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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL
55ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA
DA TRIGÉSIMA QUARTA REUNIÃO ORDINÁRIA (AUDIÊNCIA PÚBLICA)
REALIZADA
EM 14 DE JULHO DE 2015.
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Às
catorze horas e quarenta e seis minutos do dia catorze de julho de dois
mil e quinze, reuniu-se a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento
e Desenvolvimento Rural, no Anexo II, Plenário 6 da Câmara dos Deputados.
Presentes os Deputados Irajá Abreu - Presidente; Carlos Henrique Gaguim -
Vice-Presidente; Adilton Sachetti, Beto Faro, Celso Maldaner, César Halum,
César Messias, Dilceu Sperafico, Evair de Melo, Evandro Roman, Francisco
Chapadinha, Hélio Leite, Jony Marcos, Kaio Maniçoba, Luiz Cláudio, Luiz
Nishimori, Marcelo Castro, Nelson Meurer, Odelmo Leão, Raimundo Gomes de
Matos, Rogério Peninha Mendonça, Ronaldo Lessa, Zé Carlos e Zé Silva -
Titulares; Alberto Filho, Alberto Fraga, Átila Lins, Daniel Vilela, João
Rodrigues, Lázaro Botelho, Marcelo Aro, Nilton Capixaba, Professor
Victório Galli, Sergio Souza, Vicentinho Júnior e Wilson Filho –
Suplentes; Compareceram também os Deputados André Fufuca, Angelim,
Delegado Edson Moreira, Hildo Rocha, João Fernando Coutinho, Joaquim
Passarinho, Marinha Raupp, Mauro Pereira, Professora Marcivania e Silas
Brasileiro, como não-membros. Deixaram de comparecer os Deputados Abel
Mesquita Jr., Afonso Hamm, André Abdon, Assis do Couto, Bohn Gass, Elcione
Barbalho, Heitor Schuch, Heuler Cruvinel, Jerônimo Goergen, João Daniel,
Josué Bengtson, Luis Carlos Heinze, Marcon, Newton Cardoso Jr, Nilson
Leitão, Onyx Lorenzoni, Pedro Chaves, Ricardo Teobaldo, Roberto Balestra,
Sérgio Moraes, Tereza Cristina, Valdir Colatto, Valmir Assunção e Zeca do
Pt. Justificaram a ausência os Deputados Ricardo Teobaldo e Sérgio
Moraes. ABERTURA: O Presidente
declarou abertos os trabalhos, cumprimentou a todos e agradeceu a presença
dos parlamentares e convidados, e esclareceu que a reunião tinha a
finalidade de "debater os resultados socioeconômicos e de gestão da
execução do Fundo Constitucional de Financiamento do Norte - FNO, em
especial, nas áreas rurais dessa região", objeto do Requerimento nº
047/2015, de autoria do Deputado Beto Faro - PT/PA, além de “tratar dos
Fundos Constitucionais, a fim de permitir que as instituições financeiras
federais possam operar os recursos destinados a esses fundos de
desenvolvimento”, objeto do Requerimento nº 53/2015, de autoria do
Deputado Irajá Abreu – PSD/TO. O Presidente
esclareceu as regras para o procedimento da reunião e convidou para
compor a Mesa os seguintes convidados:
Valmir
Pedro Rossi – Presidente do Banco da Amazônia S.A.; Márcio Vieira Recalde
– Superintendente Nacional de Agronegócios da Caixa Econômica Federal;
Jânio Carlos Endo Macedo – Diretor de Governo do Banco do Brasil;
Francisco das Chagas Soares – Diretor de Desenvolvimento Sustentável do
Banco do Nordeste; Djalma Bezerra de Mello – Superintendente de
Desenvolvimento da Amazônia - SUDAM; e Thiago Borba Abrantes – Coordenador
do Ramo Crédito da Gerência Técnica e Econômica da Organização das
Cooperativas Brasileiras (OCB), representando o
Bancoob/Sicoob.
