COMISSÃO
DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL 55ª
Legislatura - 3ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA DA 3ª REUNIÃO ORDINÁRIA DELIBERATIVA REALIZADA EM 05 DE
ABRIL DE 2017
Às
dez horas e dezessete minutos do dia cinco de abril de dois mil e
dezessete, reuniu-se a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa
Nacional, no Anexo II, Plenário 03 da Câmara dos Deputados, sob a
presidência da Deputada Bruna Furlan - Presidente; Compareceram os
Deputados André de Paula, Arlindo Chinaglia, Benito Gama, Cabuçu Borges,
Dimas Fabiano, Eduardo Barbosa, Ezequiel Fonseca, Guilherme Coelho,
Heráclito Fortes, Jarbas Vasconcelos, Jean Wyllys, Jô Moraes, Luiz Lauro
Filho, Luiz Nishimori, Luiz Sérgio, Marcelo Aguiar, Marcelo Castro, Márcio
Marinho, Nelson Pellegrino, Pastor Eurico, Pedro Fernandes, Pedro Vilela e
Rubens Bueno - Titulares;
Angelim, Antonio Brito, Benedita da Silva, Carlos Henrique Gaguim, Carlos
Marun, Dilceu Sperafico, Eduardo Cury, George Hilton, Janete Capiberibe,
João Fernando Coutinho, João Gualberto, Luiz Carlos Hauly, Marcus Vicente,
Miguel Haddad, Milton Monti, Nelson Marquezelli, Orlando Silva, Renzo
Braz, Subtenente Gonzaga, Tadeu Alencar, Thiago Peixoto, Vanderlei Macris
e Walter Ihoshi – Suplentes.
Compareceram também os Deputados Caetano, Capitão Augusto, Delegado Edson
Moreira, Evair Vieira de Melo, Givaldo Carimbão, Izalci Lucas, Raquel
Muniz, Tenente Lúcio e Weliton Prado, como não membros. Deixaram de
comparecer os Deputados Arthur Virgílio Bisneto, Átila Lins, Bonifácio de
Andrada, Claudio Cajado, Henrique Fontana, Jair Bolsonaro e Jefferson
Campos. Apresentaram escusas os Deputados Fausto Pinato e José Rocha.
ABERTURA: Havendo
número regimental, a Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou em
apreciação a Ata da 2ª Reunião Ordinária Deliberativa, realizada no dia 29
de março de 2017, cuja leitura foi dispensada, a requerimento do Deputado
Jean Wyllys, considerando que a Ata encontrava-se disponível no Sistema
Pauta Eletrônica. Em votação, a Ata foi aprovada. EXPEDIENTE: Em
seguida, a Presidente fez as seguintes comunicações: 1)
Registrou
que na segunda-feira anterior, dia 03 de abril, tomara posse como
Presidente da Comissão Mista de Controle das Atividades de Inteligência do
Congresso Nacional (CCAI), órgão de controle externo da atividade de
inteligência, em reunião que contou com a presença do Senador Fernando
Collor de Mello, seu homólogo na Comissão de Relações Exteriores e de
Defesa do Senado e que seria o Vice-Presidente da CCAI; 2) Repudiou o atentado perpetrado
na segunda-feira anterior,
dia 03 de abril, no metrô da cidade russa de São Petersburgo que deixara
ao menos quatorze mortos e dezenas de feridos. Em nome da Comissão,
transmitiu condolências aos familiares das vítimas, estimando a pronta
recuperação dos feridos. Ao mesmo tempo, externou profunda solidariedade
ao povo e ao Governo da Rússia. 3)
Disse que fora com grande indignação e consternação que recebera as
notícias sobre o ataque com armas químicas ocorrido na manhã do dia
anterior, dia 04 de abril, na província de Idilib, na Síria. Ressaltou que
o ataque, que já era considerado um dos piores ataques daquele tipo na
guerra da Síria, deixara dezenas de mortos e centenas de feridos, entre
eles várias crianças. Disse, ainda, que confiava na investigação que a ONU
conduziria a respeito do ataque, ao tempo em que reiterava veemente
condenação ao uso de armas químicas em quaisquer situações. 4) Expressou
preocupação com o desenrolar da crise política na Venezuela depois que o
Tribunal Supremo de Justiça retirara as atribuições da Assembleia Nacional
e assumira o papel de Poder Legislativo local, numa flagrante usurpação do
direito constitucional dos deputados venezuelanos eleitos
democraticamente. Afirmou que, apesar da medida ter sido revista, residiam
as dúvidas quanto à quebra da ordem institucional e democrática naquele
País. 5) Saudou a decisão
do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), que
anunciara na terça-feira anterior, dia 04 de abril, na abertura da LAAD, a
maior e mais importante feira do setor de defesa na América Latina – a
garantia de uma linha de financiamento internacional de País a País,
beneficiando a produção da indústria nacional de defesa, com prazos de
pagamento de até 25 anos e 100% das exportações brasileiras. Explicou que
tratava-se de uma ação coordenada do Governo brasileiro, com os
Ministérios da Fazenda, Defesa, e Relações Exteriores, que iria
possibilitar a competitividade internacional da indústria brasileira.
