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CÂMARA DOS DEPUTADOS
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COMISSÃO DE AGRICULTURA, PECUÁRIA, ABASTECIMENTO E DESENVOLVIMENTO RURAL
55ª Legislatura - 1ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA
DA VIGÉSIMA REUNIÃO ORDINÁRIA (AUDIÊNCIA PÚBLICA)
REALIZADA
EM CATORZE DE MAIO DE 2015.
Às
dez horas e quatorze minutos do dia quatorze de maio de dois mil e quinze,
reuniu-se a Comissão de Agricultura, Pecuária, Abastecimento e Desenvolvimento
Rural, no Anexo II, Plenário 6 da Câmara dos Deputados. Compareceram os
Deputados Carlos Henrique Gaguim - Vice-Presidente; Abel Mesquita Jr., Adilton
Sachetti, Celso Maldaner, César Messias, Dilceu Sperafico, Evair de Melo,
Evandro Roman, Heitor Schuch, Jony Marcos, Kaio Maniçoba, Luis Carlos Heinze,
Luiz Nishimori, Nelson Meurer, Odelmo Leão, Raimundo Gomes de Matos, Rogério
Peninha Mendonça e Zé Silva - Titulares; Aelton Freitas, Afonso Motta, Alberto
Filho, Alexandre Baldy, Átila Lins, Domingos Sávio, José Nunes, Lucio Mosquini,
Marcelo Aro, Nelson Marquezelli, Professor Victório Galli, Sergio Souza,
Subtenente Gonzaga e Wilson Filho – Suplentes. Compareceram também os Deputados
Ezequiel Fonseca e Tenente Lúcio, como não membros. Deixaram de comparecer os
Deputados Afonso Hamm, André Abdon, Assis do Couto, Beto Faro, Bohn Gass, César
Halum, Elcione Barbalho, Francisco Chapadinha, Hélio Leite, Heuler Cruvinel,
Irajá Abreu, Jerônimo Goergen, João Daniel, Josué Bengtson, Luiz Cláudio,
Marcelo Castro, Marcon, Newton Cardoso Jr, Nilson Leitão, Onyx Lorenzoni, Pedro
Chaves, Ricardo Teobaldo, Roberto Balestra, Ronaldo Lessa, Sérgio Moraes, Silas
Brasileiro, Tereza Cristina, Valdir Colatto, Valmir Assunção, Zé Carlos e Zeca
do PT. Justificou a ausência o Deputado Silas Brasileiro. ABERTURA: Havendo
número regimental, o Presidente em exercício, Deputado Evair de Melo, autor do
Requerimento nº 67/2015,
que
propôs a realização da audiência pública, declarou
aberta a reunião, cumprimentou a todos e agradeceu a presença dos parlamentares
e convidados. Ainda, esclareceu que a reunião tinha o objetivo de “‘Debater sobre o
Projeto de Lei nº 1.587, de 2011, que altera o inciso I do Art. 3º da Lei
11.326, de 24 de julho de 2006’, ampliando
o limite para a área individual a ser alcançada pela Política Nacional da
Agricultura Familiar e Empreendimentos Familiares Rurais, ao estabelecer que
será considerado agricultor familiar e empreendedor familiar rural aquele que
não detenha área maior do que 6 (seis) módulos fiscais.” O Presidente
anunciou os preletores sentados à mesa: os Senhores Wilson
Vaz de Araújo - Diretor do Departamento de Economia Agrícola da Secretaria de
Política Agrícola do Ministério da Agricultura,
Pecuária e Abastecimento (SPA/MAPA); Ronaldo Ribeiro - Chefe de Gabinete
da Secretaria de Agricultura Familiar do Ministério do Desenvolvimento Agrário (MDA);
Anaximandro Doudement Almeida - Coordenador de Assuntos Estratégicos da
Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA); e José Isidoro
Rodrigues - Secretário de Políticas Agrícolas da Federação dos Trabalhadores na Agricultura do Estado
do Espírito Santo (FETAG/ES), representando a CONTAG. Em seguida,
anunciou as regras para o procedimento da reunião e passou a palavra ao autor do
Projeto de Lei em debate, Deputado Zé Silva,
o qual expôs a sua
motivação para elaborar o projeto e o impacto positivo da sua aprovação e
implementação aos novos beneficiários. Dando
prosseguimento à reunião, foi dada a palavra aos Senhores
convidados: Wilson Vaz de Araújo
afirmou que atualmente o Programa Nacional de
Fortalecimento da Agricultura Familiar (PRONAF) enquadra agricultores
com renda bruta três vezes maior do que quando o Programa foi criado, há 19
anos. Ainda, defendeu que uma alteração legislativa precisa ser subsidiada por
dados de um novo Censo Agropecuário, já que o último foi desenvolvido pelo
Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) em 2006; José Isidoro Rodrigues manifestou
sua preocupação de que a ampliação das categorias de beneficiários do PRONAF
possa ameaçar o acesso dos agricultores que já fazem parte do Programa às
políticas públicas de incentivo à agricultura familiar e reduzir a
competitividade desses frente aos novos beneficiários. Anaximandro Doudement Almeida
caracterizou
o modelo atual da agricultura familiar no Brasil, comparando com os modelos dos
Estados Unidos e França. Defendeu que o critério “tamanho da propriedade” não é
o mais importante, de forma que uma alteração nessa variável não faria com que
todos os agricultores que realmente precisam ser atendidos pelo Programa o
fossem. Sugeriu, assim, que a renda bruta limite para a elegibilidade no PRONAF
fosse modificada, bem como a possibilidade de o número de contratados não ter
relação com o número de membros da família. Fizeram uso da palavra os Deputados:
