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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE RELAÇÕES EXTERIORES E DE DEFESA NACIONAL
55ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA DA 28ª
REUNIÃO ORDINÁRIA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA
COM A PARTICIPAÇÃO DA COMISSÃO DE DIREITOS HUMANOS E MINORIAS
REALIZADA EM 16 DE JULHO DE 2015
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Às dez horas e trinta e nove minutos do dia dezesseis de julho de
dois mil e quinze, reuniu-se a Comissão de Relações Exteriores e de Defesa
Nacional, com a participação da Comissão de Direitos Humanos e Minorias,
no Anexo II, Plenário 03 da Câmara dos Deputados, sob a presidência da
Deputada Jô Moraes - Presidente; Compareceram os Deputados Antônio
Jácome, Eduardo Barbosa, Ezequiel Fonseca, Jarbas Vasconcelos, Jean
Wyllys, Paulo Abi-Ackel, Rômulo Gouveia, Rosangela Gomes e Rubens Bueno -
Titulares; César Messias, Dilceu Sperafico, Luiz Nishimori, Major Olimpio,
Rocha e Vicente Candido – Suplentes. Compareceram também os
Deputados Arnaldo Jordy, Carlos Henrique Gaguim, Delegado Edson Moreira,
Diego Garcia, Erika Kokay, Leo de Brito, Lincoln Portela, Mandetta e Pr.
Marco Feliciano, como não membros. Deixaram de comparecer os Deputados
Arlindo Chinaglia, Arthur Oliveira Maia, Átila Lins, Benito Gama, Bruna
Furlan, Carlos Zarattini, César Halum, Chico Lopes, Claudio Cajado, Deley,
Eduardo Cury, Henrique Fontana, Heráclito Fortes, Ivan Valente, Jefferson
Campos, Luiz Lauro Filho, Marco Maia, Marcus Vicente, Nelson Marquezelli,
Pastor Eurico, Stefano Aguiar, Subtenente Gonzaga e Takayama. ABERTURA: a Presidente deu início à Reunião Ordinária de Audiência Pública
explicando que aquela reunião decorria da aprovação, no Colegiado, do Requerimento nº 32
de 2015, de autoria dos Deputados Rocha e Subtenente Gonzaga, e do requerimento nº 73 de 2015, de
autoria do Deputado Arnaldo Jordy, aprovados, respectivamente, por aquela
Comissão e pela Comissão de Direitos Humanos e Minorias. Explicou que a
audiência tinha por objetivo debater sobre os problemas na área de segurança pública, oriundos
da entrada de haitianos e demais imigrantes pela fronteira do Acre.
Ato contínuo, a Presidente convidou a compor a Mesa o Senhor Beto Vasconcelos, Secretário Nacional de Justiça do Ministério da
Justiça; o Senhor Antônio Torres, Ouvidor da Secretaria Estadual de Justiça e Direitos Humanos do
Estado do Acre; a Senhora Juliana Felicidade Armede, Coordenadora do
Núcleo de Enfrentamento ao Tráfico de Pessoas, Erradicação do Trabalho
Escravo e Refúgio da Secretaria Estadual de Justiça e Defesa da Cidadania
de São Paulo; e o Senhor Maurício Correali, Delegado do
Departamento de Inteligência da Polícia Civil da Secretaria Estadual de
Segurança Pública de São Paulo; e a Senhora Nadine Talleis, imigrante
haitiana. Nesse momento, passou a direção dos trabalhos ao Deputado Rocha. Em seguida, o
Presidente passou a palavra
ao Senhor Senhor Beto Vasconcelos que fez um breve histórico sobre o Haiti, elencando os fatores
responsáveis pelo processo migratório haitiano. Falou das ações que os
Governos federal e estaduais estavam tomando para que esse fluxo
migratório se desse da melhor forma possível. Relatou os desafios
encontrados no desenvolvimento dessas ações e das estratégias adotadas
pelo Governo Federal ao tratar desse assunto. Finalizou destacando a parceria
entre a União, o Estado do Acre e os estados e municipíos de destino
desses imigrantes para que houvesse o devido acolhimento, o devido
abrigamento e a devida inserção laboral deles na sociedade brasileira.