6) Comunicou que, de acordo
com o artigo 7º, inciso III, alínea e, da Resolução nº 2, de 2013, do
Congresso Nacional, cabia ao Colegiado escolher, por meio de eleição, um
Deputado que integraria a Comissão Mista de Controle das Atividades de
Inteligência do Congresso Nacional (CCAI), para um mandato de dois anos.
Dessa forma, em cumprimento àquela legislação, seria realizada, na semana
seguinte, a eleição para escolha daquele novo membro da CCAI.
ORDEM
DO DIA: A - Eleição para os cargos de
Primeiro, Segundo e Terceiro Vice-Presidentes da
Comissão.
Tendo em vista a convocação feita pelo Presidente da Câmara dos Deputados,
nos termos regimentais, a Presidente anunciou
os nomes dos candidatos aos cargos de Primeiro Vice-Presidente, Deputado
Pedro Vilela (PSDB/AL); de Segundo Vice-Presidente, Deputado Luiz Lauro
Filho (PSB/SP) e de Terceiro Vice-Presidente, Deputado Nelson Pellegrino
(PT/BA), indicados conforme acordo de Lideranças. Em
seguida, a Presidência determinou o início da votação, por meio de
processo eletrônico. No curso do processo de votação, a Presidente
participou ao Colegiado que integrara, no dia anterior, delegação de
parlamentares em viagem ao Rio de Janeiro para participar da abertura da
Feira de Defesa e Segurança LAAD, onde tivera a oportunidade de interagir
com representantes das Forças Armadas e da indústria de defesa. Em
seguida, pediu que o Deputado Luiz Sérgio, que participara da delegação,
falasse sobre sua experiência em relação ao evento. O Deputado destacou a
visita que fizera aos Stands
das empresas Emgepron e
Avibras. Em relação à Emgepron – Empresa Gerencial de Projetos Navais,
explicou que tratava-se de uma
empresa pública criada em 1982, vinculada ao Ministério da Defesa por
intermédio do Comando da Marinha, que tinha como finalidades principais
promover a indústria naval brasileira e executar atividades vinculadas à
obtenção e manutenção de material militar naval; e gerenciar projetos
integrantes de programas aprovados pelo Comando da Marinha. Disse que a
empresa atuava ainda na gerência de projetos, contratada pela Marinha e na
comercialização de produtos e serviços disponibilizados pelo setor naval
da indústria da defesa nacional, incluindo embarcações militares, reparos
navais, sistemas de combate embarcados, munição de artilharia, serviços
oceanográficos e apoio logístico, entre outros. Ressaltou que era por meio
da Emgepron que o Governo do Brasil realizava parcerias no campo da
Marinha de Guerra entre nações amigas, como o Equador e a Namíbia.
Ressaltou, ainda, que, desde sua criação, a empresa vinha colaborando para
o desenvolvimento e aprimoramento dos projetos da Marinha do Brasil, em
especial o submarino nuclear e seu projeto de propulsão no Centro
Experimental Aramar. Afirmou que, dada a importância estratégica da
empresa, em 2016, o Ministério da Defesa autorizara, através da Portaria
nº 330, de 10 de maio, a Emgepron a atuar como interveniente técnico nas
exportações (Governo a Governo) de empresas de defesa nacionais para
governos estrangeiros. Esclareceu que a interveniência técnica, de acordo
com a portaria, seria prestada mediante o acompanhamento técnico de
contratos, verificação do cumprimento de prazos, metas e padrões de
qualidade contratualmente estabelecidos. Informou que, em 4 de setembro de
2016, a Emgepron realizara teste, no Centro de Avaliação do Exército, com
as munições para o canhão do Leopard 1. Informou, ainda, que a Emgepron,
em mais um exercício de cooperação entre as Forças Armadas, produziria a
munição em parceria com a empresa belga Mecar, que faria a transferência
de tecnologia.
Em relação à Avibras, disse que a empresa se destacava pela produção do
Sistema
Astros 2020 (nova geração do Sistema Astros), capaz de lançar mísseis de
cruzeiro e foguetes guiados, atualmente em desenvolvimento. Ressaltou que
a Avibras estava presente nos mercados nacional e internacional, e se
destacava também no desenvolvimento e na industrialização de diferentes
motores e foguetes para a Marinha e para a Força Aérea Brasileira.
