CÂMARA DOS DEPUTADOS|
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Às onze horas e
dezessete minutos do dia dois de setembro de dois mil e quinze, reuniu-se
a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa Nacional, no Anexo II,
Plenário 03 da Câmara dos Deputados. Compareceram os Deputados Jô
Moraes - Presidente; Bruna
Furlan, Carlos Zarattini e Subtenente Gonzaga - Vice-Presidentes; Arlindo
Chinaglia, Eduardo Barbosa, Ezequiel Fonseca, Henrique Fontana, Jean
Wyllys, Luiz Lauro Filho, Marco Maia, Marcus Vicente, Pastor Eurico, Paulo
Abi-Ackel, Rubens Bueno e Stefano Aguiar - Titulares; Daniel Coelho,
Fernando Marroni, João Gualberto, Luiz Nishimori, Marcelo Castro, Marcelo
Squassoni e Raul Jungmann – Suplentes. Compareceram também os
Deputados Fabio Garcia, Gonzaga Patriota e Valtenir Pereira, como não membros. Deixaram de comparecer
os Deputados Antônio Jácome, Arthur Oliveira Maia, Átila Lins, Benito
Gama, César Halum, Claudio Cajado, Deley, Eduardo Cury, Heráclito Fortes,
Ivan Valente, Jefferson Campos, Nelson Marquezelli, Rômulo Gouveia,
Rosangela Gomes e Takayama.
Apresentaram escusas os Deputados Cabo Daciolo, Chico Lopes e
Jarbas Vasconcelos. ABERTURA:
a
Presidente, Deputada Jô Moraes, deu inicio à Reunião Extraordinária de Audiência Pública explicando
que a realização da Audiência Pública decorria da aprovação do
Requerimento nº 66, de autoria do Deputado Ezequiel Fonseca,
aprovado pela Comissão. Explicou também que a audiência tinha por objetivo
debater os dez anos
do Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o Exercício
de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do Mercosul. Ato contínuo, a Presidente convidou a
compor a Mesa a Conselheira Almerinda Augusta de Freitas Carvalho, Chefe da Divisão de Temas Educacionais do Ministério das
Relações Exteriores; o Conselheiro Luiz Roberto Liza Curi, Membro da Câmara de Educação
Superior do Conselho Nacional de Educação; o Professor Vicente Celestino
de França, Representante da
Associação Nacional dos Pós-Graduados em Instituições Estrangeiras de
Ensino Superior (ANPGIEES); e o Advogado José Rossini Campos do Couto
Corrêa, Conselheiro Federal e
Membro da Comissão Nacional de Educação Jurídica da Ordem dos Advogados do
Brasil (OAB). Nesse momento, a Presidente passou a direção dos trabalhos
ao Deputado Ezequiel Fonseca. Em seguida, o Presidente passou a palavra ao
Conselheiro Luiz Roberto Liza Curi que explicou que os diplomas
estrangeiros eram revalidados obrigatoriamente por universidades
brasileiras, no caso de graduação e por universidades públicas ou
privadas, no caso de pós-graduação stricto sensu. Falou sobre o Mercosul
Educacional e da participação do Brasil no processo de cooperação ocorrido
em seu âmbito ao longo dos anos. Falou também do Sistema de Acreditação
Regional de Cursos de Graduação do Mercosul (ARCU-SUL). Informou que a
nova resolução que orientaria as normas de revalidação de diplomas de
cursos de graduação e o reconhecimento de diploma de pós-graduação stricto
sensu encontrava-se no aguardo de homologação ministerial, o que deveria
ocorrer até o final do mês corrente. Esclareceu que essa nova resolução
traria diversas novidades, especialmente em relação ao Projeto de
Cooperação Regional Educacional no Mercosul, entre elas: a simplificação
de procedimentos, o estabelecimento de prazos para as instituições e o
controle externo das universidades revalidadoras. Defendeu que a
revalidação de diplomas de graduação e o reconhecimento de diplomas de
pós-graduação, mestrado e doutorado eram uma forma ampla, rica e preciosa
de intercâmbio científico. Em seguida, o Presidente passou a palavra à
Conselheira Almerinda Augusta de Freitas Carvalho que informou que
nos dias 2 e 3 de julho do ano corrente houvera uma reunião do Mercosul
para analisar o reconhecimento de título de educação superior. Na ocasião,
formara-se um grupo de trabalho composto por representantes da Argentina,
do Uruguai, do Paraguai, da Venezuela, da Bolívia e do Brasil. Ressaltou
que essas reuniões de reconhecimento nunca chegavam a um consenso, uma vez
que cada país possuía uma maneira diferente de solucionar a temática.
