lhe criavam
obrigações de custear a segurança pública, quando tal custeio não era
competência municipal. O Deputado Glauber Braga, com base no art. 186,
inc. II, do Regimento Interno, apresentou questão de ordem para solicitar
a deliberação de seu requerimento de votação nominal do requerimento em
análise. A questão de ordem foi acatada pela Mesa. Voltou a apresentar o
Deputado a proposta de audiência pública, em no máximo duas semanas, para
discutir a proposição com representantes dos municípios e reafirmou a
posição do PSOL em lutar em prol dos prefeitos brasileiros, que estavam
preocupados com o fato de se retirar recursos da saúde e da educação, que
já eram escassos. Disse que não se tratava de uma discussão qualquer, mas
de uma oportunidade de se aprofundar nos problemas brasileiros. Lembrou,
por exemplo, que o Plano Nacional de Educação havia sido elaborado com a
previsão dos atuais recursos dos royalties do petróleo. Pela Liderança do
PPS, a Deputada Eliziane Gama orientou o voto “sim”, pois lhe preocupava a
subtração de recursos da educação e da saúde. Lembrou que a falta de
investimento em educação tinha uma relação direta no aumento da
criminalidade no futuro. O Deputado João Rodrigues disse que a dúvida dos
prefeitos era de que se a proposição abriria precedente para que os
municípios fossem responsáveis pela área de segurança pública. Apoiava,
assim, a realização de audiência para a realização de uma audiência
pública com a presença do presidente da Confederação Nacional dos
Municípios. O Deputado Glauber Braga, pela Liderança do PSOL, afirmou que
não se tratava de uma posição ideológica, mas sim de uma concepção
democrática de se ouvir o maior número de interessados possível.
Aproveitou para fazer ao autor as seguintes indagações: o projeto
reorganizava o rateio dos royalties para a educação e a saúde? Os planos
de educação das prefeituras e o Plano Nacional de Educação serão
prejudicados pela proposição? Nos casos em que a prefeitura já invista
mais que o percentual mínimo na área de segurança, o prefeito ficará
impedido de reverter os recursos para a área de saúde? Disse que estava
convencido de que haveria formas melhores de financiar a segurança pública
que não os recursos destinados à saúde e à educação. Em votação, o
requerimento para a votação nominal foi rejeitado. O Presidente anunciou a
votação do requerimento de votação do requerimento de adiamento de votação
por 5 sessões, de autoria do Deputado Glauber Braga. O autor solicitou 5
minutos para encaminhamento. O Deputado Onyx Lorenzoni argumentou que o
requerimento já havia recebido encaminhamento e que caberia apenas
orientação. Solicitou, então, o Deputado Onyx Lorenzoni que se fizesse
constar em Ata que o requerimento já havia sido encaminhado pelo Deputado
Glauber Braga. O Deputado Glauber Braga disse que o primeiro
encaminhamento havia sido indevido, pois o requerimento de votação
nominal, também por ele apresentado, deveria ter sido encaminhado em
primeiro lugar, razão pela qual o primeiro encaminhamento era nulo. O
Deputado, então, levantou algumas questões ao autor e ao relator:
primeiro, se seria justo retirar dos municípios recursos da saúde e da
educação, quando haveria outras fontes de financiamento da segurança
pública. Citou como exemplo a recente dificuldade financeira para a
confecção dos passaportes, em que o Governo Federal sinalizou a intenção
de retirar recursos da educação para aloca-los na Polícia Federal, mas que
a medida havia sido muito mal recebida pela população. Questionou ainda se
a proposta retirava recursos da educação e da saúde. Disse também que não
entendia de que forma os deputados a favor da matéria levariam aos
prefeitos a notícia de que haviam retirado recursos da saúde e da
educação. O Presidente colocou em votação o requerimento de adiamento de
votação, antes, porém, o Deputado Glauber Braga usou o tempo da liderança
do PSOL para orientar a bancada, instando os deputados que pensassem bem
antes de se retirar recursos da educação e da saúde. Sugeriu que os
recursos poderiam advir, por exemplo, do dinheiro gasto pela União na
recente renegociação da dívida ruralista para com o Banco do Brasil. O
Deputado João Rodrigues, orientando a bancada do PSD, voltou a solicitar
que os prefeitos fossem ouvidos antes que se votasse a matéria. O Deputado
Delegado Éder Mauro argumentou que a principal interessada, a população,
já havia sido consultada e em resposta havia dito que o principal problema
do país era a segurança pública. Em votação, o requerimento de adiamento
de votação por 5 sessões foi rejeitado. A Presidência anunciou
Requerimento, da Deputada Eliziane Gama, de adiamento de votação pelo
prazo de 4 sessões. Para encaminhar, o Deputado Glauber Braga reafirmou
que, em sua opinião, a proposta retirava recursos da educação e da saúde.
