DEPARTAMENTO
DE TAQUIGRAFIA, REVISÃO E REDAÇÃO
NÚCLEO
DE REDAÇÃO FINAL EM COMISSÕES
TEXTO
COM REDAÇÃO FINAL
Versão
para registro histórico
Não
passível de alteração
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COMISSÃO
ESPECIAL - PEC 182/07 - REFORMA
POLÍTICA |
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EVENTO:
Audiência
Pública |
REUNIÃO
Nº: 0495/15 |
DATA:
06/05/2015 |
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LOCAL:
Plenário 12 das
Comissões |
INÍCIO:
15h07min |
TÉRMINO:
15h45min |
PÁGINAS:
10 |
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DEPOENTE/CONVIDADO
- QUALIFICAÇÃO |
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MARCELO
VITORINO - Representante do Movimento Acorda
Brasil. |
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Debate
sobre as propostas de Reforma Política sob análise da
Comissão. |
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Houve
intervenções fora do microfone. Inaudíveis e
ininteligíveis.
A
reunião foi suspensa e reaberta
informalmente. |
O SR. PRESIDENTE
(Deputado Marcus Pestana) - Boa tarde a todos.
Daremos início à audiência pública para o debate das
propostas de reforma política em análise nesta
Comissão.
O Presidente Rodrigo Maia atendeu uma solicitação dos
representantes do Movimento Acorda Brasil, que reivindicaram a
possibilidade de estar aqui. É claro que nós tivemos um contratempo,
a Ordem do Dia já está instalada, daqui a pouquinho teremos votação
nominal. Então, nós daremos voz ao Movimento Acorda Brasil, e
convido o Sr. Marcelo Vitorino, representante do Movimento.
Eles
fizeram essa solicitação, porque, efetivamente, o voto distrital
puro não teve uma vocalização adequada aqui esta Comissão, e eles,
de forma muito justificada, reivindicaram a oportunidade de fazer a
defesa do voto distrital puro.
Peço
desculpas porque nós tivemos esse contratempo, então nós teremos que
resumir bastante, e pediria que você fizesse sua exposição em 15
minutos, aproveitando o quórum, porque daqui a pouco nós seremos
chamados para uma votação nominal.
Agradecendo a presença ao nosso Relator, o Deputado Marcelo
Castro, eu passo a palavra ao representante do Movimento Acorda
Brasil, Marcelo Vitorino.
O SR. MARCELO VITORINO - Boa
tarde a todos.
Primeiramente, quero agradecer ao Presidente Rodrigo Maia,
por ter aceito o requerimento do Acorda Brasil; também ao Deputado
Indio da Costa, por ter feito o requerimento; ao Relator também pela
paciência e por ter nos atendido. Vou falar com bastante brevidade,
por causa das circunstâncias.
Primeiramente, eu queria falar o que é o Acorda Brasil. O
Acorda Brasil não é um movimento de rua, apenas; ele é um movimento
de interlocução politica. Ele é um movimento que tem foco em
reforma: política, econômica e constitucional. Nós fazemos parte de
um grupo de mais de 20 movimentos de rua. O Acorda Brasil, sozinho,
tem uma representatividade de 200 mil pessoas. O grupo do qual
fazemos parte, que tem movimentos como o Nas Ruas, Brasil Livre e
outros, somados, são mais de 3 milhões.
Dito isso, também devo me apresentar a vocês. Na política, eu
comecei lá como juventude partidária. Eu carreguei bastante placa,
entreguei muito santinho. Fiz parte de convenções, batalhei voto
para candidato. Depois, trabalhei com campanhas, desde as menores às
maiores, com derrotas e com vitórias. Então, esse pleito da eleição
é uma coisa que não me é estranha. Esse foi um dos motivos,
inclusive, que fez com que eu integrasse um movimento de rua, para
que esses movimentos também tivessem essa noção, entendessem um
pouco mais o que é o sistema político, o que é o sistema
eleitoral.
O nosso posicionamento aqui, hoje, não é um posicionamento de
enfrentamento aos Parlamentares. Na verdade, é um posicionamento de
ajuda. Estamos aqui — estou como porta-voz, não como uma liderança
—, pedindo ajuda para o Congresso. Nós queremos, basicamente, um
trabalho de diálogo e reflexão.
Também preciso dizer que eu não sou candidato a nenhum tipo
de cargo, nem tenho qualquer tipo de pretensão eleitoral. Portanto,
não serei concorrente de ninguém, nem nos próximos anos, nem no
futuro. Isso é bom colocar.
