CÂMARA DOS DEPUTADOS
COMISSÃO DO ESPORTE
54ª Legislatura - 4ª Sessão Legislativa Ordinária

ATA DA AUDIÊNCIA PÚBLICA EXTRAORDINÁRIA

REALIZADA EM 21 de maio de 2014.

Às quatorze horas e trinta minutos do dia vinte e um de maio de dois mil e quatorze, reuniu-se a Comissão do Esporte, no Anexo II, Plenário 4 da Câmara dos Deputados. Damião Feliciano - Presidente; Romário e Marcelo Matos - Vice-Presidentes; Danrlei de Deus Hinterholz, Edinho Bez, Fabio Reis, Jô Moraes, Rodrigo Bethlem, Rubens Bueno e Silvio Torres - Titulares; André Figueiredo, Benjamin Maranhão, Gustavo Petta, Hélio Santos, José Airton, Pedro Fernandes e Vicente Candido - Suplentes Deixaram de comparecer os Deputados Afonso Hamm, Arnon Bezerra, Carlos Eduardo Cadoca, Marllos Sampaio, Paulo Pimenta, Pedro Chaves e Valadares Filho. Justificou a ausência a Deputada Cida Borghetti.  ABERTURA: O senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e convidou para compor a Mesa os senhores Lúcio de Castro, Jornalista e repórter do canal ESPN do Brasil; Sr. José Avelar, Gerente Executivo do Banco do Brasil e o Sr. Renan Del Zotto, Diretor de Marketing da Confederação Brasileira de Voleibol - CBV, os quais debateram sobre a situação esportiva, administrativa e financeira da Confederação Brasileira de Voleibol - CBV e sobre as supostas denúncias de corrupção envolvendo empresas de ex-dirigentes que atuam na gestão da entidade. Em atenção ao Requerimento nº 22,   de autoria do deputado Arnaldo Jordy. O jornalista Lúcio de Castro discorreu sobre o que considera a incompetência, corrupção, desmandos e malversação de verbas públicas na CBV, que recebeu, no ano passado, cerca de R$ 100 milhões entre patrocínio do Banco do Brasil e repasses do Ministério do Esporte. Ele afirmou que ex-dirigentes da entidade se beneficiaram de contratos de consultoria e de assessoria com a confederação. Frisou que é insuficiente o controle exercido por uma auditoria privada, contratada pela CBV, e que é necessário desenvolver mecanismos de controle pelo Estado quando há dinheiro público envolvido. O sr. Renan Dal Zotto informou que diante de indícios de que haviam irregularidades em contratos da entidade, dirigentes foram afastados e foi realizada uma auditoria pela empresa Price Waterhouse, cujo resultado será analisado por advogados para orientar as providências a serem tomadas. O dirigente explicou que após a análise legal e caso haja irregularidades ou ilegalidades, as providências serão tomadas. O Sr. José Avelar explicou a parceria entre o Banco do Brasil e a CBV, citando o investimento, a duração e os benefícios para o banco. Informou que o Banco do Brasil exige a publicação dos balanços nos meios oficiais e pontuou sobre o papel limitado do banco no controle dos recursos repassados para a CBV. Informou que assim que o Banco do Brasil teve conhecimento das denúncias do Sr. Lúcio de Castro, o banco solicitou à CBV que apurasse essas denúncias e também que fosse revisto o modelo de gestão do voleibol, sobre pena do cancelamento dos contratos em vigor. O Sr. Sérgio Faria, Presidente da Federação de Voleibol do  Distrito Federal, foi convidado a participar da mesa e discorreu sobre a suposta idoneidade da CBV. O autor do requerimento, deputado Arnaldo Jordy, disse que vai pedir informações à Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU) sobre os recursos públicos aplicados nas entidades esportivas e solicitou que a Comissão do Esporte exerça a fiscalização sobre todas as demais confederações de esportes. Inquiriram os convidados os deputados Romário, Arnaldo Jordy, Rodrigo Maia, André Figuereirdo, Sílvio Torres e Damião Feliciano. E, para constar, eu ______________________, Ana Cristina Oliveira, lavrei a presente Ata, que por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado Damião Feliciano ______________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.