Após, o Presidente passou a palavra aos Senhores convidados:
Valmir
Pedro Rossi,
que
cumprimentou
a todos e, fazendo uso de recursos audiovisuais, forneceu algumas
informações sobre a realidade financeira da instituição, o Banco da
Amazônia. Realçou que a ação do Banco no setor de financiamento cobre cem
por cento dos municípios com recursos do Financiamento do Norte – FNO,
enfatizando que no ano de dois mil e quinze recebeu do Tesouro Nacional
0,6% da arrecadação para investimento na região Norte. Disse, ainda, que
os fundos só se justificam se houver benefícios para a região, no entanto,
tem ocorrido déficit nos repasses do tesouro em face das atuais
dificuldades econômicas que o País atravessa. Informou, ainda, que no site
do Banco os usuários podem obter todos os percentuais de aplicação dos
recursos desse fundo, bem como todas as informações pertinentes à
aplicação desses recursos nos estados da Amazônia, destacando que o papel
do Banco da Amazônia é promover o desenvolvimento da região e que
necessita estar presente em alguns municípios que estão se
desenvolvendo; Márcio
Vieira Recalde,
que cumprimentou a todos e informou que a Caixa Econômica Federal foi
autorizada a participar na linha de investimento do setor de agronegócio a
partir do ano de dois mil e doze e que atua com cooperativa de crédito e
cooperativa de produção. Ressaltou, também, que o objetivo da Caixa
Econômica Federal é ampliar e consolidar sua participação nesse mercado e
que o crescimento na área foi expressivo no ano passado, totalizando a
aplicação de recursos no montante de nove bilhões de reais e que nesse ano
já alcançou dezoito bilhões de investimento no setor; Jânio Carlos Endo Macedo, que
cumprimentou a todos, também em nome do presidente do Banco do Brasil, e
fazendo uso de recursos audiovisuais, apresentou o desempenho do Banco do
Brasil na aplicação dos recursos do FCO e a perspectiva de utilização
desses recursos para os próximos anos, que são destinados aos produtores
de pequeno porte, empresariais ou agrícolas. Informou, também, que no ano
de dois mil e catorze, todos os municípios do Centro-Oeste foram
beneficiados pelo Banco do Brasil com os recursos desse fundo e que
cinquenta e um bilhões foi o total de financiamentos realizados até esta
data, sendo que, em dois mil e quinze, já foram aplicados seis bilhões; Francisco das Chagas Soares,
cumprimentou a todos, também em nome do presidente do Banco do Nordeste o
qual representou e, utilizando recursos audiovisuais, informou que o Banco
tem participação ativa em crédito de longo prazo para atividades
produtivas e ressaltou que a missão do Banco é atuar na promoção do
desenvolvimento regional sustentável como banco público competitivo e
rentável. Enfatizou, ainda, que a programação de investimento do FNE, que
atualmente abrange hum mil e novecentos e noventa municípios do nordeste,
é alinhada com a política de desenvolvimento regional e destina cinquenta
por cento dos recursos aos produtores mini, micro, pequenos e de médio
porte de cada estado e cinquenta por cento à região do semiárido
nordestino. Completou, ainda, que a programação do FNE tem suas ações
articuladas com entidades públicas e privadas da região - nesse caso as
entidades privadas de classe que representam o setor produtivo -, a
promoção da sustentabilidade e a preservação do meio ambiente; Djalma Bezerra de Mello, que
cumprimentou a todos os presentes e declarou a satisfação para a diretoria
do Banco da Amazônia diante dos últimos resultados dos investimentos
demonstrados pelos relatórios do FNO. Informou, ainda, que a Lei
Complementar 824/2007 criou a nova Superintendência de Desenvolvimento da
Amazônia, estabelecendo o Fundo Constitucional de Financiamento do Norte -
FNO como instrumento de ação da SUDAM para promoção do desenvolvimento da
Amazônia. Ressaltou, também, que o Banco da Amazônia, por uma questão de
proximidade, realiza operações conjuntas de investimento com o Banco do
Brasil e estende a possibilidade de promoção dessas ações com a Caixa
