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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL
55ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA
DA SEXAGÉSIMA QUINTA REUNIÃO ORDINÁRIA (AUDIÊNCIA PÚBLICA) REALIZADA EM 22 DE
OUTUBRO DE 2015.
Às
nove horas e cinquenta e nove minutos do dia vinte e dois de outubro de
dois mil e quinze, reuniu-se a Comissão de Agricultura, Pecuária,
Abastecimento e Desenvolvimento Rural, no Anexo II, Plenário 6, da Câmara
dos Deputados. Presentes os Deputados: Carlos Henrique Gaguim e Nilson
Leitão - Vice-Presidentes; Adilton Sachetti, Celso Maldaner, César
Messias, Dilceu Sperafico, Elcione Barbalho, Evair de Melo, Francisco
Chapadinha, Heitor Schuch, Jerônimo Goergen, Jony Marcos, Luis Carlos
Heinze, Luiz Nishimori, Marcon, Nelson Meurer, Odelmo Leão, Raimundo Gomes
de Matos, Ricardo Teobaldo, Rogério Peninha Mendonça, Silas Brasileiro,
Tereza Cristina, Valdir Colatto e Zé Silva - Titulares; Aelton Freitas,
Alexandre Baldy, Alfredo Kaefer, Carlos Melles, Dr. Sinval Malheiros,
Luciano Ducci, Marcelo Aro, Nelson Marquezelli, Professor Victório Galli,
Subtenente Gonzaga e Vicentinho Júnior – Suplentes. Compareceram também os
Deputados Edinho Bez, Mariana Carvalho, Raquel Muniz e Weliton Prado, como
não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Abel Mesquita Jr., Afonso
Hamm, André Abdon, Assis do Couto, Beto Faro, Bohn Gass, César Halum,
Evandro Roman, Hélio Leite, Heuler Cruvinel, Irajá Abreu, João Daniel,
Josué Bengtson, Kaio Maniçoba, Luiz Cláudio, Marcelo Castro, Newton
Cardoso Jr, Onyx Lorenzoni, Pedro Chaves, Roberto Balestra, Ronaldo Lessa,
Sérgio Moraes, Valmir Assunção, Zé Carlos e Zeca do PT. ABERTURA:
O Presidente em exercício, Deputado Evair de Melo,
declarou abertos os trabalhos, cumprimentou a todos, agradeceu a presença
dos parlamentares e convidados, esclarecendo que a reunião tinha por
objetivo realizar uma "discussão do Projeto de Lei n.º 1.016/2015, que
define as atribuições do profissional de zootecnia", objeto do
Requerimento n.º 127/2015, de autoria do Deputado ALBERTO FRAGA - DEM/DF.
Esclareceu as regras para o procedimento da reunião e convidou para compor
a Mesa os seguintes convidados: BENEDITO FORTES DE ARRUDA - Presidente do
Conselho Federal de Medicina Veterinária - CFMV; CÉLIA REGINA ORLANDELLI
CARRER - Presidente da Associação Brasileira de Zootecnistas - ABZ e
Professora Doutora da Universidade de São Paulo - USP; EMÍLIO ELIAS
MOUCHREK FILHO - Representante da Confederação dos Engenheiros Agrônomos
do Brasil – CONFAEAB; ELIZEU AUGUSTO DE BRITO - Federação Nacional dos
Engenheiros de Pesca do Brasil; IRAN BORGES - Presidente da Sociedade
Brasileira de Zootecnia e Professor da Universidade Federal de Minas
Gerais; JULIO OTAVIO JARDIM BARCELOS - Conselho Federal de Medicina
Veterinária - CFMV; WALTER MOTTA FERREIRA - Professor Doutor da
Universidade Federal de Minas Gerais - UFMG; JOSÉ GERALDO DE VASCONCELOS
BARACUHY - Representante do Conselho Federal de Engenharia e Agronomia –
CONFEA; CÁSSIO JOSÉ DA SILVA - Professor Doutor da Faculdade de Agronomia
e Medicina Veterinária da Universidade de Brasília e Diretor Estadual da
Associação Brasileira de Zootecnistas; JOSÉLIO ANDRADE MOURA -
Vice-Presidente da Sociedade Brasileira de Medicina Veterinária; MARCOS
ELIAS TRAAD DA SILVA - Diretor-Geral do Detran-PR e Presidente da
Associação Nacional dos Detran (AND) e Conselheiro da Associação
Brasileira de Zootecnistas; CEZAR AMIN PASQUALIN - Presidente do Sindicato
dos Médicos Veterinários no Estado do Paraná - SINDIVET- PR e
