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Às
dez horas e trinta e um minutos do dia doze de agosto de dois mil e
quinze, reuniu-se a Comissão de Meio Ambiente e Desenvolvimento
Sustentável, no Anexo II, Plenário 02 da Câmara dos Deputados sob
a Presidência do Deputado Rodrigo Martins - Primeiro
Vice-Presidente, destinada à apreciação de proposições. Registram suas
prenças os Deputados:
Átila Lira -
Presidente ; Rodrigo Martins, Ricardo Izar e Stefano
Aguiar - Vice-Presidentes ; Arnaldo Jordy, Augusto Carvalho, Daniel Coelho,
Edmilson Rodrigues, Eduardo Bolsonaro, Josué Bengtson, Leonardo Monteiro,
Nilto Tatto, Ricardo Tripoli, Roberto Balestra, Roberto Sales, Sarney
Filho, Valdir Colatto e Weverton Rocha - Titulares; Andre
Moura, Bruno Covas, Conceição Sampaio, Mauro Pereira, Paulão, Penna e Zé
Silva - Suplentes. Compareceram também os Deputados
Carlos Henrique Gaguim, Delegado Edson Moreira, Evair de Melo, Tenente
Lúcio e Weliton Prado, como não-membros .
ABERTURA:
Havendo número regimental, o Senhor
Presidente declarou abertos os trabalhos e colocou à apreciação a Ata da
22ª Reunião (Deliberativa Ordinária), realizada no
dia 05/08/2015; e Ata da 23ª Reunião de (Audiência
Pública), realizada no dia 06/08/2015. Solicitada a dispensa
da leitura das Atas a pedido do Deputado Josué Bengtson. Em discussão e votação,
as Atas foram aprovadas, por unanimidade. ORDEM DO DIA: A -
Requerimentos: 1 - REQUERIMENTO
Nº 47/15 - do Sr. Átila Lira - que "requer que esta Comissão aprove e
encaminhe Moção a Ministra de Estado do Meio Ambiente para que providencie
recursos financeiros para sanar as dificuldades do Parque Nacional da
Serra da Capivara". O DEPUTADO NILTO TATTO
SUBSCREVEU O REQUERIMENTO. EM DISCUSSÃO E VOTAÇÃO, FOI APROVADO,
POR UNANIMIDADE. B
- Proposições Sujeitas à Apreciação do Plenário: 2
- PROJETO
DE DECRETO LEGISLATIVO Nº 54/15 - do Sr. Luiz Carlos Hauly - que
"susta os efeitos do Decreto nº 8.437, de 22 de abril de 2015 que
Regulamenta o disposto no art. 7º, caput, inciso XIV, alínea "h", e
parágrafo único, da Lei Complementar nº 140, de 8 de dezembro de 2011,
para estabelecer as tipologias de empreendimentos e atividades cujo
licenciamento ambiental será de competência da União". RELATOR: Deputado
DANIEL COELHO. PARECER: pela aprovação.
Vista conjunta
aos Deputados Edmilson Rodrigues e Josué Bengtson, em 15/07/2015. RETIRADO DE PAUTA, DE OFÍCIO, PELO
PRESIDENTE. C
- Proposições Sujeitas à Apreciação Conclusiva pelas Comissões: 3 - PROJETO
DE LEI Nº 3.259/12
- do Sr. Carlos Sampaio - que
"dispõe sobre o descarte dos filtros de cigarro e demais componentes de
qualquer produto fumígero, derivado ou não do tabaco, e dá outras
providências". RELATOR: Deputado ROBERTO SALES. PARECER: pela aprovação
deste, com substitutivo. Vista ao Deputado Mauro Pereira, em 15/07/2015. O
DEPUTADO ROBERTO SALES DEFENDEU O SEU PARECER. DISCUTIRAM A MATÉRIA OS
DEPUTADOS RICARDO TRIPOLI, ROBERTO SALES, NILTO TATTO E JOSUÉ BENGTSON. O
DEPUTADO NILTO TATTO APRESENTOU SUGESTÕES, AS QUAIS FORAM ACATADAS PELO
RELATOR, POR MEIO DE COMPLEMENTAÇÃO DE VOTO. EM VOTAÇÃO, FOI
APROVADO, POR UNANIMIDADE, O PROJETO DE LEI Nº 3.259/2012, COM SUBSTITUTIVO, NOS
TERMOS DO PARECER
E DA COMPLEMENTAÇÃO DE VOTO DO RELATOR. 4 - PROJETO
DE LEI Nº 3.550/12
- do Sr. Carlos Bezerra - que
"altera a Lei nº 9.966, de 28 de abril de 2000". EXPLICACAO DA EMENTA:
Inclui no conceito de descarga o vazamento decorrente de pesquisa,
exploração, lavra ou produção de recursos minerais, petróleo ou gás
natural em águas sob jurisdição nacional ou na plataforma continental.
