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CÂMARA DOS DEPUTADOS |
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CFFC – ATA
PUBLICADA NO DCD Nº 44, DE 3-4-2014. |
COMISSÃO DE FISCALIZAÇÃO FINANCEIRA E CONTROLE
54ª Legislatura – 4ª Sessão Legislativa Ordinária
ATA
DA SEXTA REUNIÃO, EXTRAORDINÁRIA DE AUDIÊNCIA PÚBLICA,
REALIZADA EM 26 DE
MARÇO DE 2014
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Às catorze
horas e quarenta e cinco minutos do dia vinte e seis de março de dois mil
e catorze, reuniu-se a Comissão de Fiscalização Financeira e Controle
(CFFC), no Plenário 1 do Anexo II da Câmara dos Deputados, sob a
presidência do deputado Hugo Motta. Registraram presença os deputados Hugo
Motta (Presidente), João Arruda e Manuel Rosa Neca (Vice-Presidentes),
Alexandre Leite, Carlos Brandão, Edson Santos, Fernando Francischini,
Márcio França, Sibá Machado e Vanderlei Siraque – Titulares; André
Figueiredo, Carlos Magno, Edinho Bez, Irajá Abreu, Mendonça Filho, Pepe
Vargas, Renato Simões, Simplício Araújo, Vanderlei Macris – Suplentes;
Amauri Teixeira, Domingos Sávio, Efraim Filho, Felipe Maia, Félix Mendonça
Júnior, Francisco Floriano, Marcon e Ronaldo Caiado – não-membros.
Deixaram de comparecer os deputados titulares Alexandre Santos, Edio
Lopes, Eduardo da Fonte, Felipe Bornier, Francisco Tenório, João
Pizzolatti, Luiz Fernando Machado, Marcio Junqueira, Nilton Capixaba e
Zequinha Marinho. ABERTURA: O Presidente declarou abertos os trabalhos da
reunião de audiência pública extraordinária destinada a
esclarecer denúncias de envolvimento em irregularidades com ONGs e
eventuais providências adotadas, e sobre as relações do Governo Federal
com o Movimento dos Trabalhadores Sem Terra (MST), objeto do. Requerimento
nº 586/2014, do deputado Fernando Francischini, subscrito pelo deputado
Mendonça Filho, aprovado em doze de março passado. Em seguida, convidou
para compor a Mesa os Srs. Gilberto Carvalho, Ministro Chefe da Secretaria
Geral da Presidência da República; Jorge Hage Sobrinho, Ministro Chefe da
Controladoria Geral da União; e Manoel Dias, Ministro do Estado de
Trabalho e Emprego, convocados para a audiência. Formada a mesa,
o
Presidente agradeceu a presença dos convidados, discorreu
sobre as regras a serem obedecidas na condução da audiência e
passou a palavra
aos Ministros para as explanações iniciais. O ministro Jorge Hage explanou
sobre a atuação da CGU, inclusive em operações conjuntas com a Polícia
Federal, destacando que 2.690 entidades estão proibidas de receber
dinheiro federal, com base no Cadastro de Entidades Privadas Sem Fins
Lucrativos Impedidas (CEPIM), mantido pelo órgão. O Ministro reconheceu
que ainda é preciso melhorar o sistema, mas realçou a evolução da
capacidade de controle do Governo, desde que foi criada a CGU, em 2003.
Entre várias propostas de melhorias para o efetivo controle da CGU, o
Ministro sugeriu aos parlamentares que aprovassem o PLS nº 7168/2014 que
trata do marco regulatório para convênios entre o governo e ONGs.
Especificamente sobre as irregularidades nos convênios do MTE, afirmou que
os problemas com ONGs que atuam na área de formação profissional são
antigos e auditorias realizadas pela CGU já apontaram diversas
irregularidades, que resultaram em descredenciamentos das entidades e
emissão de certificados de irregularidades a secretários e diretores do
MTE que não cumpriram as providências recomendadas. Ressalvou, entretanto,
que, na gestão do ministro Manoel Dias, as providências para apurar e
coibir irregularidades vem sendo cumpridas. O ministro Manoel Dias
esclareceu que as irregularidades citadas no requerimento são anteriores à
sua gestão e em geral não indicam desvio de recursos públicos, apenas
falhas formais, e informou as providências tomadas pelo Ministério, como
suspensão de convênios e instauração de processos administrativos, além da
informatização dos procedimentos e aumento da transparência nos contratos.
O ministro Gilberto Carvalho citou exemplos e números para destacar a
importância da atuação das ONGs e dos movimentos sociais. Admitiu a
existência de fraudes e corrupção, mas argumentou que a maioria das
irregularidades apontadas decorre da inadequação da legislação vigente,
que não diferencia grandes organizações de ONGs modestas, que muitas vezes
não têm estrutura para atender adequadamente os procedimentos burocráticos
exigidos. Sobre o financiamento da feira agroecológica do MST, o Ministro
defendeu o repasse de recursos e convidou representantes da Comissão para
visitar as cooperativas ligadas ao MST, destacando a sua importância na
produção de alimentos. Lamentou o incidente ocorrido durante a
manifestação em frente ao STF após a realização da feira, mas destacou a
determinação dos dirigentes para que ela ocorresse de forma pacífica e
ordeira e negou que tivesse havido tentativa de invasão do STF ou do
Palácio do Planalto. Dando início ao debate, o Presidente passou a palavra
aos deputados Fernando Francischini e Mendonça Filho, coautores do
requerimento de audiência, os quais fizeram comentários sobre o tema e
questionamentos aos Ministros. Em seguida, fizeram questionamentos, como
Líderes, os deputados Vanderlei Macris (PSDB), José Guimarães (PT) e
Domingos Sávio (Minoria). Com a palavra, os Ministros responderam aos
questionamentos relativos aos itens da pauta. O ministro Gilberto Carvalho
se dispôs a enviar a Comissão documento com a totalidade dos convênios
celebrados entre ONGs e os órgãos que compõem a estrutura da Presidência
da República. Também falaram como Líderes os deputados Ronaldo Caiado
(DEM) e Fernando Francisquini. Em seguida, como oradores inscritos, usaram
a palavra os deputados André Figueiredo, Edson Santos, Vanderlei Siraque,
Irajá Abreu, Renato Simões, Pepe Vargas, Amauri Teixeira, Valmir Assunção,
Weverton Rocha, Marcos Rogério e Paulo Teixeira. Os Ministros prestaram os
novos esclarecimentos solicitados e fizeram suas considerações finais.
ENCERRAMENTO:
Não havendo mais quem quisesse fazer uso da palavra, o presidente
agradeceu a participação de todos e encerrou a reunião às vinte horas e
trinta e um minutos. A reunião foi gravada e, após a degravação do arquivo
de áudio, o texto com seu inteiro teor fará parte do acervo documental da
audiência. E, para constar, eu, _______________ Luiz Paulo Pieri,
secretário, lavrei a presente ata, que, por ter sido lida e aprovada, será
assinada pelo presidente, deputado Hugo Motta_______________, e publicada
no Diário da Câmara dos Deputados.
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