Representante da Federação Nacional dos Médicos Veterinários – FENAMEV; e
CRISTIANO
BARROS MELO – Representante da niversidade de Brasília - UNB, Assessor da
Vice-Reitoria e Professor Doutor da Faculdade de Agronomia e Medicina
Veterinária. Após, o Presidente passou a palavra aos convidados: Benedito Fortes de
Arruda
discorreu sobre os dados estatísticos do agronegócio e sua importância ao
Brasil, bem como a distribuição geográfica das faculdades, dos alunos e
dos graduados dos cursos de zootecnia e de medicina veterinária; Célia Regina Orlandelli
Carrer
falou sobre as características legais e educacionais da Zootecnia,
defendendo a alteração da Lei nº 5.550/68 para que não seja admitido aos
engenheiros agrônomos e aos médicos veterinários atuarem como
zootecnistas; Emílio Elias Mouchrek
Filho
afirmou não estarem os veterinários e os agrônomos desejosos de usurpar as
atribuições dos zootecnistas, argumentando que o mercado deve escolher
qual o melhor profissional para determinado trabalho; Elizeu Augusto de
Brito
afirmou que as atribuições do engenheiro de pesca, a qual exige formação
específica, condenando o PL nº 1.016/2015 por retirar atribuições de
outros profissionais e atribuí-las somente aos zootecnistas; Iran Borges
falou sobre a formação específica dos zootecnista e que os outros
profissionais não possuem capacitação técnica suficiente para o exercício
da profissão, ao contrário do que a lei permite, hoje; Julio Otavio Jardim
Barcelos
discorreu sobre a transversalidade das três profissões, defendendo a
liberdade no acesso ao conhecimento e ao exercício profissional,
ressaltando que nenhum país reconhece os serviços do zootecnista como
parte do seguimento sanitário e que o PL acabaria por prejudicar os
acordos internacionais no que tange à segurança sanitária. O Dep.
Luis Carlos
Heinze
assumiu a presidência e deu continuidade à apresentação dos convidados:
Walter Motta
Ferreira
defendeu a aprovação do PL 1.016/2015, refutando as críticas apresentadas
sob o argumento de que seria injusta a dupla titulação conferida aos
médicos veterinários e engenheiros agrônomos, permitindo-os exercer também
o ofício da zootecnia; José Geraldo de Vasconcelos
Baracuhy
discorreu sobre a importância história da agronomia e disse que o
engenheiro agrônomo especialista em zootecnia tem competência para exercer
a profissão de acordo com as normas vigentes, posicionando-se contra a
aprovação do PL nº 1.016/2015. O Dep. Evair de Melo
reassumiu a presidência e repassou a palavra ao Sr. Cássio José da Silva,
que defendeu a aprovação do PL, para que não haja sobreposição de
atribuições dos profissionais. O Deputado Luis Carlos Heinze,
no uso da palavra, defendeu que o mercado deve definir qual profissional
deva ser contratado para determinado serviço, não uma lei. Afirmou que os
profissionais não poderiam ser antagônicos, mas deveriam trabalhar juntos
para melhorar o setor agropecuário brasileiro. O Deputado Valdir Colatto
afirmou que esse debate já foi realizado, anteriormente, na Casa e que
tinha pedido o consenso entre as classes para definir o texto ideal do
projeto, sem o qual o PL não seria aprovado. O presidente repassou a
palavra ao Sr. Josélio Andrade
Moura,
que pediu respeito aos engenheiros agrônomos e aos médicos veterinários e
argumentou que haveria espaço para todos os profissionais atuarem. O
Deputado Celso
Maldaner
assumiu a presidência e deu a palavra ao Sr. Marcos Elias Traad da
Silva,
que defendeu o acordo e o diálogo entre os profissionais para definir a
área de atuação de cada um. O Dep. Evair de Melo
