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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
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COMISSÃO
DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE
55ª
Legislatura – 1ª Sessão Legislativa Ordinária
REALIZADA EM 8 DE ABRIL DE 2015.
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Às
onze horas e cinquenta e um minutos do dia oito de abril de dois mil e
quinze, reuniu-se a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle, no
Anexo II, Plenário 09 da Câmara dos Deputados. Vicente Candido
(Presidente), Valtenir Pereira (Vice-Presidente), Leo de Brito e Vanderlei
Macris – titulares; Edio Lopes e Elizeu Dionizio – suplentes. Justificaram
ausência os deputados Lindomar Garçon, Toninho Wandscheer e Uldurico
Junior. ABERTURA: Havendo número regimental, o Presidente declarou aberta
a reunião de audiência pública extraordinária destinada a debater sobre as
prerrogativas dos advogados que estão atuando nas diversas estâncias da
Operação Lava Jato, esta audiência é fruto do Requerimento nº 17/2015 do
Deputado Valtenir Pereira e outros. O Presidente Vicente Cândido comunicou
a substituição do Sr. Antônio César Bochenek, Presidente da Associação dos
Juízes Federais do Brasil (AJUFE) pela Sra. Candice Lavocat Jobim,
Vice-Presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE). Em
seguida, convidou para tomar assento á Mesa, além da Sra. Candice Lavocat
Jobim, o Sr. José Robalinho Cavalcanti, Vice-Presidente da Associação
Nacional dos Procuradores da República, o Sr. Marcos Leôncio Ribeiro,
Presidente da Associação Nacional dos Delegados da Polícia Federal e
comunicou a ausência do representante da Ordem dos Advogados do Brasil
(OAB). Informou sobre as regras a serem obedecidas na condução desta
audiência pública e passou a palavra a Sra. Candice Lavocat Jobim. A
Vice-Presidente da Associação dos Juízes Federais do Brasil (AJUFE) disse
que a participação da AJUFE nesta audiência não tem muita relevância
porque não teria como se manifestar a respeito de processos que estão em
andamento, como é o caso da Operação Lava Jato e que a AJUFE não tem
conhecimento da violação em relação a prerrogativas dos advogados e que há
formas judiciais de coibição destas possíveis violações, com a atuação das
corregedorias. A seguir, tomou a palavra o Sr. José Robalinho Cavalcanti,
Vice-Presidente da Associação Nacional dos Procuradores da República que
também desconhece qualquer violação nas prerrogativas dos advogados na
Operação Lava Jato e que as prerrogativas dos advogados estão previstas em
lei, portanto são intocáveis e indiscutíveis Afirmou que o Supremo
Tribunal Federal tem no sigilo das investigações uma forma de preservar as
investigações e, principalmente, quando as diligências ainda estão em
andamento. Sendo esta fase, o único momento em que o acesso dos advogados
aos autos não é autorizado. Em seguida passou a palavra ao Sr. Marcos
Leôncio Ribeiro, Presidente da Associação Nacional dos Delegados da
Polícia Federal. O Sr. Marcos Leôncio ratificou o que os convidados
anteriores informaram, ou seja, desconhece qualquer violação nas
prerrogativas dos advogados na Operação Lava Jato e que tal fato foi
constatado por ele quando em contato com os delegados da Policia Federal
na Superintendência do Paraná e também em conversas com o Presidente da
OAB. Comentou sobre a Operação Zelote e do auxilio obtido junto a OAB
quando de verificações nos escritórios de advocacia. Em seguida, a Sra.
Candice Lavocat Jobim informou que não é a favor da espetacularização que
se faz em torno de algumas investigações, como disse o Deputado Léo de
Brito e que o Judiciário deve trabalhar em cima do processo. Informou de
sua preocupação quando uma condenação não gera aplicação de pena aos réus
e defendeu a prisão preventiva em casos de crimes graves, hediondos e de
lavagem de dinheiro, a fim de preservar o direito dos cidadãos. Em
seguida, o Sr. José Robalinho Cavalcanti afirmou que não vê uma
espetacularização das informações nas investigações e citou o juiz Sergio
Moro, que, em suas entrevistas, cita basicamente o que está nos autos e
que constatou uma evolução por parte do Ministério Publico Federal e da
Polícia Federal no trato destas informações. Citou a impressa como atuante
neste processo de espetacularização dos acontecimentos através do uso o
uso da liberdade que esta tem. Defendeu, em seguida, uma mudança no
sistema judicial do Brasil, citando que uma sentença passa por quatro
estâncias até chegar ao Supremo Tribunal Federal e que no acordo de
leniência, não basta a punição das pessoas envolvidas nos crimes de
lavagem de dinheiro, mas também a punição das empresas, de acordo com a
lei anticorrupção. Destacou a função da Controladoria Geral da União assim
como fez posteriormente o Sr. Marcos Leôncio Ribeiro que citou uma
possível autonomia da CGU para atuar em casos semelhantes. Com a palavra,
os convidados responderam aos novos questionamentos e fizeram suas
considerações finais. ENCERRAMENTO: Não havendo mais quem quisesse fazer
uso da palavra, o Presidente agradeceu a participação de todos e encerrou
a reunião às treze horas. A reunião foi gravada e, após a degravação do
arquivo de áudio, o texto com seu inteiro teor será anexado a esta ata. E,
para constar, eu, _______________ Luiz Paulo Pieri, secretário, lavrei a
presente ata, que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo
Presidente, deputado Vicente Cândido_______________, e publicada no Diário
da Câmara dos Deputados.
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