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Às quatorze horas e trinta minutos do dia vinte e um de maio de dois mil e quatorze, reuniu-se a Comissão do Esporte, no Anexo II, Plenário 4 da Câmara dos Deputados. Damião Feliciano - Presidente; Romário e Marcelo Matos - Vice-Presidentes; Danrlei de Deus Hinterholz, Edinho Bez, Fabio Reis, Jô Moraes, Rodrigo Bethlem, Rubens
Bueno e Silvio Torres - Titulares; André Figueiredo, Benjamin Maranhão, Gustavo
Petta, Hélio Santos, José Airton, Pedro Fernandes e Vicente
Candido - Suplentes Deixaram de comparecer os Deputados Afonso Hamm, Arnon
Bezerra, Carlos Eduardo Cadoca, Marllos Sampaio, Paulo Pimenta, Pedro Chaves
e Valadares Filho. Justificou a ausência a Deputada Cida Borghetti.
ABERTURA: O senhor Presidente declarou abertos os trabalhos e convidou
para compor a Mesa os senhores Lúcio de Castro, Jornalista e repórter
do canal ESPN do Brasil; Sr. José Avelar, Gerente Executivo do Banco
do Brasil e o Sr. Renan Del Zotto, Diretor de Marketing da Confederação Brasileira
de Voleibol - CBV, os quais debateram sobre a situação esportiva,
administrativa e financeira da Confederação Brasileira
de Voleibol - CBV e sobre as supostas denúncias de
corrupção envolvendo empresas de ex-dirigentes que atuam na gestão da
entidade. Em atenção ao Requerimento nº
22,
de autoria do
deputado Arnaldo Jordy. O jornalista Lúcio de Castro discorreu sobre o que
considera a incompetência, corrupção, desmandos e malversação de verbas públicas na CBV, que
recebeu, no ano passado, cerca de R$ 100 milhões
entre patrocínio do Banco do Brasil e repasses do
Ministério do Esporte. Ele afirmou que ex-dirigentes da entidade se beneficiaram
de contratos de consultoria e de assessoria com a confederação. Frisou
que é insuficiente o controle exercido por uma auditoria
privada, contratada pela CBV, e que é necessário desenvolver mecanismos de controle
pelo Estado quando há dinheiro público envolvido. O sr.
Renan Dal Zotto informou que diante de indícios de que
haviam irregularidades em contratos da entidade, dirigentes foram afastados
e foi realizada uma auditoria pela empresa Price Waterhouse, cujo resultado será
analisado por advogados para orientar as providências a serem tomadas.
O dirigente explicou que após a análise legal e caso haja irregularidades ou
ilegalidades, as providências serão tomadas. O Sr. José Avelar
explicou a parceria entre o Banco do Brasil e a CBV, citando o
investimento, a duração e os benefícios para o banco. Informou que o Banco do Brasil
exige a publicação dos balanços nos meios oficiais e pontuou sobre o
papel limitado do banco no controle dos recursos repassados para a CBV.
Informou que assim que o Banco do Brasil teve conhecimento das denúncias do
Sr. Lúcio de Castro, o banco solicitou à CBV que apurasse essas
denúncias e também que fosse revisto o modelo de gestão do
voleibol, sobre pena do cancelamento dos contratos em vigor. O Sr. Sérgio
Faria, Presidente da Federação de Voleibol do Distrito Federal, foi convidado a participar da mesa
e discorreu sobre a suposta idoneidade da CBV. O autor do requerimento,
deputado Arnaldo Jordy, disse que vai pedir informações à
Controladoria-Geral da União (CGU) e ao Tribunal de Contas da União (TCU)
sobre os recursos públicos aplicados nas entidades esportivas e solicitou
que a Comissão do Esporte exerça a fiscalização sobre todas as demais
confederações de esportes.
Inquiriram os convidados
os deputados Romário, Arnaldo Jordy, Rodrigo Maia, André Figuereirdo,
Sílvio Torres e Damião Feliciano. E, para constar, eu
______________________, Ana Cristina Oliveira, lavrei a presente Ata, que
por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente, Deputado
Damião Feliciano ______________________, e publicada no Diário da Câmara
dos Deputados.xxxxxxxxxxxxxxxxxxxxxx.
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