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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE
55ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária
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CFFC – ATA
PUBLICADA NO DCD Nº 81, DE 21-5-2015. |
ATA DA NONA REUNIÃO – EXTRAORDINÁRIA DE AUDIÊNCIA
PÚBLICA,
REALIZADA EM 28 DE ABRIL DE 2015
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Às catorze
horas e trinta e seis minutos do dia vinte e oito de abril de dois mil e
quinze, reuniu-se a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle (CFFC),
no Plenário 11 do Anexo II da Câmara dos Deputados, sob a presidência do
deputado João Arruda. Registraram presença os deputados Vicente Candido
(Presidente), Valtenir Pereira e João Arruda (Vice-Presidentes), Delegado
Waldir, Hissa Abrahão, Toninho Wandscheer – titulares; Adelmo Carneiro
Leão, Antonio Bulhões, Carmen Zanotto, Efraim Filho, Elizeu Dionizio,
Esperidião Amin, Heitor Schuch, Jorge Solla, Luiz Carlos Hauly, Marcelo
Aro, Rubens Pereira Júnior – suplentes; Alfredo Kaefer, Aliel Machado,
Christiane de Souza Yared, Diego Garcia, Dilceu Sperafico, Leandre, Miguel
Haddad, Nelson Marchezan Junior, Odorico Monteiro, Ricardo Barros e Tereza
Cristina – não membros. Justificou a ausência o deputado Odorico Junior.
ABERTURA: O Presidente declarou
abertos os trabalhos da reunião de audiência pública
extraordinária destinada a “debater
sobre Fundos de Previdência Estaduais e as possibilidades de reorganização
destes” objeto do Requerimento nº 35/2015, do deputado João Arruda,
aprovado na Comissão em 25/03/2015. Em seguida, chamou para compor a Mesa os
convidados Carlos Eduardo Gabas, Ministro de Estado da Previdência Social,
e – Renato Follador, consultor e especialista em Previdência Social
Pública e Privada. Formada a Mesa, o Presidente passou a palavra ao
deputado Vicente Candidato, Presidente da CFFC, que agradeceu a presença
dos convidados e se desculpou por não poder permanecer durante a reunião
devido a outros compromissos políticos. Em seguida, o Presidente discorreu
sobre as regras a serem obedecidas na condução da audiência e passou a
palavra ao ministro Carlos Gaba para suas explanações iniciais. O ministro
Gabas ressaltou a necessidade de garantir a viabilidade atuarial dos
planos previdenciários estaduais, protegendo contra as ações dos gestores
de plantão, que costumam criar e ou extinguir planos previdenciários
próprios a fim de burlar a lei geral da previdência. Argumentou que a
criação de fundos de previdência complementar não justifica a extinção dos
fundos financeiros existentes, pois deve haver a “segregação de massa”
definindo, a partir de um limite no tempo de contratação, quais
funcionários serão regidos pelas novas regras e quais permanecerão sendo
assistidos pelo antigo regime. Em relação ao projeto em análise na
Assembleia Legislativa do Paraná, que altera o custeio do Regime Próprio
da Previdência Social dos servidores do estado, o ministro disse que o
Ministério da Previdência ainda não emitiu parecer sobre a legalidade da
proposta porque o governo paranaense não prestou as informações
solicitadas. Ressaltou, entretanto, que o Ministério tem autorização legal
para decretar uma irregularidade previdenciária e cassar o Certificado de
Regularidade Previdenciária do estado, sem o qual o ente federado não pode
receber transferências da União. O Presidente, deputado João Arruda, autor
do requerimento de audiência também criticou as mudanças no regime
previdenciário dos servidores do Paraná, ressaltando que Minas e São Paulo
já propuseram alterações semelhantes a fim de disponibilizar recursos para
os estados, colocando em risco a aposentadoria dos servidores. Em seguida se manifestaram os
senadores Roberto Requião e Gleisi Hoffmann, com críticas a propostas de
alteração no regime previdenciário do Paraná, bem como à gestão do governo
e à violência policial contra os professores que estão em greve
protestando contra as alterações previdenciárias em discussão na
assembleia legislativa. Contraditando, o deputado Luiz Carlos Hauly
defendeu a atuação do governo paranaense e argumentou que a culpa pela
situação é da política econômica nacional, que massacra os estados e
municípios. Acrescentou que nos governos anteriores também houve ajustes e
que o Fundo previdenciário não vai ser extinto. O deputado Valdir Passoni
também se manifestou, considerando que o grande problema no sistema
previdenciário do Paraná foi a suspensão da contribuição patronal, que
começou no governo do atual senado Roberto Requião. Após essas
intervenções parlamentares, o Presidente passou a palavra ao outro
palestrante convidado, o Sr. Renato Follador, que esclareceu que a
proposta apresentada pelo governo estadual sugere que cerca de 30 mil
beneficiários, com 73 anos ou mais, sejam transferidos do Fundo
Financeiro, que é arcado pelo Tesouro estadual, para o Fundo
Previdenciário, que engloba as contribuições dos servidores e do poder
público, a fim de gerar ao governo uma economia de R$ 125 milhões por mês
com o pagamento de benefícios. O especialista em previdência considerou
que essa alteração, não põe em risco a segurança atuarial do Plano de
Previdência do Paraná, mas criticou a gestão dos recursos previdenciários
nos governos e anteriores e no atual, que teriam feito investimentos
equivocados. Após a fala do convidado, também participaram do debate os
deputados Areil Machado, Alfredo Kaefer, Luis Carlos Haully, Toninho
Wandscheer, Valdir Passoni, Christiane Yared, João Arruda e Leandre, além
do senador Roberto Requião. Com a palavra os convidados responderam aos
questionamentos dos parlamentares e fizeram suas considerações finais.
ENCERRAMENTO: Não havendo mais quem quisesse fazer uso da palavra, o
Presidente agradeceu a participação de todos e encerrou a reunião às
dezessete horas e dezenove minutos. A reunião foi gravada e, após a
degravação do arquivo de áudio, o texto com seu inteiro teor será anexado
a esta ata. E, para constar,
eu, _______________ Luiz Paulo Pieri, Secretário, lavrei a presente ata,
que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, deputado
João Arruda _______________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados.
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