Até
ouvi ali a senhora dizer “você não sabe”. Não, eu
sei. Eu acho que tem uma coisa que faz o político, que se chama
vocação. Eu não tenho vocação para tal, então, não estaremos lado a
lado. Nós vamos estar de outro jeito, eu, do meu lado de cá, fazendo
o que eu sei fazer. Até porque, eu não teria legitimidade para estar
aqui se eu estivesse pleiteando um cargo no futuro. Acho que essa é
uma questão muito importante hoje.
Bom, vamos ao foco da Comissão, que é a reforma política.
Como eu dizia, o mais importante é promover a reflexão sobre o que
serão os próximos 20 anos deste Congresso. Considerando que esta
reforma está em discussão há aproximadamente 20 anos e agora chegou
ao ápice, o que os senhores decidirem não deve ser alterado pelos
próximos 20 anos. Essa é uma preocupação. Então, eu gostaria que
vocês olhassem para isso com uma visão de médio e longo prazo, não
como uma questão individual.
Como é que nós, como Congresso devemos nos alinhar? Hoje,
pelo que nós estudamos, há três propostas bem enfáticas, que são: o
distritão, o majoritário segundo o que falam — distritão é o nome
popular —, que é o modelo adotado por países pequenos como o
Afeganistão; o distrital misto, que é o adotado por países
regulares, mas com um pouco mais de liberdade, como a Alemanha; e
nós temos o distrital puro, que é base para países de dimensões
continentais como os Estados Unidos e a Austrália.
Esses
são os três modelos que, pelo que eu vi, os senhores vão defender.
Se o distritão vai ser um distritão com circunscrição, se o misto
vai ter uma proporcionalidade, se é metade lista ou não, isso os
senhores ainda vão decidir, mas o modelo está entre os três. O voto
em lista, creio que não vai nem se considerar mais, pelo que tenho
acompanhado dos movimentos.
Dito isso, temos a preocupação de que temos uma democracia
muito jovem. A democracia brasileira é recente. O que nós
gostaríamos? Que os senhores olhassem com mais cuidado os modelos
adotados por outros países, países que já apanharam, países que já
adotaram... O Japão, por exemplo, foi um país que adotou um modelo
parecido com o distritão e voltou atrás.
Nenhum sistema eleitoral é perfeito, e nenhum será. Todos
eles vão ter erros. No modelo estadunidense, por exemplo, toda hora
se tem que ficar refazendo quais são os distritos. Eu entendo isso
também, isso não é um problema; tem que ser adaptável. Agora, uma
coisa que eu gostaria que os senhores incluíssem — eu gostaria como
movimento — é uma cláusula de recuo para que, daqui a dois mandatos,
a população possa fazer um referendo e, se algo der errado, que se
possa voltar atrás, que não se espere mais 20 anos.
E o pior: como será a composição deste Congresso se algo der
errado? E se ficar uma composição pior, que não nos permita voltar
atrás? Não deveríamos ter um referendo que nos possibilitasse esse
recuo, seja depois de 6 anos... Não importa qual o modelo, se for
distritão, se for distrital, qualquer um deles; o que eu sugiro é
uma cláusula de recuo.
Dito também que nenhum é perfeito, como é que nós escolhemos
um modelo? Nós discutimos três pontos específicos do que deve ter um
sistema eleitoral: o primeiro deles é a transparência; o modelo deve
ser muito transparente para que todos entendam como o representante
é eleito; o segundo é baseado na representatividade; e o terceiro na
legitimidade.
Como transparência, nós defendemos o fim do coeficiente
eleitoral. Isso é uma afronta para a transparência. Também, junto
com o coeficiente, o fim da coligação proporcional. É impensável o
eleitor votar num candidato que, além de arrastar outro candidato,
este candidato seja desconhecido ao eleitor, e ainda de outro
partido.
Também um ponto que vejo a discussão aqui, ontem inclusive vi
aqui nesta Comissão, é a que se refere ao voto impresso. Nós somos
veementemente a favor de um sistema que permita o voto impresso; que
ele seja visível ao eleitor e que, depois, possa ser auditado, mas
não pelo próprio TSE; ele tem que se auditado por órgãos
independentes.
Todo o sistema hoje é baseado no TSE, o que nos leva a outro
problema: o TSE é, de fato, independente? A escolha para o TSE se dá
por uma via que permita sua independência? Ele não deveria ter outro
modelo, como uma eleição para desembargador, uma eleição do
colegiado e, dessa eleição, listas tríplices, uma segunda eleição,
para só depois o nome ser levado para o Executivo? Nós precisamos
continuar tendo indicação direita?