Econômica Federal; e Thiago Borba
Abrantes, que cumprimentou a todos e, utilizando recursos
audiovisuais, informou que sua apresentação destaca a atuação do Sistema
Nacional de Crédito Cooperativo – SNCC, que é composto por cinco
confederações, trinta e sete cooperativas centrais, hum mil e cento e seis
cooperativas singulares – que operam junto aos cooperados -, dois bancos
cooperativos e cinco mil e trezentos e trinta e três pontos de
atendimento. Enfatizou, ainda, que nos relatórios do ano de dois mil e
catorze foram beneficiados sete milhões e meio de cooperados pelos
investimentos de crédito das cooperativas, cuja participação avança em
todas as regiões, sendo mais expressiva na região Sul. Afirmou, também,
que as cooperativas de crédito estão presentes em noventa e cinco por
cento dos municípios brasileiros, sendo que em quatrocentos desses
municípios as cooperativas de crédito são as únicas instituições
financeiras existentes. Solicitou, em nome das instituições operadoras de
crédito, que o percentual de sete por cento de repasse, estimado e fixado
por resolução dos conselhos deliberativos da superintendência de
desenvolvimento de cada região, seja fixado em Lei e não por resolução,
promovendo, dessa forma, a obrigatoriedade de repasse e uma programação
prévia na atuação das cooperativas. Prosseguiu a reunião o Deputado Carlos
Henrique Gaguim, no exercício da presidência, que passou a palavra aos
Deputados autores dos requerimentos: Beto Faro, que ressaltou que o
FNO foi criado para diminuir as desigualdades sociais da região Norte,
afirmando que o Banco da Amazônia é primordial para o seu desenvolvimento
e defendeu, também, que os recursos continuem sendo aplicados corretamente
pelo Banco naquela região; Irajá
Abreu, que questionou sobre a dificuldade que existe no Banco da
Amazônia que limita a
autonomia das agências bancárias e impede a ampliação da sua atuação na
região Norte do País, especialmente no estado do Tocantins, pois a ossada
de investimento nesse estado é de apenas cem mil reais, tanto para pessoas
físicas ou jurídicas como para o comércio, indústria ou agricultura.
Indagou, também, a respeito da excessiva burocracia na análise e avaliação
dos projetos de pequenos, médios e grandes produtores e empresários,
provocando, dessa forma, reclamações generalizadas. Arguiu, ainda, por que
o Banco tem exorbitado do seu papel de banco de fomento ao exigir a
cobrança de três taxas, apesar de não garantir a liberação de um
financiamento, que são: taxa de avaliação sobre a garantia que foi
ofertada no projeto, que é de 0,5% sobre o imóvel avaliado; uma taxa de
análise de 1,25% sobre o financiamento solicitado; e, por fim, a taxa do projeto
de 1,5% executada por técnicos de uma empresa credenciada pelo banco.
Reportando-se à Lei 7.827/89, que estabelece que são autorizadas a operar
os recursos constitucionais as instituições financeiras de caráter
regional e o Banco do Brasil, indagou ao diretor do Banco do Brasil por
que o Banco não está operando nas demais regiões. Em seguida, o Presidente
concedeu a palavra aos Deputados inscritos: José Carlos, Marcelo Castro, Odelmo
Leão, Luis Cláudio, César Messias, Vicentinho Júnior, Simone Morgado e Raimundo Gomes de Matos. Por fim,
o Presidente passou a palavra aos convidados para as considerações finais.
Nada mais havendo a tratar, o Presidente agradeceu a todos e encerrou os
trabalhos às dezessete horas e vinte minutos, antes, porém, convocou os
Senhores Parlamentares para Reunião Ordinária (Deliberativa), dia 15 de
julho, quarta-feira, às dez horas, no
Plenário 6. O inteiro teor foi gravado, passando as notas taquigráficas a
integrarem o acervo documental desta reunião. E, para constar, eu, Moizes
Lobo da Cunha, ______________________________, secretário, lavrei a
presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo
Presidente, Deputado Irajá Abreu _________________________________, e
publicada no Diário da Câmara dos Deputados.
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