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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE
SEGURANÇA PÚBLICA E COMBATE AO CRIME ORGANIZADO
55ª Legislatura - 2ª
Sessão Legislativa Ordinária
ATA DA 19ª REUNIÃO
ORDINÁRIA
REALIZADA EM 14 de setembro de 2016.
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Às
onze horas e vinte e dois minutos do dia quatorze de setembro de
dois mil e dezesseis, reuniu-se
ordinariamente a Comissão de Segurança Pública e Combate ao Crime
Organizado, no Plenário 6, Anexo II da Câmara dos Deputados, sob a
presidência do Deputado Alexandre Baldy. Registraram presença os
Deputados Alexandre Baldy - Presidente;
Alberto Fraga e Aluisio Mendes - Vice-Presidentes; Alexandre Leite,
Delegado Edson Moreira, João Campos, Laudivio Carvalho, Onyx
Lorenzoni, Paulo Freire e Subtenente Gonzaga - Titulares; Carlos
Henrique Gaguim, Carmen Zanotto, Lincoln Portela, Pastor Eurico e
Rômulo Gouveia – Suplentes. Compareceram também os Deputados Jones
Martins, Magda Mofatto e Thiago Peixoto, como não-membros. Deixaram
de comparecer os Deputados Cabo Sabino, Capitão Augusto, Delegado
Éder Mauro, Eduardo Bolsonaro, Efraim Filho, Ezequiel Teixeira,
Fernando Francischini, Gilberto Nascimento, Givaldo Carimbão,
Gonzaga Patriota, Guilherme Mussi, Keiko Ota, Laerte Bessa, Mauro
Lopes, Moroni Torgan, Paulo Martins, Reginaldo Lopes, Rocha, Ronaldo
Martins, Vitor Valim e Wilson Filho. ABERTURA: O Presidente
declarou abertos os trabalhos e anunciou a ORDEM DO DIA: audiência
pública para “Debater ações integradas entre as instituições de
segurança pública, ações de prevenção de violências, de repressão
qualificada da criminalidade, culminando com a construção de um
Pacto de Segurança Integrada”, em atendimento ao Requerimento nº
167/16, de autoria do Deputado Alexandre Baldy. Após a audiência,
lembrou o Presidente, caso houvesse quórum, haveria deliberação de
proposições constantes na pauta anteriormente divulgada. Dando
início à audiência, convidou, então, para compor a mesa os senhores
José Eliton Figueiredo Júnior, Vice-Governador e Secretário de
Segurança Pública do Estado de Goiás; Cesar Roberto Simoni de
Freitas, Secretário de Segurança Pública do Estado do Tocantins;
Márcia de Alencar Araújo, Secretária de Estado da Segurança Pública
e Paz Social do Distrito Federal; Jefferson Miler Portela e Silva,
Secretário de Segurança Pública do Estado do Maranhão; Marcelo
Vargas Lopes, Delegado-Geral da Polícia Civil do Estado do Mato
Grosso do Sul; Elizete Lionel, Superintendente de Representação do
Estado de Rondônia; e João Octacílio Silva Neto, Delegado-Geral da
Polícia Civil do Estado de Minas Gerais. Com a palavra o Secretário
José Eliton Figueiredo Júnior agradeceu ao Presidente da Comissão
pelo convite, bem como ao Presidente da Câmara dos Deputados, pelo
café-da-manhã oferecido na residência oficial. Em seguida, falou da
importância do Pacto para a Segurança Pública, que estava sendo
costurado pelos Secretários de Segurança Pública do País, que já
tinha gerado dois documentos de projetos e intenções, denominados
“Carta de Bonito” e “Carta de Goiânia”, a qual passou às mãos do
Presidente Alexandre Baldy. Em seguida, defendeu a urgente criação
do Ministério da Defesa, fator importante, segundo ele, para a
mitigação da percepção de impunidade existente no País,
especialmente pela existência e o mau uso dos institutos da audência
de custódia e do regime de progressão, sobre as quais defendeu
reformas urgentes. Por fim, criticou o sistema carcerário
brasileiro, inoperante e obsoleto, e defendeu ainda uma completa
reforma da legislação penal de processo penal existentes, o que
seria, inclusive, a forma ideal para que a União participasse mais
efetivamente do debate, até então restrito, praticamente, às
Unidades da Federação. Em seguida, falou o Deputado Subtenente
Gonzaga, ressaltando que o grande problema da segurança pública era
o de gestão. Para dirimi-lo, sugeriu que duas medidas fossem
tomadas: a criação do Sistema Único do Sistema de Segurança Pública,
como já ocorria com o Sistema de Saúde, e a urgente criação do