Nós somos a favor de que se mude a indicação para o TSE e que
o órgão que faça a eleição não seja o mesmo que apure o resultado.
Só esse tipo de mudança vai dar muito mais transparência ao
resultado das urnas e, com certeza, os senhores vão ganhar muito com
o respaldo da população.
O segundo ponto principal diz respeito à legitimidade. E aí
temos um problema grande, que diz respeito ao financiamento de
campanha. Eu já vi aqui também defesa no sentido de que as empresas
deveriam ser proibidas de doar — e eu discordo disso. Proibir
doações de empresas é quase como se nós criminalizássemos o
empresário que faz a doação; é como se colocássemos todos os
empresários no banco dos réus como criminosos. O que nós defendemos
não é a proibição de doação por pessoa jurídica, mas, sim, a
limitação dessa pessoa jurídica em contratos com o Governo. Então,
se a pessoa quiser doar, tiver um ideal, não vai poder ser
beneficiada depois. Tudo bem? Se ela quiser doar mesmo assim, eu
acho que essa doação é válida, legítima.
Outra coisa seria o limite de doação. Hoje temos um
percentual do faturamento, mas o percentual, quando se considera uma
empresa gigante, é muito significativo. Além do percentual, por que
não estipular também um teto, em absoluto, que possa ser variável de
acordo com o pleito?
Fora isso, também acho uma discussão válida o teto de gasto.
Do mesmo jeito que os senhores, eu também vivo essa parte da eleição
a cada 2 anos. Então, se não houver um teto para gasto, essa corrida
maluca não vai ter fim, principalmente em modelos como o distritão,
que vão elevar o custo das campanhas para o dobro ou o
triplo.
Bom, outra parte que também diz respeito ao financiamento é o
fundo partidário, que em si não é um mal; o fundo partidário é mal
distribuído. Acontece que vários partidos são montados para pegar o
fundo partidário. Nós defendemos uma cláusula mínima para
representatividade, para que se possa ter direito ao fundo
partidário e também ao tempo de televisão.
Muito
se discute aqui os 2%, nós pedimos 5%. Nossa, mas isso vai diminuir
o número de partido para 12, 10! Talvez. Agora, nós acompanhamos os
esforços dos senhores para aprovar uma lei com 30 partidos. Se
houver um distritão, que é o outro modelo pior, serão 513 lideranças
individuais. Isso é uma aberração do sistema. Isso não é
política.
Por fim, ainda defendendo a legitimidade, nós defendemos o
chamado voto livre, o fim do voto obrigatório. É impensável obrigar
alguém a votar. A pessoa tem o direito de não votar, até porque,
obrigar alguém a votar, muitas vezes, faz com que se vote por
exclusão. Se os senhores analisarem bem, na última eleição
presidencial, nós tivemos algo próximo de um terço de eleitores que
não foram votar ou que votaram em branco. Um terço do eleitorado é
muita coisa! Então, isso não tem a ver propriamente com proposta;
tem a ver com exclusão.
E aí vem o último item da minha lista: a representatividade,
ponto sobre o qual, provavelmente, teremos mais embates. Nós somos a
favor do voto distrital puro, que é o modelo estadunidense. Como
falei antes, não é um sistema perfeito. Muito se fala que o
distrital puro ou o distrital tradicional exclui a minoria, o que eu
considero também uma afirmação infundada, porque minoria não precisa
de cadeira no Congresso para ser representada. O Congressista, por
sinal, tem o seu papel reduzido quando ocupa uma cadeira no
Congresso, que é nacional, e essa cadeira é baseada numa minoria.
Aquele Congressista é da maioria, o que não o impede, de forma
alguma, de olhar para as questões de minorias.
Eu também ouvi críticas de que o distrital levaria os
Congressistas a serem vereadores federais. Daí eu pergunto: seria,
por exemplo, o Deputado Samuel Moreira um vereador federal? Ele foi
eleito com a maior parte dos votos vindos do Vale do Ribeira, que é
uma microrregião. O Deputado Bruno Covas é outro exemplo: teve a
maioria dos votos vindos da Baixada Santista. Eu duvido que esse
tipo de Parlamentar venha a esta Casa para defender a ampliação de
uma ponte na sua microrregião. Eu não posso acreditar nisso. Isso
depõe contra a qualidade dos Parlamentares da
Casa.