Nesse momento, o Presidente
passou a
palavra ao Senhor Antônio Torres que falou sobre a rota utilizada pelos
imigrantes que chegavam ao país via Acre. Relatou as ações desenvolvidas
pelo governo acreano para acolher esses imigrantes, cujo contingente
aumentava a cada ano, transformando-se num desafio para aquele Estado e
para o Governo Federal. Nesse momento, o
Presidente passou a
palavra à Senhora Juliana Felicidade Armede, que explicou
que a temática do núcleo do qual era coordenadora era transversal
à política migratória. Afirmou que em São Paulo já haviam sido
identificados dois casos envolvendo haitianos, um relativo a trabalho
escravo e outro relativo à exploração sexual, e discorreu sobre eles.
Falou sobre o trabalho desenvolvido pela Governo do Estado de São Paulo
juntamente com o Governo Federal em relação aos imigrantes. Relatou as
difilcudades e os desafios a serem superados em relação à política
migratória. Defendeu o
modificação da legislação migratória para que, por meio dela, pudesse se
efetivar direitos migratórios sem a necessidade de atos administrativos.
Finalizou destacando que o Estado de São Paulo estava aberto para
contribuir tecnicamente com propostas que vinhessem a aprimorar
iniciativas da Câmara, bem como aberto ao diálogo. E convidou os
parlamentares a conhecerem os equipamentos e demais serviços que era
desenvolvidos por aquele Estado nessa área. Nesse momento, o Presidente
passou a palavra a Senhora Nadine
Talleis que iniciou falando da dificuldade que estava tendo para
conseguir um visto definitivo. Fez um breve relato do tempo em que viveu
no Haiti e da vida que vinha levando no Brasil. Em seguida, o Presidente
passou a palavra ao Deputado Arnaldo Jordy que falou na condição de autor
de um dos requerimentos que motivou a audiência pública. Em seguida, o Presidente passou a
palavra ao Senhor Maurício Correali que afirmou que a
política nacional de enfrentamento ao tráfico de pessoas passava por três
eixos: repressão, prevenção e atendimento à vítima. Informou que no
momento não se sabia quantos haitianos estavam em São Paulo. Não havia
esse controle. Informou que, de acordo com o banco de dados da Polícia
Civil de São Paulo, os haitianos não estavam envolvidos em criminalidade,
no entanto, demonstravam vulnerabilidade. Diante disso, afirmou que o
atual estágio do caso dos haitianos em São Paulo ainda não era uma questão
de polícia judiciária. Era uma questão de prevenção e para prevenir era
necessário articular e ter dados para tanto. Por isso, sugeriu a
implementação do Sistema Nacional de Informações de Segurança Pública,
Prisionais e sobre Drogas (SINESP), ferramenta existente no Ministério da
Justiça. Também sugeriu que os parlamentares instassem as polícias civis e
militares brasileiras a colocarem em suas matrizes curriculares o direito
de estrangeiros a fim de evitar que os imigrantes tenham um atendimento
inadequado por parte dos policiais. Por fim, sugeriu que os parlamentares
estimulassem leis que adotassem o chamado “Direito Administrativo Sancionado” com a finalidade de asfixiar administrativamente empresas e
entidades que usam o ser humano como mercadoria e como algo a ser
explorado. Em seguida, passou-se à lista dos parlamentares inscritos. Fizeram
usou da palavra para comentários e questionamentos os Deputados Leo de
Brito, César Messias, Angelim, Alan Rick, Jô Moraes, Erika Kokay e
Rosângela Gomes. ENCERRAMENTO:
Nada mais havendo a tratar, o Presidente agradeceu a presença dos
convidados, dos senhores parlamentares e dos demais presentes e encerrou
os trabalhos às treze horas e trinta e nove minutos. E, para constar, eu ______________________, Edilson Holanda Silva,
Secretário-Executivo, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e
aprovada, será assinada pelo Presidente em exercício, Deputado Rocha
______________________, e publicada no Diário da Câmara dos
Deputados. x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x-x. |