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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL
55ª Legislatura - 2ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA
DA 8ª REUNIÃO EXTRAORDINÁRIA AUDIÊNCIA PÚBLICA
REALIZADA EM 15 DE JUNHO DE
2016.
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Às
onze horas e cinco minutos do dia quinze de junho de dois mil e dezesseis,
reuniu-se a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, no Anexo
II, Plenário 03 da Câmara dos Deputados. Compareceram os Deputados Luiz
Carlos Hauly e Rômulo Gouveia - Vice-Presidentes; Arlindo Chinaglia, Arnon
Bezerra, Átila Lins, Benito Gama, Bonifácio de Andrada, Bruna Furlan,
Capitão Augusto, Carlos Zarattini, Claudio Cajado, Henrique Fontana,
Jarbas Vasconcelos, Jean Wyllys, Jô Moraes, Márcio Marinho, Marcus
Vicente, Miguel Haddad, Pastor Eurico, Ricardo Teobaldo , Roberto Góes e
Rosangela Gomes - Titulares; Átila Lira, Bruno Covas, Carlos Andrade,
Cristiane Brasil, Jair Bolsonaro, João Gualberto, Luiz Carlos Busato, Luiz
Nishimori, Nelson Marquezelli, Ronaldo Lessa, Subtenente Gonzaga,
Vanderlei Macris e Vicente Candido – Suplentes. Compareceram também os
Deputados Carlos Henrique Gaguim, César Messias, Delegado Edson Moreira,
Duarte Nogueira, Evair de Melo, Raquel Muniz, Tenente Lúcio e Weliton
Prado, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Ezequiel
Fonseca, Heráclito Fortes, Jefferson Campos, Marcelo Castro, Marco Maia,
Moses Rodrigues, Roberto Freire, Rubens Bueno e Tadeu Alencar.
Justificaram a ausência os Deputados Eduardo Barbosa, Pedro Vilela e
Takayama. ABERTURA:
o
Presidente em exercício, Deputado Luiz Carlos Hauly, deu início à Reunião
Extraordinária de Audiência Pública explicando
que aquela reunião decorria da aprovação, no
Colegiado, do Requerimento 131, de 2016, de
autoria do Deputado Claudio Cajado.
Explicou que a audiência tinha o objetivo de debater a crise do setor
naval brasileiro. Nesse momento, o Presidente em exercício passou a
direção dos trabalhos ao Deputado Claudio Cajado. Assumindo a direção dos
trabalhos, o Deputado Claudio Cajado explicou que a Petrobrás e a empresa
Sete Brasil não encaminharam representantes para participar da audiência
pública, embora tivessem sido convidadas. O Deputado expressou
insatisfação pela ausência das empresas, assinalando que isso enfraquecia
o debate em torno do tema da audiência. Logo após, o Presidente convidou
para compor a Mesa o Contra-Almirante Alexandre Rabello de Faria,
Coordenador do Programa de Reaparelhamento da Marinha do Brasil, e o
Senhor Edson Carlos Rocha da Silva, Coordenador da Confederação Nacional
dos Metalúrgicos. O convidado explanou sobre os projetos estratégicos da
Marinha do Brasil, abordando a visão de futuro, as necessidades e as
contribuições para o setor da construção e da reparação naval,
especificamente no campo militar.
Esse convidado informou que a Marinha do Brasil constrói navios de guerra
complexos, tal como as fragatas da classe Niterói, o Navio Escola Brasil,
o Navio-Tanque Almirante Gastão Mota, todos com mais de trinta anos de
operação, que deverão ser substituídos a médio prazo. Posteriormente, o
convidado ressaltou que a Marinha elabora projetos de construção de navios
desde os anos 80 e 90, inicialmente com as corvetas da classe Inhaúma e a
corveta da classe Barroso. Na atividade de patrulhamento naval,
acrescentou que a Marinha projetou navios de menor porte da classe Grajaú,
tendo sido seis deles construídos na Alemanha e seis construídos em
estaleiros brasileiros. Atualmente, a Marinha também constrói navios de
patrulha de grande porte, de quinhentas toneladas, da classe Macaé, que
possui maior autonomia de operação no patrulhamento. Porém, por ser um
projeto francês, o Brasil paga “royalties” pela construção dessa classe. O
convidado informou que dois navios da classe Macaé foram construídos e
estão em operação no momento. Outros dois navios dessa classe tiveram a
construção iniciada, mas, por dificuldades financeiras do estaleiro EISA,
essa construção foi interrompida. Dando seguimento, informou que a Marinha
realiza o Projeto Cartográfico da Amazônia, com navios da Classe Rio
Tocantins, o Projeto de Renovação das Corvetas, como as corvetas da classe
Tamandaré, entre outros projetos estratégicos. Alguns desses projetos
estão paralisados e outros em andamento, como o Projeto Nuclear da
Marinha. Destacou que a interrupção de projetos estratégicos para a
obtenção da plena capacidade operacional da esquadra naval, como renovação
da frota de fragatas da classe Niterói, causa grande prejuízo no serviço
de vigilância da costa brasileira. Dando continuidade, alertou que o
Brasil precisa renovar sua frota naval e que a melhor solução seria
aumentar o investimento de novos meios e não a aquisição de navios de
outros países. O convidado, concluindo sua apresentação, salientou que os
desafios a serem enfrentados são inerentes à dimensão marítima do Brasil,
demandando responsabilidade de todos, visto que grande parte da economia
brasileira transita pelo mar, além de descobertas de petróleo no pré-sal e
a questão da proteção ambiental. Destacou que isso tudo exige aumentar a
base de defesa naval, como a construção de navio de propulsão nuclear. Em
seguida, o Deputado Claudio Cajado passou a Presidência da Mesa ao
Deputado Bonifácio de Andrade, que, logo após, passou a palavra ao Senhor
Edson Carlos Rocha da Silva, representante da Confederação
Nacional dos Metalúrgicos. O convidado iniciou sua fala alertando que o
Brasil se encontrava em um momento de crise econômica na indústria naval e
salientou a necessidade de existir uma política de Estado e não uma
política de governo para o setor da construção naval.
Alertou que os problemas econômicos da Petrobrás, ligados à crise do
petróleo, provocaram a falência dos estaleiros brasileiros, como o
estaleiro Mauá, EISA, entre muitos outros. Esse problema provocou a
demissão em massa dos empregados da indústria naval. Informou que, a
partir de 2015, houve a redução de mais de sessenta por cento de postos de
trabalho da indústria naval por conta da crise econômica, ou seja, cerca
de cinquenta e cinco mil empregos. O convidado alertou quanto à
necessidade de promover mudanças da forma de contratar os estaleiros
brasileiros, acostumados com a concessão de subsídios e benefícios
fiscais, apontando, como exemplo, os estaleiros Mauá, EISA, Enseada, além
de outros, todos com os processos de navios em construção paralisados. Em
seguida, passou-se a lista dos
parlamentares inscritos. Fizeram uso da palavra para comentários e
questionamentos os Deputados Bonifácio de Andrada, Jô Moraes, Roberto
Góes, Carlos Andrade e Vanderlei Macris. ENCERRAMENTO:
Nada
mais havendo a tratar, o Presidente agradeceu a presença dos convidados e
dos senhores parlamentares e encerrou os trabalhos às doze horas e
cinquenta minutos. E,
para constar, eu ______________________, Edilson Holanda Silva,
Secretário-Executivo, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e
aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Claudio Cajado
______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados.
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