Ministério da Segurança Pública. Em seguida usaram da palavra os
Deputados Federais, pelo Estado de Goiás, Magda Mofatto e Thiago
Peixoto, que unanimemente defenderam que o Pacto pela Segurança
fosse, na verdade, um “Pacto pela Vida”, o que seria possível com
algumas medidas claras: a troca de inteligência entre as polícias, e
o entendimento, por todos, de que a segurança pública só seria
modificada com ações em campos interdisciplinares, como o trabalho,
o emprego e a educação. Logo depois, o Senhor Jefferson Miler
Portela e Silva, Secretário de Segurança Pública do Estado do
Maranhão, agradeceu ao Presidente e ressaltou a oportunidade
histórica, pois se dava num período de transição de governo.
Defendeu a completa reforma da legislação penal e processual penal,
exemplificando, como um absurdo, o prazo médio de dez anos para o
julgamento de um homicídio. Posicionou-se contra o tribunal do júri,
o excesso de recursos e o instituto da prescrição. Por fim, também
defendeu a urgente criação do Ministério da Segurança Pública. Em
seguida, a Senhora Márcia de Alencar Araújo, Secretária de Estado da
Segurança Pública e da Paz Social do Distrito Federal começou
dizendo que o foco principal de mudança deveria ser o de gestão,
reivindicando que a área de segurança pública tivesse o mesmo
tratamento constitucional e orçamentário aos dedicados à educação e
à saúde. Explicou que o “Pacto pela Vida” era um programa que tinha
nascido no Governo de Pernambuco, na Gestão do ex-Governador Eduardo
Campos, e que naquele momento estava sendo implantado em Brasília.
Tinha como foco a reeducação dos jovens, o aumento do Estado Social
e repúdio ao Estado Policial. Por fim, também defendeu a criação do
SUSP e do Ministério da Segurança Pública. Com a palavra, o Senhor
César Roberto Simoni de Freitas, Secretário de Segurança Pública do
Estado do Tocantins, também ressaltou da importância da gestão e de
uma coordenação central. Nesse sentido, o grupo de Secretários de
Segurança Estaduais que ora se reunia deveria ser apenas o embrião
para a futura criação do Ministério da Defesa e do Sistema Único de
Saúde. Finalizou dizendo que o fórum ideal para que tal debate fosse
feito era justamente a Câmara dos Deputados, a Casa do Povo, razão
pela qual agradeceu e cumprimentou os membros da Comissão e
especialmente o Deputado Alexandre Baldy. O Presidente concedeu,
então, a palavra ao Deputado Carlos Henrique Gaguim, que após
cumprimentar a todos, fez coro pela apoiamento à criação do SUSP e
do Ministério da Defesa. Em seguida, falou o Senhor Eric Seba de
Castro, Diretor-Geral da Polícia Civil do Distrito Federal, que
criticou a ideia, muitas vezes dominante, de que o criminoso era
sempre vítima de circunstâncias sociais adversas. Ressaltou que
crimes como o tráfico de drogas, por exemplo, tinham apelo em todas
as classes sociais. Por fim defendeu que no Brasil se utilizasse uma
política de “tolerância zero”, semelhante à que fora utilizada, anos
antes, e com muito sucesso, na cidade de Nova Iorque, nos Estados
Unidos da América, que teve como embasamento a “Teoria das Janelas
Quebradas”. Com a palavra, em seguida, o Coronel Divino Alves de
Oliveira, Comandante-Geral da Polícia Militar do Estado de Goiás,
parabenizou a todos pela iniciativa, que em sua opinião era urgente,
pois para quem, como ele, trabalhava no final do processo de
segurança, era sempre um sinal de alívio quando as casas superiores,
como a Câmara dos Deputados, se propunham a ouvir os operadores da
segurança pública. Logo depois o Coronel José Frederico Gomes
Pereira, Comandante-Geral da Polícia Militar da Polícia do Maranhão,
que depois de agradecer a todos, fez um breve relato da caótica
situação por que passava a segurança pública em seu Estado,
especialmente quanto ao sistema carcerário. Defendeu que a função
precípua dos policiais era a de coerção, e não a de educação, que
poderia ser um instrumento da segurança pública, mas apenas quando
os cidadãos de bem se sentissem seguros nas ruas e nas suas casas, o
que absolutamente não acontecia na maioria das cidades do País.
