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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL
55ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA DA 42ª
REUNIÃO ORDINÁRIA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA
REALIZADA EM 29 DE SETEMBRO DE 2015
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Às quinze horas do dia vinte e nove de
setembro de dois mil e quinze, reuniu-se a Comissão de Relações Exteriores
e de Defesa Nacional, no Anexo II, Plenário 14 da Câmara dos
Deputados.
Compareceram os Deputados Jô Moraes -
Presidente; Bruna Furlan e Subtenente Gonzaga -
Vice-Presidentes; Átila Lins, Chico Lopes, Claudio Cajado, Eduardo
Barbosa, Eduardo Cury, Jarbas Vasconcelos, Jean Wyllys, Marcus Vicente,
Nelson Marquezelli, Pastor Eurico e Rubens Bueno - Titulares;
Caetano, Capitão Augusto, Daniel Coelho, Dilceu Sperafico, Eduardo
Bolsonaro, Goulart, Luiz Nishimori, Marcelo Castro, Roberto Sales e Rocha
– Suplentes. Compareceram também os Deputados Carlos Henrique
Gaguim, Erika Kokay, Luiz Couto, Professor Victório Galli, Tenente Lúcio e
Weliton Prado, como não membros. Deixaram de comparecer os Deputados Arlindo
Chinaglia, Benito Gama, Carlos Zarattini, César Halum, Deley, Ezequiel
Fonseca, Henrique Fontana, Heráclito Fortes, Ivan Valente, Jefferson
Campos, Luiz Lauro Filho, Marco Maia, Paulo Abi-Ackel, Rômulo Gouveia,
Stefano Aguiar e Takayama. Apresentaram escusas
os Deputados Antônio Jácome, Arthur
Oliveira Maia, Givaldo Vieira e Rosangela Gomes.
ABERTURA: a
Presidente, Deputada Jô Moraes, deu
início à Reunião Ordinária de Audiência Pública explicando que
ela
decorria da aprovação do Requerimento
nº
78, de autoria do Deputado Jean Wyllys, aprovado pela Comissão e que tinha
por objetivo avaliar os balanços
dos programas de proteção aos defensores de direitos humanos implementados
no Brasil, Colômbia e México. Em seguida, a Presidente passou a direção
dos trabalhos ao Deputado Jean Wyllys, que chamou para compor a Mesa o
Senhor
Fernando Antonio dos Santos Matos, Diretor do Departamento de Defesa dos
Direitos Humanos da Secretaria de Direitos Humanos da Presidência da
República; a Senhora Fernanda Calderaro da Silva, Coordenadora-Geral do
Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos da Secretaria de
Direitos Humanos da Presidência da República; o Senhor
Pedro
Marcos de Castro Saldanha, Chefe da Divisão de
Direitos Humanos do Ministério de Relações Exteriores; a Senhora Lívia
Nascimento Tinoco, Procuradora da República, em Sergipe. Em seguida, o
Presidente franqueou a palavra ao Senhor Fernando Antonio dos Santos
Matos, que fez
um breve histórico desde a edição da Declaração dos Direitos e
Responsabilidades dos Indivíduos, Grupos e Órgãos da Sociedade para
Promover e Proteger os Direitos Humanos e Liberdades Individuais
Universalmente Reconhecidos, adotada pela Organização das Nações Unidas em
1998, para explicar como chegaram ao formato do Programa Nacional de
Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos – PNPDDH, lançado em 2004.
Fez uma comparação entre o que estabeleciam a Resolução da ONU e o PNPDDH.
Defendeu a apreciação do projeto de lei que estava tramitando na Câmara
dos Deputados desde 2009 sobre o assunto. Fez uma avaliação do engajamento
dos entes federativos ao programa instituído. Nesse
momento, o Presidente passou a palavra à Senhora Fernanda Calderaro da
Silva, que falou
sobre o Programa de Proteção aos Defensores dos Direitos Humanos – PPDDH,
destacando sua finalidade, sua linha de atuação, seu orçamento, a
participação dos estados, sua estrutura e os avanços alcançados no período
2014/2015. Em
seguida, o Presidente passou a palavra ao Senhor Pedro Marcos
de Castro
Saldanha, que falou
que a ONU estava avançando no tema com a adoção de uma série de resoluções
que reconheciam o sério risco que corriam os defensores de direitos
humanos em todo o mundo. Explicou que o Brasil, no contexto internacional,
vinha atuando, constantemente, no apoio a essas iniciativas e resoluções,
copatrocinando, inclusive, as resoluções que estavam sendo adotadas pelo
Conselho de Direitos da ONU, como as que renovavam o mandato do relator
especial sobre defensores de direitos humanos. Destacou que o relator
especial reconhecera que o programa brasileiro era importante e pioneiro,
bem como deveria servir de modelo para outros países. Afirmou reconhecer
que, apesar de o programa brasileiro ser positivo, poderia melhorar e que
o Ministério das Relações Exteriores estava aberto a receber cooperação e
trocar boas práticas com outros programas que pudessem ser aplicados à
realidade brasileira. Por fim, destacou que o país dera um passo muito
importante ao reconhecer internacionalmente, junto à Comissão
Interamericana de Direitos Humanos, a situação de vulnerabilidade em que
se encontravam os defensores e defensoras dos direitos humanos no
Brasil.
Em seguida, o Presidente passou a palavra à Senhora Lívia Nascimento
Tinoco que
relatou a sua experiência em relação ao programa de proteção aos
defensores de direitos humanos e citou casos em que obtivera êxito nas
ações desempenhadas. Por fim, falou dos seguintes problemas enfrentados
nos quais deveriam ser envidados esforços para saná-los: 1) a ausência de
um marco legal, uma vez que o programa tinha sua existência por meio de um
decreto; 2) recursos limitados e insuficientes; 3) descontinuidade dos
convênios por parte dos Estados; 4) dificuldade no provimento de soluções
de tecnologia de informação para que se melhorasse a gestão do programa e
se aproximasse as políticas da União das políticas dos Estados por meio de
programas de tecnologia de informação que permitissem acompanhamentos de
indicadores; e 5) o crime de ameaça que era previsto no Código Penal, mas
a legislação se encontrava em revisão do âmbito do Congresso Nacional.
Em
seguida, não havendo parlamentares inscritos para fazer uso da palavra,
o Presidente franqueou a
palavra aos convidados para que apresentassem suas considerações finais.
ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Presidente apresentou
seus comentários finais, agradeceu a
presença dos convidados e dos demais presentes e
encerrou os trabalhos às dezessete horas e quarenta e oito minutos.
E, para constar,
eu ______________________, Edilson Holanda,
Secretario-Executivo,
lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será
assinada pelo
Presidente em exercício, Deputado Jean Wyllys_____________________,
e publicada no Diário da Câmara dos Deputados.
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