Agora, as instituições não governamentais e as entidades de
classe, que são focadas em minorias, podem muito bem fazer um
trabalho com os senhores sem terem um partido e sem terem um
candidato específico. Os senhores sabem que isso facilitaria muito
até a aprovação de uma lei. Se eu tiver o apoio de uma pessoa
específica para defender uma lei, é muito mais difícil o seu trâmite
nesta Casa. Seria melhor essa minoria procurar vários Parlamentares
e vários partidos e, a partir daí, encaminhar uma proposição.
Temos mais uma questão que é a do balanceamento do voto
distrital, se vai ser misto ou não. Cremos que essa é uma discussão
que deveria ser levada para o Estado, não para a União, e por um
motivo simples. O Estado de São Paulo, por exemplo, tem uma
densidade demográfica muito diferente da do Estado de Rondônia. Não
vemos necessidade específica de se dividir o número de distritos
pelo número de Parlamentares. A cidade de São Paulo tem 52
Vereadores. Por que eu devo dividir em 52 distritos? Por que eu não
posso dividir em 10 e cada distrito eleger mais de um? Não há uma
regra de defina ou obrigue o distrito a ter uma cadeira. O distrito
pode ter 5, pode ter 7, pode ter 9.
Com muita humildade, peço que reflitam sobre esse ponto
específico e não sejam tão rígidos.
Volto ao ponto principal. Clamo os ilustres Deputados para
que pensem no Brasil a médio e longo prazos. Abandonem qualquer tipo
de questão pessoal ou individual. Uma mudança equivocada pode
transformar o Congresso num lugar muito pior do que ele
está.
Muito obrigado.
O SR. PRESIDENTE
(Deputado Marcus Pestana) - Agradeço muito ao Dr. Marcelo
Vitorino, que representa o Movimento Acorda Brasil e trouxe um
enfoque sobre o distrital puro, que realmente tinha ficado
prejudicado nas nossas discussões.
Consulto o nosso Relator, porque, daqui a poucos minutos, os
Líderes farão encaminhamento de um requerimento. Sugiro irmos ao
plenário votar e retornemos imediatamente.
O SR. DEPUTADO AFONSO
HAMM - Sr. Presidente, quero fazer uma sugestão. Antes de
ouvirmos o Relator, quero fazer uma sugestão.
Parece-me que hoje é um dia difícil para fazermos este debate
na dimensão que propusemos, com o Relator; uma discussão ponto a
ponto.
Inclusive, ontem, encontrei o Deputado Marcelo Castro, que me
disse: “Amanhã é o principal
dia de todos, porque, a partir de amanhã — que é hoje, agora
—, nós vamos fazer a
discussão com profundidade”.
Sugiro fazermos essa discussão com a profundidade necessária,
atenção e dedicação, amanhã de manhã, porque hoje nós vamos ficar
nesse vai e vem. Olhem a dimensão do que está proposto lá no
plenário, em termos de votação para o dia de hoje, e olhem o que
está posto, a importância do assunto, como dito ontem pelo próprio
Relator. De maneira que quantos vão poder participar com a
profundidade necessária para uma decisão dessa
importância?
Então, a minha sugestão é que, em relação ao aprofundamento —
poderíamos até aproveitar mais o nosso palestrante e algumas
questões do próprio Relator —, fizéssemos amanhã esse debate, com
profundidade, e aí se inicia cedo.
Era a sugestão que eu queria fazer.
O SR. PRESIDENTE
(Deputado Marcus Pestana) - Eu vou passar para o nosso Relator,
mas todos nós, membros desta Comissão, temos que ter consciência da
armadilha que estamos criando para nós mesmos. O Presidente da
Câmara já fixou um prazo limite, 26 de maio, para votação no
plenário. Inclusive, de uma forma bastante rígida, disse que avocará
o Plenário, independentemente da produção, e será uma desmoralização
para todos nós se não chegarmos a um
relatório.
(Intervenção fora do microfone.
Inaudível.)
O
SR. PRESIDENTE (Deputado
Marcus Pestana) - A semana de 26 de maio, a última semana de maio.
Então, nós temos esta semana e mais duas para discutirmos e
aprovarmos.
Então, eu vou, antes de suspender a reunião, consultar o
nosso Relator para que ele possa explicitar e socializar um plano de
voo, porque nós, independentemente do resultado final, temos que ter
o compromisso com o resultado desta Comissão. Será frustrante,
depois de audiências públicas e discussões ricas, não produzirmos um
relatório, seja ele qual for.
Então, eu passo a palavra ao nosso Relator para ele dar ideia
do nosso plano de voo.