Heitor Schuch,
que concordou
que há a necessidade de se realizar um novo Censo Agropecuário. Defendeu que
medidas de ordem burocrática fossem adotadas a fim de facilitar o acesso dos
agricultores familiares ao crédito rural. Por fim, criticou os parlamentares não
presentes na audiência pública e demonstrou apoio ao PL 1.587/11;
César Messias,
o qual criticou
o PRONAF, afirmando que o Programa tem um atendimento deficitário, o que chamou
de “apagão do PRONAF”. Expôs a situação enfrentada pelo Estado do Acre, que tem
grande parte do seu território como área de preservação ambiental. Disse que o
Estado vem cumprindo as exigências de não desmatamento. Por outro lado, não
recebe nenhuma ajuda governamental para
desenvolver a sua agricultura, que está em desvantagem por se encontrar em área
climática e geográfica menos favorecida que outras regiões do país. Ainda,
mencionou o problema crescente da imigração no Acre ocorrida por meio da
fronteira desse Estado com o Peru. Continuando as exposições dos convidados, fez
sua apresentação o Senhor Ronaldo
Ribeiro, que destacou
os critérios que são considerados pela legislação brasileira para que se defina
agricultura familiar. Apresentou os pontos positivos desse tipo de modelo
agrícola e ressaltou a liberação de 24 bilhões de reais - pelo Governo Federal -
para o Plano Safra 2014/2015, valor 10 vezes maior que o liberado em 2002. Por
fim, afirmou que o MDA apoia a aprovação do PL 1.587/11.
Manifestaram-se os Deputados Subtenente Gonzaga,
o qual citou
o exemplo do seu Estado, Minas Gerais, onde os jovens estão saindo do campo por
falta de perspectivas e manifestou concordância com a preocupação explanada pelo
Sr. José Isidoro Rodrigues em sua fala. Ainda, teceu crítica aos parlamentares
ausente na reunião; Ezequiel Fonseca,
que defendeu
a ampliação do Programa Nacional de Apoio ao
Médio Produtor Rural (PRONAMP) e a regulamentação da
Lei 13.001/14, importante para dirimir grande parte dos problemas dos
agricultores do Mato Grosso. Ainda, demonstrou apoio ao PL 1.587/11; e
Tereza
Cristina,
que concordou
com a revisão dos critérios de adesão ao PRONAF e criticou a demora em ser
nomeado um presidente para a Agência Nacional de
Assistência Técnica e Extensão Rural (ANATER).
O deputado Zé Silva, que conduzia os trabalhos naquele momento, anunciou a presença dos Representantes da Federação
Nacional dos Trabalhadores da Assistência Técnica e Extensão Rural
Extensão Rural e do Setor Público Agrícola do Brasil (FASER) Jonas
Dantas, Carlos José de Carvalho e Manoel Saraiva. O Presidente passou a palavra
ao Senhor Manoel Saraiva,
que
argumentou que a assistência técnica deve ser oferecida a todos os agricultores
familiares, incluídos ou não no PRONAF, a fim de que se possa fazer a inclusão
social e possibilitado o desenvolvimento rural e dignidade a todos. Ressalvou a
importância de se nomear um
presidente para a ANATER e de se alterar o PRONAF e o PRONAMP. O Deputado
Domingos Sávio
defendeu
que o limite do número de módulos rurais para a participação nos programas
governamentais seja aumentado e criticou os critérios atuais que “penalizam” os
agricultores que crescem e, assim, são desligados dos programas. Também criticou
a não nomeação de um presidente para a ANATER. O Deputado Luis Carlos Heinze lembrou
os trabalhadores rurais que vivem com menos de 4 mil reais por ano, os quais
precisam, com urgência, ser alcançados pelas políticas públicas. Considerou que
a maior preocupação não é a oferta de terra, mas sim a de infraestrutura para
que todos os agricultores tenham condições de se desenvolverem economicamente.
Já o Deputado Átila Lira
criticou
a burocracia que dificulta o acesso dos agricultores aos programas
governamentais e cobrou uma atuação dos estados a fim de facilitar a adesão
desses trabalhadores aos cadastros dos programas. Os expositores usaram a
palavra para fazer suas considerações finais e, em seguida, o
Presidente agradeceu a todos e encerrou os trabalhos às treze horas e seis
minutos. Antes, porém, convidou
os Senhores Parlamentares para
Reunião
Ordinária
de Audiência Pública, dia 20 de maio, quarta-feira, às 10 horas, no plenário 6,
para tratar da situação da agricultura familiar frente ao atual cenário de crise
nacional e prestar esclarecimentos sobre a identificação e delimitação de terras
quilombolas no Brasil, com a presença do Ministro do Desenvolvimento Agrário e
da Presidente do Instituto
Nacional de Colonização e Reforma Agrária (INCRA).
O
inteiro teor foi gravado, passando as notas taquigráficas a integrarem o acervo
documental dessa reunião. E, para constar, eu, Moizes Lobo da Cunha,
________________________, secretário, lavrei a presente Ata, que por ter sido
lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Evair de Melo
_______________________________,
e publicada no Diário da Câmara dos Deputados.
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