|
CÂMARA DOS DEPUTADOS |
|
CFFC – ATA
PUBLICADA NO DCD Nº 161, DE 30-10-2014. |
COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE
54ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA
DA DÉCIMA-OITAVA REUNIÃO, EXTRAORDINÁRIA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA,
REALIZADA EM
27 DE MAIO DE 2014
|
Às catorze
horas e cinquenta e seis minutos do dia vinte e sete de maio de dois mil e
catorze, reuniu-se a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle
(CFFC), no Plenário 9 do Anexo II da Câmara dos Deputados, sob a
presidência do deputado Hugo Motta. Registraram presença os
deputados. Hugo Motta
(Presidente), João Arruda, Felipe Bornier e Manuel Rosa Neca
(Vice-Presidentes), Carlos Brandão, Edson Santos, Vanderlei Siraque –
titulares; Edinho Bez, Fernando Francischini, Pepe Vargas, Stepan
Nercessian, Vanderlei Macris – suplentes; Lincoln Portela e Luiz Carlos
Hauly – não-membros. Deixaram de comparecer os deputados titulares
Alexandre Santos, Edio Lopes, Eduardo da Fonte, Francisco Tenório, João
Pizzolatti, Luiz Fernando Machado, Márcio França, Marcio Junqueira, Nilton
Capixaba, Sibá Machado, Simplício Araújo e Zequinha Marinho. .Justificou a
ausência o deputado Márcio França. ABERTURA: O Presidente declarou abertos
os trabalhos da reunião de audiência pública extraordinária destinada a
esclarecimentos sobre a concessão de empréstimo à Construtora Odebrecht,
para a realização das Obras do Porto de Mariel, Cuba e também
financiamento do Grupo JBS-Friboi, Fundo Amazônico, Plano de Investimentos
do BNDES e a MP 633/2013, objeto do Requerimento nº 589/2014, do deputado
Carlos Brandão, subscrito pelos deputados Vanderlei Macris, Márcio
Junqueira, Fernando Francischini e Pepe Vargas. Em seguida, chamou para tomar
assento à Mesa o Sr. Luciano Coutinho, Presidente do BNDES, convidado para
a audiência. Formada a Mesa, o
Presidente discorreu
sobre as regras a serem obedecidas na condução da audiência e
passou a palavra
aos convidados. O Presidente
do BNDES defendeu a atividade do banco como financiador da atuação de
empresas brasileiras no exterior, que seria algo vital para o comércio
externo do Brasil, e argumentou que todos os países têm agências de
crédito que estimulam a chamada exportação de serviços, citando China,
EUA, Alemanha, França e Reino e Unido entre os que investem mais que o
Brasil por meio dessas agências. Explicou também que o banco não empresta
dinheiro a governos estrangeiros, sua relação é com a empresa nacional,
que presta serviço no exterior, mas gera empregos no Brasil. Disse ainda
que os financiamentos realizados no exterior representam menos de 3% dos
empréstimos feitos pelo banco em 2013. Durante os debates, usaram a
palavra, como Autores ou Líderes, os deputados Carlos Brandão, Vanderlei
Macris, Fernando Francischini, Pepe Vargas e Luiz Carlos Hauly. Também se
manifestou, como orador inscrito, o deputado Vanderlei Siraque. O deputado
Carlos Brandão destacou que empreendedores brasileiros não conseguem ter
acesso aos recursos do BNDES, enquanto obras fora do país obtêm esses
investimentos. O deputado Vanderlei Macris afirmou que o BNDES tem sido
usado para mascarar as contas públicas, por meio de ações que seriam pouco
ortodoxas, como antecipação de dividendos. Questionou também se houve
empréstimo a fundo perdido no caso do Porto de Mariel e qual a
participação do BNDES na Petrobras. O deputado Vanderlei Siraque defendeu
a política de financiamento do BNDES, argumentando que agora se financia a
atuação de empresas brasileiras no exterior e não mais a compra de
empresas nacionais por multinacionais estrangeiras, como ocorria no
passado. Com a palavra, o convidado respondeu aos questionamentos e fez
suas considerações finais. Afirmou que o financiamento do Porto de Mariel
não foi a fundo perdido. Esclareceu que o BNDES é dono de nove por cento
das ações da Petrobras e tem recebido os pagamentos em dia pelos
empréstimos realizados à estatal, como no caso da refinaria Abreu e Lima,
negando que tenha havido equívoco do banco na avaliação de riscos do
empréstimo. Defendeu, ainda, o critério de empréstimos usado pelo BNDES,
explicando que eles são lucrativos para a instituição e têm baixíssimas
taxas de inadimplência. ENCERRAMENTO:
Não havendo mais quem quisesse fazer uso da palavra, o Presidente
agradeceu a participação de todos e encerrou a reunião às dezessete horas
e trinta minutos. A reunião foi gravada e, após a degravação do arquivo de
áudio, o texto com seu inteiro teor fará parte do acervo documental da
audiência. E, para constar, eu, _______________ Luiz Paulo Pieri,
Secretário, lavrei a presente ata, que, por ter sido lida e aprovada, será
assinada pelo Presidente, deputado Hugo Motta _______________, e publicada
no Diário da Câmara dos Deputados.
xxxxxxxxxxxxxxx |