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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE
55ª Legislatura - 2ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA DA 20ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA
REALIZADA EM 23 de novembro de 2016.
Às
onze horas e dezoito minutos do dia vinte e três de novembro de dois mil e
dezesseis, reuniu-se a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, no Anexo
II, Plenário 09 da Câmara dos Deputados, com a PRESENÇA dos senhores deputados e
senhoras deputadas: Leo de Brito - Presidente; Paulão e Toninho Wandscheer -
Vice-Presidentes; Adelmo Carneiro Leão, Alberto Filho, Aníbal Gomes, Cacá Leão,
Darcísio Perondi, Fernando Francischini, Hugo Motta, Lindomar Garçon, Nilton
Capixaba, Paulo Pimenta, Uldurico Junior e Wellington Roberto - Titulares; André
Amaral, Antonio Bulhões, Covatti Filho, Dulce Miranda, Edinho Bez, Edio Lopes,
Edmar Arruda, Efraim Filho, Esperidião Amin, Ezequiel Teixeira, Heitor Schuch,
Izalci Lucas, Jorge Solla, Luiz Cláudio, Marcos Reategui, Paulo Feijó, Valtenir
Pereira, Vanderlei Macris, Vicente Candido, Wladimir Costa e Zeca Dirceu –
Suplentes. Compareceram também os Deputados Aelton Freitas, Bilac Pinto, Carlos
Henrique Gaguim, Dr. Sinval
Malheiros, Erika Kokay, Evair Vieira de Melo, Goulart, Julio Lopes, Nelson
Marchezan Junior, Rômulo Gouveia, Tenente Lúcio e Weliton Prado, como
não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Pauderney Avelino, Pedro Paulo
e Vinicius Gurgel. ABERTURA: Havendo
número regimental, o senhor Presidente declarou abertos os trabalhos. ORDEM DO DIA: A - Requerimentos: 1 - Requerimento Nº 280/16 - do Sr. Jorge Solla - que
"solicita a convocação do Excelentíssimo Senhor Geddel Vieira Lima, Ministro da
Secretaria de Governo para prestar esclarecimentos sobre denúncia de cometimento
de crime de tráfico de influência, advocacia administrativa e abuso de poder".
Defendido pelo autor; em discussão, o deputado Hugo Motta disse que não houve
crime, porque o parecer do IPHAN fora mantido, e solicitou voto contrário ao
Requerimento. O deputado Cacá Leão argumentou que a ligação entre ministros,
entre autoridades, não deve ser considerada crime, manifestando contrariedade. O
deputado Paulão reiterou que a solititação de prestação de esclarecimentos
perante a Comissão sobre denúncia a ministro não caracteriza prejulgamento. O deputado Vladimir Costa classificou o
PT e os deputados como organização criminosa, retrucado pelo deputado Jorge
Solla. Pela ordem, o deputado Paulão disse que utilizar adjetivos era incorreta,
e devolveu ao deputado Vladimir Costa os utilizados contra os deputados do PT. O
deputado Jorge Solla, citado, no minuto de réplica, questionou a fala de
Vladimir Costa, e contra-argumentou a fala do deputado Hugo Motta, dizendo que o
crime teria sido, conforme a denúncia, a pressão ao ministro da Cultura. O
deputado Ezequiel Teixeira disse que a origem do conflito verbal com adjetivos
na Reunião teria sido a acusação de golpista generalizadamente utilizada pelos
deputados do PT em relação aos deputados da base do governo. Novamente citado, o
deputado Jorge Solla retrucou Ezequiel Teixeira, afirmando que o assunto era
pertinente à Comissão. O deputado Adelmo Carneiro Leão lamentou a discussão
indecorosa havida na Comissão e sustentou a coerência da denúncia contra o
ministro Geddel, por reiteradas ligações em defesa do empreendimento no qual
mantinha interesse. Com a palavra, a deputada vice-líder do PT Erika Kokay
sustentou que havia denúncia fundada de uso do cargo de ministro para interesses
escusos, que para defender Geddel lançava-se mão da acusação ao PT. No tempo
reservado ao PT, comentou que a base do governo, atendendo ao governo, vinha
praticando crueldades contra segmentos da população travestidas em iniciativas
legislativas que vinham obtendo célere trâmite. Que ao impedir o trabalho de
fiscalização e controle, negava-se transparência à população. Lembrou que no
Governo Dilma era comum a presença de ministros no parlamento, o que estaria
sendo impedido no atual Governo. No tempo de líder do PSDB, o deputado Izalci
disse, em Reunião anterior, no momento da votação, pedira para falar pela
liderança e fora impedido; que, entretanto, o mesmo procedimento não havia sido
adotado relativamente à solicitação de palavra da vice-líder do PT na Reunião
que transcorria. Solicitou que viesse a ser adotado doravante procedimento
padrão. O deputado Paulão disse que, enquanto presidira a Reunião anterior, não
dera a palavra ao líder Izalci porque estava em processo de votação. O deputado
Izalci contra-argumentou afirmando que a palavra poderia ter sido concedida após
a votação, o que não acontecera. Para orientar votação, a vice-líder do PT
orientou voto sim. O líder do PMDB orientou voto contrário ao requerimento, no
que foi seguido pelos representantes dos demais da base relativamente à
orientação dada. Solicitada a verificação de votação por vários partidos. Com a
palavra, o líder do governo, André Moura, orientou o voto contrário, tendo
caracterizado como diálogo informal sem consequência as conversas entre os
ministros Geddel e Calero. Acrescentou que o governo da Bahia, cujo titular era
do PT, aprovara o empreendimento defendido por Geddel. Disse que o governo Dilma
mudara 83 ministros, tendo citado José Dirceu, Palocci e outros ex-ministros;
que o PT não teria legitimidade para criticar a permanência do ministro Geddel.
