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Às
quatorze horas e quinze minutos do dia vinte e três de outubro de
dois mil e treze, reuniu-se,
ordinariamente, a Comissão de Direitos Humanos e Minorias, no
Plenário 9 do Anexo II da Câmara dos Deputados, sob a presidência do
Deputado Pastor Marco Feliciano. A lista de presença registrou
o comparecimento dos seguintes Deputados: Pastor Marco Feliciano,
Presidente; Anderson Ferreira, Vice-Presidente; Dr. Carlos Alberto,
Henrique Afonso, Keiko Ota e Liliam Sá, titulares; Costa Ferreira,
Dr. Grilo, Jair Bolsonaro, João Campos, Marcos Rogério, Roberto de
Lucena, Severino Ninho, Takayma, Walter Tosta e Zequinha Marinho,
suplentes. Deixaram de registrar presença os Deputados: Antônia
Lúcia, Otoniel Lima, Pastor Eurico e Simplício Araújo. A Deputada
Antônia Lúcia e o Deputado Pastor Eurico apresentaram justificativa
de falta para os períodos de vinte e três a vinte e cinco e de vinte
a vinte e sete de outubro do corrente ano, respectivamente. ABERTURA: O Presidente
declarou a abertura da reunião. ATA:
Foi dispensada a leitura da Ata da Vigésima Nona Reunião, realizada
no dia dezesseis de outubro de dois mil e treze. Submetida à
votação, a ata foi aprovada. ORDEM DO DIA: Deliberação
de Proposições e Audiência Pública destinada a debater sobre as
ações violentas de grupos mascarados, conhecidos como "Black Blocs",
nas manifestações populares por todo o país, objeto
do Requerimento 69/2013, do Deputado Severino Ninho.
1) Anteprojeto de Lei da
Comissão de Direitos Humanos e Minorias que dispõe sobre as
práticas de assédio moral e abuso de autoridade no âmbito da
Administração Pública Federal direta e indireta. Não houve
discussão. Colocado em votação, o Anteprojeto foi aprovado. 2) Moção de Aplauso. O
Presidente colocou em votação Moção de Aplauso às autoridades
brasileiras Senador Ricardo Ferraço, Senador Sérgio Petecão, Senador
Alvaro Dias, Senador Eduardo Suplicy e Diplomata Eduardo Sabóia, em
virtude da atuação na preservação da vida e da integridade física do
Senador boliviano Roger Pinto Molina. Em votação, a Moção de Aplauso
foi aprovada. A seguir, iniciou-se a reunião de Audiência Publica. O
Presidente transferiu a Presidência da Comissão para o Deputado
Severino Ninho, que convidou para compor a Mesa: Flávio Britto, Diretor da
FC Britto Advocacia e Consultoria Jurídica; Esther Solano Gallego,
Professora do Curso de Relações Internacionais da Universidade de
São Paulo – UNIFESP; Gustavo Romano Oliveira,
Coordenador do blog "Para Entender Direito" do Jornal Folha de São
Paulo; e Delmo de Oliveira
Argulhes, Professor do Mestrado em Ciência Política da
UNIEURO. Inicialmente, o Presidente expressou sua preocupação com a
atuação dos
“Black Blocs”, principalmente quando o objetivo final é causar dano
ao patrimônio público. Logo após, foi dada a palavra a Flávio
Britto, que traçou o perfil dos “Black Blocs” como sendo, em geral,
jovens universitários de classe média, de ideologia apolítica, que
assumem posição de confronto perante as forças do Estado por
possuírem elevado senso de impunidade. Em seguida, Esther Gallego
relatou que como resultado de pesquisa realizada com os “Black
Blocs”, pôde constatar que eles acreditam não serem ouvidos pelos
canais habituais de comunicação estatal e, por isso, justificam o
uso da violência como veículo de expressão. Neste momento, o
Deputado Pastor Marcos Feliciano interrompeu brevemente a reunião
para comunicar que as
votações do Anteprojeto de Lei da Comissão e da Moção de Aplauso
tornaram-se sem efeito, pois a Ordem do Dia do Plenário da Casa
já havia se iniciado. Continuando, a palavra foi concedida ao
expositor Gustavo Oliveira, que comentou que o movimento é reflexo
da insatisfação generalizada com a prestação de serviços públicos e
da falta de representatividade sentida pelos manifestantes. A
seguir, Dalmo Argulhes
ressaltou que o Estado deve combater a atuação dos manifestantes com
o mínimo de violência possível, pois, do contrário, pode incitar
ainda mais a truculência do movimento. Iniciados os debates, o
Deputado Pastor Marco Feliciano comentou sobre a descrença da
juventude no parlamento, cada vez mais incentivada pela mídia. Em
seguida, o Deputado Henrique Afonso ressaltou a importância de se
ampliar as políticas públicas voltadas para o incentivo da
participação popular. Foi concedida a palavra ao Deputado Dr. Carlos
Alberto que relatou a ausência de mecanismos na Constituição que de
fato assegurem a prestação de serviços públicos de qualidade. A
seguir, os Deputados Costa Ferreira e Roberto de Lucena enfatizaram
o momento de transição política pelo qual passa o país. Por fim,
usou da palavra o Deputado Zequinha Marinho que atribuiu o culto à
violência como consequência da crise em três instituições
fundamentais para a sociedade: família, igreja e Estado, este
representado principalmente pela escola. Para
considerações finais, foi dada a palavra novamente aos
expositores.
ENCERRAMENTO:
Não
havendo mais nada a tratar, o Presidente agradeceu a participação de
todos e encerrou a reunião às dezessete horas e vinte e dois
minutos. Eu, _______________ Marcos Figueira de Almeida, secretário
da Comissão de Direitos Humanos e Minorias, lavrei a presente ata,
que, por ter sido lida e aprovada, será assinada pelo Presidente,
Deputado Pastor Marco Feliciano _______________, e publicada no Diário da Câmara dos
Deputados.
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