Disse também que era a favor do financiamento da segurança pública, mas
que em sua opinião haveria fontes mais adequadas para tanto. Citou como
possíveis fontes, a recente renegociação do Refis das grandes empresas, em
que a União abriria mão de 220 bilhões de reais, dos quais 3 bilhões
seriam destinados a empresas pertencentes a Deputados e Senadores. Falou
também da renegociação das dívidas previdenciárias dos ruralistas com a
União. Sugeriu, então, que fosse apresentada uma emenda que destinasse os
3 bilhões da renegociação acima citada para o financiamento da segurança
pública. Ao iniciar a orientação da bancada, o Deputado Glauber Braga
reafirmou que havia apresentado alternativas concretas à proposta
original. O Presidente, então, o interrompeu para anunciar que a Ordem do
Dia no Plenário havia iniciado, razão pela qual não haveria votação nessa
reunião. Não obstante abriu a palavra aos Deputados. Primeiro falou o
Deputado Givaldo Carimbão, que afirmou ter convicção de que o problema da
segurança pública brasileira não estava na falta de recursos, mas sim na
má gestão governamental, citando o gasto exorbitante com os internos do
sistema carcerário e a situação financeira da Secretaria Nacional de
Políticas Antidrogas. Apontou como um exemplo a ser seguido o programa
antidrogas implementado no Estado de Alagoas. Em seguida, o Deputado
Delegado Éder Mauro afirmou que não se estava retirando dinheiro da
educação e da saúde, e sim garantindo-se recursos também para a segurança
pública. Da mesma forma, o Deputado Silas Freire argumentou que a crise na
segurança pública também afetava de forma deletéria as áreas de educação e
saúde. Disse também que as clínicas de recuperação, com muitas exceções,
haviam sido invadidas por maus profissionais. Sobre esta última afirmação,
o Deputado Givaldo Carimbão afirmou que se tratava de uma generalização, e
que a grande maioria das clínicas eram formadas por profissionais
abnegados. O Deputado Silas Freire esclareceu que afirmara que se tratava
de uma minoria de maus profissionais, como de resto existiam em todas as
categorias do País. Assumiu a Presidência o Deputado Vinícius Carvalho que
anunciou
que iria encerrar a reunião. Deixaram de ser deliberados os PROJETOS DE LEI Nºs 1.504/15, 2.394/15, 3.260/15, 4.934/16, 4.944/16, 5.372/16, 6.129/16, 6.785/16, 6.839/17, 6.857/17, 6.957/17, 7.069/17, 7.214/17 e 7.447/17.
ENCERRAMENTO: O Deputado Vinícius
Carvalho encerrou a reunião às dezessete horas e seis minutos. E, para
constar, eu ______________________, José Bemfica de Deus, lavrei a
presente Ata, que por ter sido aprovada, será assinada pelo Presidente,
Deputado Capitão Augusto ______________________ e pelo Deputado Vinícius
Carvalho ___________________ e publicada no Diário da Câmara dos
Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de áudio
correspondente a integrar o acervo documental desta reunião.
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