Ressaltou, ainda, que, com a certificação do Ministério da Defesa como
“empresa estratégica de defesa”, a Avibras tornara-se ainda mais
competitiva nos mercados interno e externo. Explicou que a Avibras
Indústria Aerospacial era uma companhia brasileira que projetava,
desenvolvia e fabricava produtos e serviços de defesa. Sua escala de
produtos abrangia artilharia e sistemas de defesa aéreos, foguetes e
mísseis. Explicou, ainda, que tratava-se de uma empresa com atuação
mundial. Falou que, com duas instalações no Vale do Paraíba (SP), a
empresa possuía escritórios em Brasília e na Arábia Saudita. Explicou que
a Avibras fora uma das primeiras indústrias aeroespaciais surgidas na
região de São José dos Campos em função da formação de recursos humanos
especializados pelo ITA. Informou que a Avibras (de “aviões brasileiros”)
fora criada em abril de 1961 por Olympio Sambatti, ao lado de José Carlos
de Sousa Reis, Aloysio Figueiredo e João Verdi de Carvalho Leite, todos
engenheiros recém-formados pelo ITA. Ressaltou que, em seus anos iniciais,
a empresa trabalhou no desenvolvimento de uma aeronave de treinamento para
a Força Aérea Brasileira, o Projeto Falcão, um monomotor de asa baixa e
estrutura em material composto. Nas décadas seguintes, trabalhara no
desenvolvimento em conjunto com o CTA (Centro Técnico Aeroespacial) no
desenvolvimento de diversos foguetes de sondagem. Falou que, com o
conflito entre Irã e Iraque, houvera o primeiro grande contrato
internacional para a empresa na área de defesa, o desenvolvimento do
Sistema Astros II, sistema de artilharia de saturação. Por fim, disse que
a empresa atuava também na área do transporte civil, fabricando, com uma
divisão chamada TECTRAN, equipamentos de telecomunicação, equipamento
industrial eletrônico (powertronics), pintura e
explosivos automotrizes. Em seguida, a Presidente disse que a delegação
tivera a oportunidade de saber mais a respeito da Amazônia Azul
Tecnologias de Defesa S.A. (Amazul), constituída em 2013 com o objetivo de
promover, desenvolver, transferir e manter tecnologias sensíveis às
atividades do Programa Nuclear da Marinha (PNM), do Programa de
Desenvolvimento de Submarinos (PROSUB) e do Programa Nuclear Brasileiro
(PNB), e cuja missão primordial era apoiar o desenvolvimento do Submarino
de Propulsão Nuclear, tecnologia imprescindível para que o País exercesse
a soberania plena sobre as águas jurisdicionais brasileiras, a Amazônia
Azul. Afirmou que, com aquele propósito, Brasil e França firmaram, em
2008, um acordo que dera início ao PROSUB - Programa de Desenvolvimento de
Submarinos. Ressaltou que esse programa viabilizaria a produção do
primeiro submarino brasileiro de propulsão nuclear e de mais quatro
submarinos convencionais diesel-elétrico. Informou que a sede da Amazul se
localizava em São Paulo e contava ainda com unidades em Iperó (SP) e
Itaguaí (RJ). Explicou que, ao tornar possível o domínio de todas as
etapas de construção de submarinos nucleares, atendendo a lógica da
dissuasão, propiciaria ao Brasil ter condições de negar o uso do mar a
qualquer interesse escuso que afrontasse a soberania nacional em águas
brasileiras. Disse que, em novembro do ano passado, o Conselho de
Administração da Amazul aprovara o novo Plano Estratégico da Empresa
(PEA), que fora revisto para se adequar aos novos cenários e novas
oportunidades, com uma visão para 2040. Explicou que, com o plano
estratégico, a Amazul pretendia entregar à Nação conhecimento, tecnologias
e pessoal qualificado nas áreas nuclear e de desenvolvimento de
submarinos. Ressaltou que a elaboração do plano contara com a participação
direta de mais de 40 empregados. Afirmou que, além da missão de
desenvolver, absorver e manter tecnologias sensíveis, a Amazul fora criada
também com o propósito de contribuir para a consolidação da base
industrial de defesa e que outra ambição era a participação em estudos na
área de regimes internacionais, com ênfase nos possíveis constrangimentos
que pudessem influenciar o direito concedido pelo tratado de não
proliferação de armas nucleares, que nos garantia o desenvolvimento de
tecnologia nuclear para fins pacíficos. Por fim, parabenizou os
Comandantes da Marinha, Almirante Eduardo Bacellar Leal Ferreira; do
Exército, General Eduardo Dias da Costa Villas Bôas e da Aeronáutica,
Brigadeiro Nivaldo Luiz Rossato. Nesse momento, a Deputada Jô Moraes
solicitou a palavra, parabenizou a Presidente pela organização da
delegação que acompanhara a abertura da LAAD, sob a orientação das
assessorias das Forças Armadas e falou sobre a indústria de defesa do
País. Encerrada
a votação, processou-se a apuração dos votos no painel eletrônico. Em
seguida, a Presidente anunciou o seguinte resultado: para o cargo de
Primeiro Vice-Presidente, o Deputado Pedro Vilela, com 23 (vinte e três)
votos válidos; para o cargo de Segundo Vice-Presidente, o Deputado Luiz
Lauro Filho, com 23 (vinte e três) votos válidos; e para o cargo de
Terceiro Vice-Presidente, o Deputado Nelson Pellegrino, com 23 (vinte e
três) votos válidos. Diante do resultado apurado, a Presidente declarou
eleitos
os Deputados Pedro Vilela,
Luiz Lauro Filho e Nelson
Pellegrino para os cargos de Primeiro, Segundo e de Terceiro
Vice-Presidentes, respectivamente, da Comissão de Relações Exteriores e de
Defesa Nacional. Em seguida, parabenizou os recém eleitos, convido-os a
tomarem assento na mesa e a fazerem uso da palavra, se assim o desejassem.
