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Às
nove horas e cinquenta
e oito minutos do dia dezessete de outubro de dois mil e treze, reuniu-se a Grupo de Trabalho destinado a estudar e elaborar propostas referentes à Reforma Política e à consulta popular sobre o tema, no Anexo II, Plenário 13 da Câmara dos Deputados com a presença dos Deputados Cândido Vaccarezza - Coordenador; Alfredo Sirkis, Antonio Brito, Esperidião Amin,
Guilherme Campos, Leonardo Gadelha, Luciano Castro, Marcelo Castro, Marcus Pestana, Miro Teixeira, Ricardo Berzoini, Rodrigo Maia e Sandro Alex - Titulares. Deixaram de comparecer os Deputados Daniel Almeida e Júlio Delgado. Justificou a ausência a Deputada Luiza Erundina. Compareceram como não membros a Deputada Rosane Ferreira e o Deputado Izalci.
ABERTURA:
Havendo número regimental, o
Coordenador declarou abertos os trabalhos e colocou em apreciação a Ata da
9ª reunião, realizada no dia nove de outubro de 2013. A leitura da
Ata foi dispensada a pedido do Deputado Antonio Brito. Não havendo quem
quisesse discuti-la, passou-se à votação. Em votação, a Ata foi
aprovada. EXPEDIENTE: O Deputado Izalci apresentou ao
Grupo a PEC nº 326 de 2013 que define o caráter nacional como condição
para o registro de partido político junto ao TSE.ORDEM DO
DIA:O
Coordenador anunciou a deliberação sobre o sistema eleitoral. Os Deputados
discutiram sobre a melhor forma de deliberar sobre o tema e ficou decidido
que haveria varias votações, eliminando-se sucessivamente
as propostas menos votadas. Os sistemas propostos são: Lista fechada,
Distritão, Sistema atual com mudança no critério de cálculo das
sobras, Distrito proporcional nominal regionalizado e Distrital
proporcional misto. Manifestaram-se os Deputados Marcelo Castro, Guilherme
Campos, Esperidião Amin, Marcus Pestana e Alfredo Sirkis. Os votos
favoráveis à admissibilidade de cada proposta foram: Lista fechada, 3
votos; Distritão, 4 votos; Sistema atual com mudança nas sobras, 4
votos; Distrito proporcional nominal regionalizado, 4 votos e
Distrital misto, 7 votos. Foi eliminado o sistema de
Lista fechada, por ser a proposta menos votada. Teceram
considerações sobre o sistema eleitoral os Deputados Rodrigo Maia, Marcelo
Castro, Esperidião Amin, Ricardo Berzoini, Alfredo Sirkis, Luciano
Castro, Miro Teixeira, Guilherme Campos, Marcus Pestana, Sandro
Alex e Leonardo Gadelha. Foi realizada nova votação para os seguintes
sistemas: Distritão, proposto pelo Deputado Esperidião Amin; Distrital
misto, proposto pelo Deputado Alfredo Sirkis; Proporcional nominal
regionalizado, proposto pelo Deputado Marcus Pestana e sistema atual com
mudança nas sobras, proposto pelo Deputado Guilherme Campos. Os votos
favoráveis a cada proposta foram: Distritão, 2 votos; Distrital misto, 3
votos; Proporcional nominal, 7 votos e Sistema atual com mudança nas
sobras, 1 voto. Foram eliminadas as propostas do Distritão e do Sistema
atual e foi realizada nova votação com as duas propostas mais
votadas. A proposta do sistema Distrital misto recebeu 3 votos
favoráveis e a proposta do sistema proporcional nominal regionalizado
recebeu 9 votos favoráveis e foi aprovada. Foi esclarecido que
as vagas resultantes das sobras do cálculo do quociente
eleitoral serão distribuídas para os Deputados mais votados no
distrito. Passou-se à deliberação sobre o financiamento de campanhas eleitorais.
Falaram sobre o tema dos Deputados Miro Teixeira, Marcelo Castro, Ricardo
Berzoini, Esperidião Amin, Leonardo Gadelha, Alfredo Sirkis, Sandro Alex e
Marcus Pestana. O Deputado Antonio Brito teve que se ausentar da reunião e
declarou que seu partido é contra o financiamento público. O Deputado Miro
Teixeira disse ser contra o financiamento público, porém entende que
aqueles que defendem o financiamento público devem apresentá-lo como
uma opção e não como uma imposição. O Deputado Marcelo Castro propôs
um financiamento misto, no qual os atos partidários teriam financiamento
público e os atos individuais do candidato teriam financiamento privado. O
Deputado Rodrigo Maia disse ser a favor do financiamento opcional,
conforme proposto pelo Deputado Miro Teixeira. O Deputado Ricardo Berzoini
propôs o financiamento misto, com o fim do financiamento de pessoas
jurídicas e um teto entre 700 a 2000 reais para as doações
de pessoas físicas. O Deputado Esperidião Amin disse concordar
com a proposta do Deputado Marcelo Castro, desde que haja limites para os
gastos. O Deputado Leonardo Gadelha disse concordar com a proposta do
Deputado Marcelo Castro, mas manifestou preocupação com a forma
de distribuição dos recursos pelos partidos. O Deputado Alfredo
Sirkis popôs o financiamento público por meio do fundo partidário
e doações de pessoas juríficas somente para os partidos. As
associações da sociedade civil poderiam arrecadar dinheiro para as
campanhas, desde que a coleta seja específica para a
campanha. As pessoas físicas poderiam doar diretamente para os
candidatos. Propôs também limites para as doações. Os partidos teriam que
repassar metade do valor arrecadado igualmente para todos os candidatos do
partido. O Deputado Sandro Alex manifestou-se contrariamente ao
financiamento público, pela proibição de doação de pessoas jurídicas e
limites para doações de pessoas físicas. O Deputado Miro Teixeira
manifestou-se pelo cumprimento da Lei nº 9504/97, pelo estabelecimento
de limites para os gastos em campanhas eleitorais e propõs que cada
partido decida em seu estatuto se deve ou não receber
doações de pessoas jurídicas. O Deputado Marcus Pestana propôs que
as doações de pessoas físicas sejam feitas para os candidatos e doações de
pessoas jurídicas para os partidos, com distribuição de metade do valor de
forma igualitária para todos os candidatos do
partido. O Deputado Marcelo Castro esclareceu
que, na sua proposta, as pessoas jurídicas só poderiam doar para os
partidos e disse ser a favor de um teto de gastos. O
Coordenador informou que na próxima reunião serão trazidos os temas
já aprovados pelo Grupo e as propostas relativas ao financiamento de campanha
eleitoral no formato de proposições legislativas. Na próxima reunião
serão deliberados os seguintes temas: financiamento de
campanhas, voto obrigatório, tempo de propaganda na TV e
rádio, papel do marqueteiro nas campanhas eleitorais, candidatura avulsa, representatividade dos estados
da federação e duração dos mandatos dos senadores.
ENCERRAMENTO: Nada mais havendo a tratar, o Coordenador
agradeceu a presença de todos e encerrou a reunião às doze horas e quinta
minutos, antes convocando nova reunião para o dia vinte e quatro de
outubro às nove horas e trinta minutos no plenário nº 13. E, para constar,
eu ________________, Robson Luiz Fialho Coutinho, lavrei a presente Ata,
que por ter sido lida e aprovada, será
assinada pelo Presidente ____________________, e publicada no Diário da Câmara dos Deputados. O inteiro teor da reunião foi gravado, passando o arquivo de áudio correspondente a integrar o acervo documental da reunião xxxxxxxxxxxxxxxxx.
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