Destacou, no entanto, que os países membros concordavam com as seguintes
questões: a necessidade de fortalecimento do ARCU-SUL; a instituição de
acordos bilaterais entre universidades para agilizar o reconhecimento de
títulos; e a construção de uma rede de cursos e universidades acreditadas
pelo ARCU-SUL para reconhecimento mútuo. Falou sobre o projeto referente ao tema que estava
tramitando no Congresso Nacional. Por fim, ressaltou que o reconhecimento
de diplomas iria trazer estrangeiros para trabalharem no Brasil em um
momento em que se estava precisando de mão de obra qualificada. Nesse
momento, o Presidente passou a palavra ao Advogado José Rossini Campos do
Couto Corrêa que destacou que o grande fenômeno
surgido na segunda metade do século vinte eram as comunidades de nações.
Defendeu que não era possível ser potência econômica sem ser potência
educacional, por isso a agenda educacional dentro desse processo de
integração era relevante. No âmbito do Mercosul, destacou que nenhum dos
países que integravam o bloco econômico estava na vanguarda da educação no
mundo, por isso era necessário dar uma atenção especial ao assunto.
Defendeu a criação de políticas educacionais transnacionais de longo prazo
e a escolha de um ente do bloco para responder pela formulação e
implementação dessas políticas, bem como pela revalidação de títulos
acadêmicos. Destacou que um título acadêmico era uma aquisição pessoal,
por isso deveria ser garantida jurídica e politicamente pelos estados
partes, numa perspectiva de emancipação e de promoção dos direitos e
garantias individuais. Em seguida, o Presidente passou a palavra ao
Professor Vicente Celestino de França que disse que era direito do cidadão
ter o seu diploma reconhecido. Afirmou que em outros países também havia
dificuldade para validação de diploma. Ressaltou que nos últimos trinta
anos aumentara a oferta de cursos de graduação no Brasil. No entanto, a
oferta de cursos de pós-graduação era pouca, por isso muitos brasileiros
estudavam fora do País. Informou que havia uma média de vinte mil
brasileiros que não podiam exercer a profissão porque não possuíam
diplomas validados. Esclareceu que o processo de integração educacional no
Mercosul era lento devido à falta de consenso sobre o tema. Citou como
desafios à efetivação do Acordo de Admissão de Títulos e Graus Universitários para o
Exercício de Atividades Acadêmicas nos Estados Partes do
Mercosul o lento processo para sua efetivação junto ao Parlasul; a lenta
tramitação no Congresso Nacional dos projetos que tratavam do assunto; o
preconceito institucional e o bloqueio à validação dos diplomas dos países
que compunham o bloco econômico; e os poucos avanços na integração
educacional no Mercosul. Por fim, falou das ações promovidas pela ANPGIEES
sobre o tema e pediu ajuda à
Comissão para resolver a questão. Em seguida, não havendo parlamentares
inscritos para fazer uso da palavra, o Presidente franqueou a palavra aos
convidados para que apresentassem suas considerações finais. ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a
tratar, o Presidente agradeceu a presença dos convidados, dos senhores parlamentares e dos demais
presentes e encerrou os trabalhos às treze horas e dezoito minutos. E, para
constar, eu ______________________, Edilson Holanda Silva,
Secretario-Executivo, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será
assinada pelo Presidente em exercício, Deputado Ezequiel Fonseca
_____________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados.
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