|
Às quatorze horas e cinquenta e nove minutos do dia vinte e seis de agosto de dois mil e quinze, reuniu-se a Comissão Especial para análise, estudo e formulação de proposições relacionadas à Lei 8.666, de 1993 (institui normas para licitações e contratos da Administração Pública e dá outras providências), no Anexo II, Plenário 8 da Câmara dos Deputados. Registraram presença os Deputados Carlos Marun - Presidente; Julio Lopes e Fábio Mitidieri - Vice-Presidentes; Mário Heringer - Relator; Luiz Carlos Busato e Osmar Serraglio - Relatores-Parciais; Andre Moura,
Davidson Magalhães, Eduardo Cury, Júlio Delgado, Laercio Oliveira, Leandre
e Remídio Monai - Titulares; Ana Perugini, Átila Lins, Edinho Bez, Júlio
Cesar e Lucio Mosquini - Suplentes. Compareceram também os Deputados
Alexandre Baldy, Carlos Henrique Gaguim e Evair de Melo, como não-membros.
Deixaram de comparecer os Deputados Aguinaldo Ribeiro, Bacelar, Bebeto,
Celso Maldaner, Félix Mendonça Júnior, Helder Salomão, José Carlos
Aleluia, José Guimarães, Margarida Salomão, Milton Monti, Nelson Marchezan
Junior, Rogério Rosso e Vinicius Carvalho. Justificou a ausência o
Deputado Félix Mendonça Júnior. ABERTURA: O
Presidente declarou abertos os trabalhos e submeteu à apreciação a
Ata da décima quinta reunião, realizada no dia dezenove de
agosto de dois mil e quinze, cuja leitura foi dispensada a
pedido do Deputado Mário Heringer. Em votação, a Ata foi aprovada.
EXPEDIENTE: O Presidente i nformou
que havia recebido da Secretaria-Geral da Mesa o seguinte expediente já deferido
pelo Presidente da Casa: Ofício 1188/15, da Liderança do PMDB, indicando
o Deputado Leonardo Quintão para suplente. ORDEM
DO DIA: Audiência Pública, com os seguintes convidados:
RUI MAGALHÃES PISCITELLI, Procurador Federal e Consultor da
União da CGU/AGU, representando a Advocacia-Geral da União (AGU);
FRANCISCO EDUARDO DE HOLANDA BESSA, Secretário Federal de Controle
Interno, representando a Controladoria Geral da União (CGU), acompanhado de seu
assessor Fábio Santana Silva, e RAFAEL JARDIM
CAVALCANTE, Auditor e Secretário da SEINFRA PETROLEO, representando o
Tribunal de Contas da União (TCU). Ao anunciar a Ordem do Dia, o
Presidente informou que aquela audiência pública atendia aos requerimentos
dos Deputados Hélder Salomão, Nelson Marchezan Junior e Mário
Heringer, convidou os palestrantes a tomarem assento à mesa
e informou sobre os procedimentos regimentais que seriam observados
durante a reunião. Dando início à audiência pública, o Presidente concedeu
a palavra ao senhor Rui Piscitelli. Este agradeceu o convite à
AGU, destacou qualidades das leis existentes sobre o tema,
reconhecendo, entretanto, a necessidade de seu aperfeiçoamento;
citou práticas estimuladas pela AGU, na sua perspectiva de controle
da legalidade, que entendia importante serem incorporadas, como a
observância a minutas padronizadas de editais e contratos administrativos
e a pareceres
estruturantes ou referenciais; ao mencionar a interrupção de
obras públicas, defendeu que o controle das contratações públicas
deve observar não somente um princípio exclusivo, mas o conjunto deles,
uma vez que a ponderação deles é que levará ao melhor interesse
público, levando-se em consideração a questão custo-benefício; discorreu
ainda sobre as modalidades licitatórias e sobre outros institutos que
podem ser aperfeiçoados como o do diálogo competitivo e o do
procedimento de manifestação de interesse. Tendo assumido a presidência
dos trabalhos, o Deputado Luiz Carlos Busato concedeu a palavra ao senhor
Francisco Eduardo, da CGU, que justificou a ausênca do
Ministro-Chefe e afirmou que o olhar da CGU é o do controle
e que uma das questões que se coloca na discussão da lei das licitações
parece ser o aparente paradoxo entre busca da eficiência e controle;
afirmou que o controle, inclusive sob o ponto de vista doutrinário, e
especialmente na perspectiva de controle interno da CGU, tem a
finalidade de garantir o atingimento de objetivos;
discorreu
sobre as dificuldades do modelo atual da legislação, citando
dentre elas a questão das fases da licitação, dupla possibilidade de
recurso, falta de previsão de critérios objetivos; pouca ênfase dada no
texto da Lei 8.666 à questão do planejamento, que se constitui, segundo
ele, no grande gargalo das contratações públicas; enumerou, por fim,
vários outros aspectos da lei merecedores de aperfeiçoamento e, para
tanto, apresentou sugestões da CGU para a consideração
da Comissão. Por último, o senhor Rafael Cavalcante, pelo TCU, fez um
apanhado sobre os novos institutos do processo de contratação
pública, como o regime diferenciado de contratação - RDC, que
descreveu como uma legislação menos procedimental, "mais aberta, mais
lacunosa", que dá mais liberdade aos gestores, mas ainda assim
condiciona as decisões a motivação, o que significa atender de forma
mais equânime a economicidade, eficácia e efetividade na resolução dos
problemas; afirmou que o objetivo de qualquer lei de licitação é
viabilizar a melhor contratação possível para o Poder Público e discorreu
sobre os seguintes temas: inversão de fases, sigilo de orçamento, lances
abertos para obras de engenharia, contratação integrada, anteprojeto,
matriz de risco e contratação semi-integrada. Encerradas as palestras, o
Deputado Luiz Carlos Busato concedeu a palavra ao Relator, que fez
perguntas e considerações sobre as palestras dos convidados. Assumiu
a presidência o Deputado Lucio Mosquini, que concedeu a palavra ao
Deputado Remídio Monai e, em seguida, fazendo ele próprio algumas
considerações e perguntas, passou a palavra aos convidados para suas
respostas e considerações finais. Finda a audiência, o Deputado Lucio
Mosquini informou que estava organizando uma
viagem internacional aos Estados Unidos e Chile
para conhecer os processos licitatórios desses países, pedindo aos
deputados interessados em participar que o procurassem.
ENCERRAMENTO:
O
Deputado Lucio Mosquini agradeceu aos convidados pelas contribuições,
convocou reunião de Audiência Pública para a quarta-feira seguinte, dia
dois de setembro, às quatorze horas e trinta minutos e encerrou
os trabalhos às dezesseis horas e trinta e sete minutos. E, para constar,
eu _______________, Cláudia Maria Borges Matias, lavrei a presente Ata,
que, após lida e aprovada, será assinada pelo Presidente da Comissão,
Deputado Carlos Marun _________________________, e publicada no Diário da
Câmara dos Deputados. O inteiro teor foi gravado, passando o arquivo de
áudio correspondente a integrar o acervo documental da reunião.
xxxxxxxxxxxxxx.
|