O SR. DEPUTADO
MARCELO CASTRO - Bom, eu quero cumprimentar a todos, em especial
o nosso Vice-Presidente Marcus Pestana, que faz as vezes do
Presidente — o Deputado Rodrigo Maia, que não conseguiu chegar
ainda. Agradeço o nosso palestrante do Acorda Brasil, que nos trouxe
informações aqui bastante circunstanciadas e bastante profundas para
quem não é versado, ou não tem a obrigação de ser versado, no tema.
Ele
diz aqui que não tem a menor vocação para a política. Eu acho que
100% de nós aqui discordamos. (Risos.) Vocação ele tem;
pode até não querer ser.
O SR. PRESIDENTE
(Deputado Marcus Pestana) - Aberta a votação
nominal.
O SR. DEPUTADO
MARCELO CASTRO - Deixe-me dar a minha sugestão aqui.
Como
o Marcus Pestana disse, nosso prazo expirou. Então, hoje não vai ser
uma reunião deliberativa, vai ser meramente consultiva. Não tem
nenhum problema. Vamos lá, votamos, voltamos para cá e vamos debater
aqui os vários sistemas eleitorais e deliberamos. Amanhã pela manhã,
eu já apresento o relatório, para correr os prazos. Porque pode ter
pedido de vista, e aí pode ultrapassar os prazos e não produzimos o
relatório.
Eu
acho que todo o nosso esforço agora será no sentido de produzir o
relatório. Seria um desastre para esta Comissão, depois de tanto
trabalho, de tantas audiências públicas, de tantos seminários —
visitamos o Brasil
praticamente todo —chegarmos ao final e dizermos que não houve prazo
e ninguém votou nada.
O SR. DEPUTADO BENITO
GAMA - Pela ordem, Sr. Presidente.
O SR. PRESIDENTE
(Deputado Marcus Pestana) - Tem a palavra o Deputado Benito
Gama. E depois nós suspendemos.
O SR. DEPUTADO BENITO
GAMA - Está perfeito, até porque nós fomos atropelados por uma
decisão de ontem. Era para ser votado ontem, mas agora, no plenário,
estão votando a MPs 664 e a 665, que é o ajuste fiscal. Não vai dar
para fazer o pingue-pongue, lá e cá.
(Intervenções
fora do microfone. Ininteligíveis.)
O
SR. DEPUTADO BENITO GAMA -
Tudo bem, como não vai ser deliberativa, ou faz à noite, não sei. Eu
só quero colocar isso. O ajuste fiscal lá não está fácil. Eu passei
por lá.
O SR. PRESIDENTE
(Deputado Marcus Pestana) - Mas o requerimento é de retirada de
pauta. Aí vamos ver.
A reunião está suspensa e convocada para daqui a 20
minutos.
(A
reunião é suspensa.)
O SR. MARCELO
VITORINO
- Exmo. Deputado Federal Rodrigo Maia, Presidente da Comissão de
Reforma Política, tenho aqui em mãos cartas de
aproximadamente 20 movimentos, entre eles Avança Brasil, Cariocas
Direitos, EAB, Movimento Brasil Livre, Movimento Pró-Brasil,
Movimento nas Ruas, Movimento Queremos Ética na Política, Movimento
IDE — Instituto Democracia e Ética, Belo Horizonte Contra a
Corrpção, Movimento Unidos pelo Brasil, Movimento Pátria Livre,
Movimento Avança Brasil.
Estas cartas representam as ideias de cada um dos movimentos
a respeito da reforma política. Nem todas estão em sinergia com que
o Acorda Brasil coloca, mas, pelo que eu li de todas as cartas —
eles tiveram liberdade para escrever o que eles quisessem — 90%
estão.
Então, fica oficializada a entrega das cartas à sua
pessoa.
O SR. PRESIDENTE
(Deputado Rodrigo Maia) - Muito obrigado. Nós vamos
disponibilizar para todos os membros da Comissão para que possamos,
até a próxima semana, também aproveitar a colaboração de cada um dos
movimentos da nossa reforma política.
Muito obrigado.
Quero aproveitar — estamos tendo votação no plenário — para
encerrar a sessão, convocando sessão para amanhã às 9 horas da
manhã, em homenagem ao Deputado Chico Alencar.
O SR. DEPUTADO CHICO
ALENCAR - Às 9h30min (Risos.)
O SR. PRESIDENTE
(Deputado Rodrigo Maia) - Às 9h30min, a pedido do Deputado Chico
Alencar, com o apoio do Deputado Renato (Risos.)