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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE INTEGRAÇÃO NACIONAL, DESENVOLVIMENTO REGIONAL E DA AMAZÔNIA
55ª Legislatura - 3ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA DA VIGÉSIMA REUNIÃO
ORDINÁRIA
DE AUDIÊNCIA PÚBLICA REALIZADA EM
6
DE JULHO DE 2017
Às
dez hora e quinze minutos do dia seis de julho de dois mil e dezessete,
reuniu-se a Comissão de Integração Nacional, Desenvolvimento Regional e da
Amazônia (CINDRA), no Anexo II, Plenário 13 da Câmara dos Deputados, com a
PRESENÇA dos(as) Senhores(as) Deputados(as): Júlia Marinho - Vice-Presidente;
Angelim – Titular. Compareceram também os Deputados Carlos Henrique Gaguim e
Julio Lopes, como não-membros. Os Deputados Valadares Filho e Carlos Eduardo
Cadoca estiveram ausentes em razão de se encontrarem em missão oficial,
participando do 24º Congresso da Associação Portuguesa para o Desenvolvimento
Regional (APDR), na cidade de Covilhã, Portugal. ABERTURA: Sob a presidência da Deputada
Júlia Marinho foram abertos os trabalhos da reunião de audiência pública
destinada a debater as tarifas bancárias que estão onerando o acesso ao crédito
de fomento do fundo constitucional de financiamento do norte (FNO), em
atendimento ao Requerimento nº 135/2017, de sua autoria e subscrito pelo
Deputado Angelim. A
Presidente agradeceu a presença dos parlamentares e convidados. Em seguida,
convidou para compor a Mesa: a
Sra. Cilene
de Jesus Jardim Dórea, Secretária de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais do
Ministério da Integração Nacional; o Sr. Wilson Vaz de Araújo, Diretor do
Departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Secretaria de Política Agrícola
do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (MAPA); o
Sr.
Zequinha Marinho, Vice-Governador do Pará; o Sr. Valdecir José de Souza Tose,
Diretor de Infraestrutura de Negócio do Banco da Amazônia (BASA) e o Sr. Assuero
Doca Veronez, Vice-Presidente Diretor da Confederação da Agricultura e Pecuária
do Brasil (CNA). A Presidente comunicou que o Ministério da Fazenda foi
convidado e alegou que a temática não seria de sua competência. Em sua fala, a Presidente ressaltou que
a audiência tinha como objetivo debater as tarifas bancárias que resultam no
alto custo financeiro do acesso ao crédito para o produtor rural, e também,
propor encaminhamentos para solução da situação. A deputada ratificou a
importância do Fundo como instrumento econômico-financeiro da política de
desenvolvimento regional. Iniciadas as exposições, a Presidente concedeu a
palavra ao Diretor de Infraestrutura de Negócio do BASA, que informou que nos
últimos três anos, o banco, agente de aplicador do FNO, vem aumentando o seu
percentual de participação no fomento da região. Segundo ele, apesar de o BASA
apresentar o perfil de fomentador, também é um banco comercial e, como tal,
precisa gerar resultados e cobrar tarifas. Em seguida, a palavra foi concedida
ao Vice-Presidente Diretor da CNA que afirmou que a cobrança de tarifas de
serviços acaba por onerar o custo do dinheiro, descaracterizando a vantagem do
Fundo, sendo essa uma das maiores reclamações dos produtores. Finalizando, o Sr.
Assuero sugeriu ao BASA mais agilidade na aplicação do crédito, por meios menos
onerosos e menos burocráticos. Dando continuidade às exposições, a
Secretária de Fundos Regionais e Incentivos Fiscais enfatizou a preocupação do
Ministério da Integração com a questão e informou que o Ministério tem buscado
regulamentar a criação de Ouvidorias de Fundos Constitucionais, já previstas em
lei. A Presidente concedeu a palavra ao Diretor do
Departamento de Crédito e Estudos Econômicos da Secretaria de Política Agrícola
do MAPA. O Diretor explanou sobre o custo bancário, spread, no Brasil e em outros países,
apresentando dados que demostraram que o Brasil apresenta o maior juro real das
economias estudadas. Segundo ele, explicado pela taxa de inadimplência alta,
pelo direcionamento de recursos (crédito rural, sistema financeiro de habitação
e exportação), pelos impostos nos empréstimos e pelos depósitos compulsórios que
os bancos têm que efetuar. Finalizando as explanações, o Vice-Governador do
Estado do Pará afirmou que o problema das tarifas de acesso ao crédito devem ser
tratadas de forma conjunta com todos os envolvidos, e sugeriu o aproveitamento
dos estudos já realizados pela CNA. Iniciado o debate, manifestou-se o Deputado
Angelim que salientou a dificuldade de se empreender no país; a burocracia das
instituições financeiras no acesso ao crédito e a importância que os bancos
públicos têm como indutor de desenvolvimento do país. A Presidente concedeu a
palavra aos expositores para as considerações finais. O Sr. Valdecir Tose
defendeu a legalidade das cobranças e informou que o banco recebe taxas com a
finalidade de administrar os contratos, em sua maior parte empréstimos de longo
prazo, com maior risco. Ressaltou que, por se tratar de um banco que atua no
desenvolvimento da Região Norte, o BASA pratica juros menores e tem lucro menor
que outras instituições. Afirmou, ainda, que a banco estava aberto ao diálogo
com os parlamentares e demais instituições envolvidas para melhor atender os
produtores rurais. Estiveram presentes as
Sras. Ana Cristina Nelson Oliveira e Daiane Ferreira, assessoras do BASA; a Sra.
Victoria Dopazo, Coordenadora-Geral do Departamento Financeiro e de Recuperação
de Projetos do Ministério da Integração Nacional; e o Sr. Alexandre Ferreira,
Assessor do Gabinete do Ministro do MAPA. A Presidente
agradeceu
a presença dos parlamentares e dos participantes. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a
tratar, a Presidente convocou
reunião deliberativa para a quarta-feira seguinte, dia doze de julho, e encerrou
os trabalhos às doze horas e vinte e sete minutos.
O inteiro teor da reunião foi gravado, passando o arquivo do áudio a integrar o
acervo documental da reunião. E, para constar, eu ______________________,
Sandra
Betânia de Albuquerque Neves, Secretária
Executiva, lavrei a presente Ata, que, por ter sido lida e aprovada, será
assinada pela Presidente, Deputada Júlia Marinho ______________________, e
publicada no Diário da Câmara dos Deputados.