Pela ordem o deputado Vladimir Costa disse que renunciaria em 24 horas se algum
parlamentar viesse a comprovar que já havia sido preso por qualquer motivo. Em
votação, o Requerimento foi rejeitado, com os votos favoráveis dos
deputados Paulão, Jorge Solla e Adelmo Carneiro Leão. Votaram contrariamente à convocação os
deputados Darcísio Perondi, Valtenir Pereira, Hugo Motta, Cacá Leão, Efraim
Filho, Aníbal Gomes, Nílton Capixaba, Toninho Wandscheer, Wladimir Costa, Luiz
Cláudio, Wellington Roberto, Lindomar Garçon, Marcos Reategui, Izalci Lucas,
Vanderlei Macris, Alberto Filho e Uldurico Junior. 2
- Requerimento Nº 281/16 - do Sr.
Jorge Solla - que "solicita o convite ao Excelentíssimo Senhor Marcelo Calero,
ex-ministro da Cultura, para prestar esclarecimentos sobre denúncia de
cometimento de crime de tráfico de influência, advocacia administrativa e abuso
de poder". Defendido pelo autor; em discussão, com a palavra a vice-líder Erika
Kokay disse que o Brasil não é um país quebrado; e que os que chegaram ao
governo para consertar o que consideravam quebrado não estavam tendo sucesso;
que o índice de desemprego seria um dos indicadores do fracasso. Disse que no
governo em curso os denunciados ficavam e os denunciantes saiam. Que,
relativamente à lava-jato, os partidos com maior envolvimento em corrupção eram
o PP e, em seguida, o PMDB. O deputado Vladimir Costa disse que o autor do
requerimento é acusado de corrupção, em verbas da saúde, que envolvera 202
milhões de reais na Bahia. O deputado Jorge Solla, citado, retrucou o deputado
Vladimir Costa, tendo afirmado que este teria tentado descaracterizar o autor do
requerimento em vez de argumentar sobre o requerimento. Acrescentou que não era
réu em nenhuma ação, mesmo após ter sido gestor da saúde na Bahia. O deputado
Cacá Leão elogiou o trabalho do deputado Jorge Solla na saúde da Bahia, falou
positivamente sobre o deputado Vladimir Costa, e solicitou a todos que se
ativessem ao tema em discussão. Encerrada a discussão, foi solicitada a quebra
de interstício para verificação de votação, em requerimento. A vice-líder Érika
Kokay, autora, defendeu o requerimento de quebra do interstício, mostrou
matérias de jornal Folha de São Paulo que informam que familiares do ministro
Geddel faziam a defesa do prédio em Salvador cuja edificação fora proibida pelo
IPHAN. Todos os partidos da base aliada encaminharam voto contrário. Em votação,
foi rejeitado o requerimento de quebra do interstício. Com a palavra, o PT, pelo
deputado Jorge Solla, encaminhou o voto sim. O PMDB, pelo deputado Valtenir
Pereira, encaminhou o voto contrário. Pela Liderança do governo, o deputado
André Moura orientou o voto contrário em nome de toda a base. Em votação, o
requerimento foi rejeitado, com os
votos favoráveis dos deputados Jorge Solla, Paulão, e Adelmo Carneiro Leão. Nada
mais havendo a tratar, o Presidente encerrou a Reunião às doze horas e trinta e
nove minutos, antes, porém, reafirmou a convocação da reunião extraordinária de
Audiência Pública, destinada a discutir a “Privatização das distribuidoras de
energia: CEPISA, CEAL, ELETROACRE, CERON, BOA VISTA ENERGIA e AMAZONAS ENERGIA”,
em atendimento ao Requerimento nº 271/2016 – autor Leo de Brito -, no mesmo
plenário 9. E, para constar, eu ______________________, Luiz Paulo Pieri, lavrei
a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente,
Deputado Leo de Brito ______________________, e publicada no Diário da Câmara
dos Deputados.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.
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