RELATOR: Deputado JOSUÉ BENGTSON. PARECER: pela rejeição. Vista ao
Deputado Valdir Colatto, em 15/07/2015. O DEPUTADO JOSUÉ BENGTSON DEFENDEU
O SEU PARECER. DISCUTIU A MATÉRIA O DEPUTADO
EDMILSON RODRIGUES. EM VOTAÇÃO, FOI REJEITADO O PROJETO DE LEI Nº
3.550/2012, NOS TERMOS DO PARECER DO RELATOR, CONTRA OS VOTOS DOS
DEPUTADOS NILTO TATTO E EDMILSON RODRIGUES. 5 - PROJETO
DE LEI Nº 7.709/14 - do Sr.
Onofre Santo Agostini - que "acrescenta § 6º ao artigo 15 e parágrafo
único ao artigo 47 da Lei nº 9.985, de 18 de julho de 2000, que
regulamenta o art. 225 da Constituição Federal e institui o Sistema
Nacional de Unidades de Conservação da Natureza e dá outras providências".
(Apensado: PL 8280/2014) EXPLICACAO DA EMENTA: Proíbe a caça em área de
preservação ambiental e preserva os reservatórios. RELATOR: Deputado MAURO
PEREIRA. PARECER: pela aprovação deste, com substitutivo, e pela rejeição
do PL 8280/2014, apensado. Aprovado Requerimento de Adiamento de discussão, por
10 (dez) sessões, do Deputado Daniel Coelho, Vice-Líder, e Nilto Tatto, em
01/07/2015. RETIRADO DE PAUTA, DE OFÍCIO, PELO
PRESIDENTE. O Deputado Penna pediu a palavra
para repudiar o documento
“Agenda Brasil”, proposto parte
dos senadores do PMDB,
liderados pelo presidente do Senado, Senador Renan Calheiros, com propostas
“estruturantes” que incluem a reavaliação dos processos de licenciamento ambiental
e a demarcação de terras indígenas, o que nos leva a
afirmar que: O Congresso Nacional não pode querer desarmar um pauta bomba,
armando outra com temas polêmicos, geradoras
de conflitos, demandas judiciais e que em nada ajuda o
País a sair da crise. A aceleração do processo de
licenciamento ambiental, como anunciado, é na verdade, o desejo de
que sejam negligenciadas as salvaguardas ambientais, para que
projetos duvidosos sejam liberados sem os devidos cuidados, como foram
liberados os empreendimentos de Belo Monte, Angra 3, Usinas
do Madeira, Transposição do São Francisco,
entre outros, gerando problemas ambientais, sociais, econômicos e políticos.
É um equivoco colocar na conta dos órgãos ambientais os eventuais atrasos ocorridos
no processo de licenciamento, uma vez que os atrasos
estão diretamente relacionados à qualidade duvidosa dos estudos apresentado pelos
empreendedores e às limitações dos órgãos de licenciamento do País. Frisou que o
processo de demarcação de áreas indígenas é outro equívoco. Não muda em
nada o cenário de crise econômica, mas gera novos conflitos e intensifica
aqueles hoje já existentes. É uma injustiça colocar na conta dos povos
indígenas um problema que não foi criado a eles.
A iniciativa é oportuna no sentido de construir
uma agenda positiva, porém perde credibilidade ao aproveitar o
momento de dificuldade para pautar temas que interessam a
setores específicos, que em nada contribuem para
o enfrentamento das causas geradoras das dificuldades econômicas. É um grave
equívoco, às vésperas da Conferência das Partes da Convenção Quadro das Nações
Unidas sobre Mudanças Climáticas (COP21), que será realizada
em Paris no
final deste ano, a apresentação de propostas que atentam contra o bom
senso e a sustentabilidade, propostas que fragilizam em muito a
participação do Brasil na Conferência, por apontar para o aumento do
desmatamento em nosso País, e que é uma das principais causas das emissões
de gases de efeito estufa. Essas medidas potencializam o ataque à
legislação ambiental vigente, na linha do enfraquecimento das regras de
proteção do novo código florestal, da PEC 215, e na diminuição das áreas
de preservação na Amazônia, por medida provisória, para a instalação de
empreendimentos do setor elétrico, São Luis do Tapajós, dentre outras. Por
fim, cabe lembrar aqui a íntegra do Art. 225, da Constituição Federal,
Carta Magna da República: “Art. 225 Todos têm direito ao meio ambiente
ecologicamente equilibrado, bem de uso comum do povo e essencial à sadia
qualidade de vida, impondo-se ao Poder Público e à coletividade o dever de
defendê-lo e preservá-lo para as presentes e futuras gerações”. Cabe,
assim, o entendimento de que o Poder Público não tem o direito de
prejudicar o equilíbrio do meio ambiente tendo, ao contrário, o dever de
protegê-lo. O Deputado Ricardo Tripoli referendou as
ponderações do Deputado Penna e lembrou que o Senador Renan
Calheiro apresentou uma pauta à Presidente Dilma Rousseff, salve
engano, nominada de Carta Brasil, a qual refere-se aos problemas
ambientais do Brasil que ainda são maiores que os atuais
problemas econômicos e financeiros do Brasil. Lembrou,
também, que temos o maior berço de biodiversidade do mundo, com
grandes rios e terras indigenas, os quais sofrem constantes
conflitos, que deveriam ser apreciados e solucionado pelo Congresso
com uma legislação adequada e servindo de interlocutar dessas causas.