Fizeram uso da palavra os Deputados Pedro Vilela, Luiz Lauro Filho e
Nelson Pellegrino,
respectivamente. Em seguida, os Deputados Jô Moraes, Vanderlei Macris,
Heráclito Fortes, Subtenente Gonzaga, Pedro Fernandes e Arlindo Chinaglia
usaram a palavra e parabenizaram os Deputados recém
empossados. B
- Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: PRIORIDADE: 1
-
MENSAGEM Nº 413/15 - do Poder Executivo - que "submete à
consideração do Congresso Nacional o texto do Acordo entre a República
Federativa do Brasil e o Reino da Suécia sobre Troca e Proteção Mútua de
Informação Classificada, assinado em Estocolmo, em 3 de abril de 2014".
RELATOR: Deputado HERÁCLITO FORTES. PARECER: pela aprovação. Em votação,
foi aprovado o Parecer.
Nesse momento, a Deputada Bruna Furlan passou a direção dos trabalhos
ao Deputado Pedro Vilela. 2 - MENSAGEM Nº 573/16 -
do Poder Executivo - que "submete à consideração do Congresso Nacional o
texto do Acordo sobre Serviços Aéreos entre o Governo da República
Federativa do Brasil e o Governo da República da Costa Rica, assinado em
Brasília, em 4 de abril de 2011". RELATORA: Deputada BRUNA FURLAN.
PARECER: pela aprovação. Em votação, foi aprovado o Parecer. Nesse
momento, o Deputado Pedro Vilela passou a direção dos trabalhos ao
Deputado Luiz Lauro Filho. C - Proposições Sujeitas à Apreciação
Conclusiva pelas Comissões: TRAMITAÇÃO ORDINÁRIA: 3 - PROJETO DE LEI Nº 3.259/15
- do Sr. Cabo Daciolo - que "revoga a letra "a" do §2º do artigo 31 da
Lei nº 4.375, de 17 de agosto de 1964, e os itens nº "1)" e "6)" do artigo
140 do Decreto nº 57.654, de 20 de janeiro de 1966, vedando a exclusão de
militares temporários das Forças Armadas que se encontram em tratamento
médico". RELATOR: Deputado NELSON MARQUEZELLI. PARECER: pela rejeição. Em
votação, foi aprovado o
Parecer. Nesse momento, reassumiu a Presidência a Deputada Bruna
Furlan. 4 -
PROJETO DE LEI Nº 4.897/16 - do Sr. Wadson Ribeiro - que
"acrescenta o Art. 12-A na Lei nº 12.598, de 21 de março de 2012, para
permitir que a propriedade intelectual sirva de garantia de acesso aos
benefícios de financiamentos previstos em Lei". RELATOR: Deputado PEDRO
VILELA. PARECER: pela aprovação. Discutiu a matéria o Deputado Arlindo
Chinaglia. Em votação, foi aprovado o Parecer, com o voto
contrário do Deputado Arlindo Chinaglia. ENCERRAMENTO:
Nada
mais havendo a tratar, a Presidente encerrou os trabalhos às onze horas e
trinta e nove minutos,
antes convocando os nobres pares para a
Reunião Ordinária
Deliberativa, que seria realizada na terça-feira seguinte, dia 11 de
abril, às 9 horas e 30 minutos, no Plenário 2.
E,
para constar, eu ______________________, Edilson Holanda Silva,
Secretário-Executivo, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e
aprovada, será assinada pela Presidente, Deputada Bruna Furlan
______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados.
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