Utilizou da palavra, em seguida, o Senhor Bruno Tasca Cabral, Chefe
de Gabinete do Delegado-Geral do Estado de Minas Gerais, quem
procurou demonstrar que a mudança na segurança pública brasileira
passava por reformas em três eixos, necessariamente: o legislativo,
o orçamentário e o gerencial. Logo depois foi a vez do Coronel Edvan
de Jesus Silva, Chefe do Estado-Maior do Estado do Tocantins, que
defendeu o crescimento do “Pacto da Segurança Pública” a fim de
englobar outras áreas da sociedade, tornando-se um verdadeiro “Pacto
Social”. A palavra foi franqueada em seguida ao Tenente-Coronel
Alexandre Figueiredo Lemos, que depois de parabenizar a iniciativa,
colocou-se a disposição para contribuir com o que fosse necessário
para o avanço do “Pacto“. Logo depois falou o Tenente-Coronel
Alexandre Lemos, do Estado do Tocantins, que parabenizou a todos
pela inciativa, aproveitando para falar da importância dos Corpos de
Bombeiros Militares, do qual fazia parte, nas políticas de segurança
pública do País. Em seguida falou o Senhor Eder Guarnieri,
Procurador do Estado de Rondônia, que disse que apenas uma mudança
constitucional, legal e orçamentária, advinda da União e repassada
aos Estados e Municípios poderia começar a reformar o quadro caótico
em que se encontrava a segurança pública no Brasil. Foi passada a
palavra, então, ao último orador inscrito João Octacílio Silva Neto,
Delegado-Geral da Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, que
agradeceu a todos, parabenizou os organizadores e colocou a Polícia
do Estado de Minas Gerais à disposição, além de defender, com
urgência, a criação do Ministério da Segurança Pública. O
Presidente, Deputado Alexandre Baldy, agradeceu e parabenizou a
todos pelo comparecimento e pelo comprometimento com a causa,
assegurando que, como relator do Projeto de Lei do Sistema Único de
Segurança Pública, faria de tudo para que a lei estivesse nas ruas o
mais rápido possível, aproveitando para colocar a Comissão e a
Câmara dos Deputados à disposição para toda e qualquer discussão
sobre audiência pública que fosse relevante para o País. O
Presidente suspendeu a reunião às treze horas e vinte e nove
minutos. Como não houvesse quórum para deliberações, a reunião foi
encerrada às dezessete horas e vinte minutos, deixando, pois, de
serem deliberados os PROJETOS DE LEI Nºs
6.240/13, 5.394/13,
4.246/15, 5.201/16, 1.277/15, 1.388/15, 1.627/15, 1.993/15, 2.687/15, 4.454/16 e 4.947/16. ENCERRAMENTO: E, para
constar, eu, José Bemfica de Deus ___________________________,
Secretário Executivo, lavrei a presente Ata, que, lida e aprovada,
será assinada pelo Presidente, Deputado Alexandre Baldy
___________________________, e publicada no Diário da
Câmara dos Deputados. |