reassumiu a presidência e repassou a palavra aos demais convidados: Cezar Amin Pasqualin
discorreu sobre os sucessos nas pesquisas agropecuárias no Brasil e pediu
união e respeito entre os profissionais para continuarem a desenvolver o
setor; Cristiano
Barros Melo
disse serem desnecessários e inoportunos os conflitos entre os
profissionais, dizendo que o movimento de reserva de acadêmico é típico de
países de terceiro mundo, induzindo os parlamentares a erros e
prejudicando o agronegócio no Brasil, apresentando falhas no projeto que
poderiam afetar o comércio internacional por falta de formação
profissional dos zootecnista para os trabalhos de vigilância sanitária,
como apresentado na proposta. No uso da palavra, a Deputada Elcione Barbalho
disse que estaria analisando todas as falas para fundamentar o seu
posicionamento no futuro parecer sobre o PL nº 1.016/2015. Após, a palavra
foi repassada ao Deputado Estadual Rasca Rodrigues,
do Paraná, que discorreu sobre sua experiência profissional e defendeu que
haja liberdade para o exercício das profissões, sem a reserva de mercado,
ressaltando os danos ao setor caso o PL fosse aprovado, pedindo o
arquivamento do projeto. O presidente em exercício, Dep. Evair de Melo,
repassou a palavra aos convidados para suas considerações finais:
Emílio Elias
Mouchrek Filho defendeu
não ter o engenheiro agrônomo dupla titulação, mas pode ser um
especialista em zootecnia, sendo que o texto da lei nº 5.550/68, ao usar o
termo “profissão” de zootecnia para os agronomistas e aos veterinários,
seria apenas um equívoco terminológico do legislador da época, mas isso
não retiraria deles a competência profissional adquirida com seus esforços
como especialistas; Benedito Fortes de
Arruda
disse estar o Conselho Medicina Veterinária aberto aos zootecnistas para o
diálogo, os quais, inclusive, já foram diretores do CFMV, presidentes e
membros dos Conselhos Regionais de Medicina Veterinária; Elizeu Augusto de
Brito
pediu o arquivamento da proposição, dizendo que os engenheiros de pesca
não deseja retirar as atribuições dos outros profissionais, defendendo que
o mercado escolha o mais preparado; Célia Regina Orlandelli
Carrer
defendeu a aprovação do PL, cujo texto não retiraria a competência nem
restringiria o campo de atuação dos outros profissionais. O Dep.
Evair de
Melo
defendeu o desenvolvimento tecnológico do país para o desenvolvimento do
setor agropecuário, pedindo a harmonia e a união entre os setores. O Dep.
Alfredo
Kaefer,
a quem fora concedida a palavra, denunciou o prejuízo causado pela invasão
de terras no Brasil e defendeu um ponto de equilíbrio entre os
engenheiros, veterinário e dos zootecnistas para desenvolver o setor. Nada
mais havendo a tratar, o Presidente em exercício agradeceu a todos e
encerrou a sessão às doze horas e cinquenta e três minutos, antes, porém,
convocou os senhores deputados para participarem da reunião ordinária de
audiência pública, a ser realizada no dia 27 de outubro, terça-feira, às
14h30, neste plenário, para “discutir a situação da BR 367 nos trechos:
Ijicatu à Virgem da lapa; Salto da Divisa - Jacinto - Almenara; Minas
Novas - Virgem da Lapa, no Estado de Minas Gerais”. O inteiro teor foi
gravado, passando as notas taquigráficas a integrarem o acervo documental
desta reunião. E, para constar, eu, Moizes Lobo da Cunha,
______________________secretário, lavrei a presente Ata, que por ter sido
lida e aprovada, será assinada pelo Presidente em exercício, Deputado
Evair de Melo _______________________________, e publicada no Diário da
Câmara dos Deputados.
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