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Às
dez horas e vinte e seis minutos do dia vinte e seis de
outubro de dois mil e quinze, reuniu-se a Comissão de
Cultura, no Anexo II, Plenário 10 da Câmara dos
Deputados. Esteve presente a Deputada Erika Kokay –
Suplente. Deixaram de comparecer os Deputados Cabuçu
Borges, Celso Jacob, Efraim Filho, Ezequiel Teixeira,
Félix Mendonça Júnior, Jean Wyllys, Leônidas Cristino,
Luciana Santos, Marcelo Matos, Margarida Salomão, Moses
Rodrigues, Rubens Otoni, Sérgio Reis, Tadeu Alencar,
Tiririca e Waldenor Pereira. Justificou a ausência o
Deputado Tiririca.
ABERTURA: A Deputada Érika
Kokay, no exercício da Presidência, declarou
aberta a Audiência Pública, atendendo ao Requerimento de
nº 22/2015, de sua autoria, com a finalidade de discutir
a situação da Escola de Música de Brasília.
Primeiramente, houve a apresentação da cantora Denise
Tavares, que interpretou a cappela a
Bachiana nº 5 de Heitor Villa Lobos. Foram então
convidados a tomar assento: Valéria Fajardo, aluna e
membro do Conselho Escolar da Escola de Música de
Brasília; Orlando do Santos Oliveira Filho, Presidente
do Conselho Escolar da Escola de Música de Brasília;
Fernanda Marsaro, Representante
da Secretaria de Educação do Distrito Federal; Ayrton
Pisco, Diretor da Escola de Música de Brasília; Nanan
Catalão, Secretária-Adjunta de Cultura do Distrito
Federal; Patrício Lavenery, Professor da Escola de
Música e representante do SINPRO/DF, e Polyelton Lima,
Professor e Diretor do Sinpro/DF. Em
seguida, a Presidente passou a palavra à senhora Valéria
Fajardo, que discorreu inicialmente sobre a origem da
Escola de Música de Brasília e de sua importância para a
vida cultural da cidade, destacando os desafios dos
professores e artistas que se desenvolvem naquele
ambiente. Relatou as dificuldades sobre o olhar que os
órgãos públicos têm a respeito da Escola de Música, que
é vista apenas como “despesa”. Depois, a Senhora
Fernanda Marsaro relatou o trabalho da Secretaria de
Educação nas questões da Escola de Música. Ressaltou que
o atual formato da escola não atende mais as demandas
apresentadas pela sociedade. Sugeriu uma reflexão acerca
de outras possibilidades de formato para a instituição,
a exemplo dos institutos federais de educação, para que
se consiga enxergar não somente os professores e alunos,
mas os artistas que são gerados naquela Escola. Passada
a palavra ao senhor Ayrton Pisco, foram relatados os
desafios na gerência da escola, como os questionamentos
dos funcionários acerca da administração da escola, ou a
metodologia implantada nos cursos desenvolvidos. Abordou
que alguns debates podem ser discutidos em um nível mais
abrangente, como a qualidade da educação, ou o
desempenho dos alunos brasileiros em nível
internacional. Fez uma reflexão acerca do atual momento
social, que traz uma “inanição cultural”, para as
pessoas desprovidas de acesso aos meios de cultura.
Destacou o potencial gigantesco da escola, mas observou
a necessidade de que todos saiam da zona de conforto
para que atendam aos interesses da sociedade. Fez um
desafio a todos para que o Distrito Federal seja um ente
da federação de analfabetismo musical zero. Passada a
palavra para Nanan Vasconcelos, ela relatou que foi
aluna da escola e tem um grande carinho pela
instituição. Destacou que as instalações são
praticamente as mesmas de quando foi aluna, o que pode
representar riscos para os alunos e professores que ali
frequentam. Relatou as providências que estão sendo
discutidas e mencionou emendas que já estão sendo
executadas relativas a obras e compras de instrumentos.
Solicitou também um trabalho coletivo em busca de
soluções para os problemas da escola. Informou, ainda,
que várias providências estão sendo tomadas, como
estudos acerca da transformação da escola em patrimônio
imaterial. Relatou também as dificuldades financeiras
por que passa o Governo do Distrito Federal, o que
obriga a todos buscarem soluções diferenciadas para a
crise que se instalou. Em seguida, Patrício de Lavenere,
professor da Escola de Música, fez uma contextualização
sobre a situação da Educação no Distrito Federal. Em
seguida destacou a qualidade dos cursos desenvolvidos na
Escola, que já atendeu a mais três mil alunos e formou
profissionais com reconhecimento internacional. Relatou
a importância do Curso Internacional de Verão e sua
importância para a divulgação da música brasileira em
nível internacional. Apresentou propostas de reforma e
construção de novos prédios, aumento do espectro de
cursos, maior capilaridade das opções de cursos
oferecidos, instalação de um polo de educação a
distância, criação de legislação própria para a Escola
de Música, considerando suas especificidades, aprovação
de cursos já desenhados, entre várias outras
providências. Questionou os atos do Diretor da Escola,
Prof. Pisco, que vem realizando atos sem que as decisões
sejam discutidas de forma colegiada. Questionou a zona
de conforto, relatada pelo diretor, o que não
corresponde à realidade. Pediu o apoio dos parlamentares
no sentido do tombamento e registro, como patrimônio
material e imaterial, da Escola de Música de Brasília. A
seguir, o Sr. Polyelton, do SINPRO/DF, destacou que o
papel da Escola de Música não pode ser apenas de
formação de público, mas de formação musical e de um
caminho de sensibilidade para as questões sociais.
Informou que o Governo, mesmo depois de um longo tempo
ciente dos problemas da instituição, somente há pouco
tempo fez uma visita in loco.
Criticou o grupo de trabalho responsável por discutir as
questões da Escola de Música, que não conta com nenhum
professor da escola. Afirmou que mesmo com todas essas
questões, a instituição é referência em nível mundial e
recebe frequentemente representantes de outros governos
e países para conhecer o trabalho lá desenvolvido.
Encerrou sua fala, informando que cobrará do Governador
as promessas feitas quando da visita à Escola. A seguir,
foi facultada a participação do público presente, que
comentou as dificuldades vividas no trabalho e os
desafios que se apresentam no atual cenário. Tiveram a
palavra as seguintes pessoas: Edilene Abreu, Denilson,
Oswaldo Amorim, Luiz Henrique, Caio Mourão, Rodrigo
Antero, Clarissa Moreira Barros e Davidson. Para
concluir, a Presidente passou a palavra aos
palestrantes, que prestaram informações a
questionamentos pontuais trazidos pela audiência e
agradeceram a participação no evento. E, para constar,
eu ______________________, Nádia Lúcia das Neves Raposo,
lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada,
será assinada pela Deputada Erika Kokay, no exercício da
Presidência,______________________, e publicada no
Diário da Câmara dos Deputados.
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