O Deputado Nilto Tatto pediu a palavra para manifestar o seu apoio ao
Deputado Penna reforçando que hoje vivemos uma crise econômica
juntamente com uma crise ambiental e que devemos encontrar soluções, não
paliativas, mais soluções definitivas e duradouras, que não coloque em
risco o patrimônio sociocultural do Brasil. Essa agenda criada pelo
Senado é complentamente contrária á pauta, por exemplo, da
Marcha das Magaridas, que nesta semana estão em Brasília, mais
de setenta mil mulheres, que objetiva uma inclusão
sociocultural e, principalmente, a preservação da diversidade
ambiental, com um crescimento social, cultural e ambiental. O
Deputado Nilto Tatto solidarizou-se com a manifestação e frisou
que a pauta das Margaridas tem mais relacionamento com um Brasil que
todos querem ver, que visa um crescimento social, cultural e ambiental. O
Deputado Edmilson Rodrigues pediu a palavra e ressaltou que
hoje existe uma cultura alimentar na Amazônia que visa a proteção de
algumas especies como a tartaruga. Há quarenta anos era comum ver nos
mercados tartarugas para consumo, hoje não exite mais isso. Ontem foi
mostrado na televisão uma festa com churrasco de
aproximadamente cinco tartarugas. Após denúncia a Polícia
Federal prendeu os proprietários. Esta agenda elaborada pelo Senado
deveria ter uma resposta efetiva da Presidente, pois caso ela concorde com
esta situação seria algo insustentável. A atual situação
ambiental do Brasil tornou-se algo suprapartidário, onde todos
se preocupa, chegando ao ponto de percebermos o brilho nos olhos das
pessoas quando falam sobre o tema. Esta agenda é um escandalo e não creo
que a Presidente Dilma irá concordar com isso, estaríamos perdendo
as nossas riquezas. O Deputado Sarney Filho ratificou que o Partido
Verde na pessoa do seu Presidente, Deputado Penna, já havia publicado uma
nota de repúdio nas mídias sociais e frisou que não consegue entender como
se propõe uma Pauta desta natureza ferindo os direitos indigenas, que
possibilita retirar ou diminuir as suas conquistas. Ressaltou que não
se pode regredir nas conquistas alcançadas pela nova economia de
baixo carbono, que são os ecossistemas, os serviços que eles prestam, as
populações que ajudam a mantê-los. Então, dentro desta
pespectiva, nós nos unimos às vozes que estão defendendo os
manifestos das ONG's e a do nosso Partido Verde repudiando essa
atitude que se colocam contrário a isso que consideramos um verdadeiro
retrocesso. O
Presidente em exercício, Deputado Rodrigo Martins passou a Presidência ao
Deputado Sarney Filho, por ser Relator da próxima proposição.
6 - PROJETO
DE LEI Nº 654/15 - do Sr. Luiz
Nishimori - que "dispõe sobre a proibição do uso de amálgama dentária,
composta por mercúrio, para restauração dentária". RELATOR: Deputado
RODRIGO MARTINS. PARECER: pela aprovação. O DEPUTADO RODRIGO
MARTINS DEFENDEU O SEU PARECER. EM DISCUSSÃO E VOTAÇÃO, FOI APROVADO O PORJETO DE LEI
Nº 654/15, POR UNANIMIDADE,
NOS TERMOS DO PARECER DO RELATOR. O Deputado Rodrigo
Martins reassumiu a Presidência. 7 - PROJETO
DE LEI Nº 1.688/15 - do Sr. Ronaldo Carletto - que "cria o
Fundo Nacional de Recuperação de Nascentes de Rios (FUNAREN), define os
recursos para seu financiamento e estabelece os critérios para sua
utilização". RELATOR: Deputado VALDIR COLATTO. PARECER: pela aprovação. Vista conjunta
aos Deputados Nilto Tatto e Ricardo Tripoli, em 05/08/2015. RETIRADO DE PAUTA, DE OFÍCIO, PELO
PRESIDENTE. A
seguir, o Presidente em exercício, Deputado Rodrigo Martins, convidou
os parlamentares e demais presentes a participarem dos seguintes eventos:
1) Reunião
de (Audiência Pública),
para discutir sobre saneamento ambiental rural, a realizar-se no dia
13/08/2015, às 10h, no Plenário nº 8; e 2) Reunião
(Deliberativa Ordinária),
a realizar-se no dia 19/08/2015 (quarta-feira), às 10h, no Plenário nº 2.
Nada
mais havendo a tratar, o Presidente em exercício, Deputado Rodrigo
Martins, declarou encerrada a presente reunião às onze horas e trinta e um
minutos e , para constar, eu,
Aurenilton Araruna de Almeida,______________________, Secretário Executivo,
lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada,
será assinada pelo Presidente em exercício, Deputado Rodrigo
Martins ______________________, e publicada no Diário da Câmara dos
Deputados.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.
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